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Tripé da psicanálise na formação de psicanalistas

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O Tripé da Psicanálise sintetiza as três partes da formação de um psicanalista. Neste artigo, trataremos das necessidades de como ser psicanalista, como se formar em psicanálise, qual curso de psicanálise o profissional deve fazer.

O tripé tem seu fundamento na origem da Psicanálise, na virad do século XIX para o século XX, área do saber derivada dos estudos do Neurologista e Psiquiatra Sigmund Freud.

Seu desprendimento, interesse e empenho, ofereceram à humanidade a oportunidade de conhecer os processos mentais inconscientes e o entendimento dos conflitos e sintomas de ordem física e emocional através de técnicas investigativas via discurso e escuta.

O tripé da psicanálise

No processo de formação de um analista, é necessário que se considere e respeite o Tripé da Psicanálise, que é: Estudo da Teoria, Análise Pessoal e Supervisão.

1) Estudo da Teoria

Como parte do tripé da psicanálise, as teorias norteiam o analista.

Através dos estudos dos métodos de investigação, dos conceitos psicanalíticos, das doenças e de seus sintomas, ele efetuará um trabalho orientado e sustentado pelo arcabouço histórico daquelas.

O estudo da teoria, guiado pelos olhos de diversos autores, coloca mais luz ao que foi iniciado por Freud, permitindo assim ao analista o aprimoramento do seu trabalho.

Estar aberto para ouvir outras vozes e se manter atualizado através do estudo constante, permite ao profissional integrar as escutas, aumentar seu repertório e entregar um trabalho de qualidade, transparente e honesto.

Primeira parte: Teoria

É preciso dominar os conceitos necessários para entender a psicanálise.

Para compreender a psicanálise, é necessário entender conceitos fundamentais, como: a associação livre; Primeira tópica( inconsciente, pré- consciente, consciente); Segunda tópica (id, ego e superergo); libido; fase oral; anal e fálica; período de latência e genital.

Outros termos importantes para o entendimento da psicanálise são: transferência; contratransferência; insight; acting out; acting in; complexo de Édipo e Electra; sonhos; deslocamento; projeção; identificação projetiva; narcisismo; pulsões; histeria; recalque primário.

Além disso, é preciso entender a posição depressiva; posição esquizo-paranóide; esquizofrenia; fantasia; objeto; relação objetal; holding; objeto transicional; casal parental; terceiro analítico; réverie, baluarte, enactment, dentre outros.

Segunda parte: Análise Pessoal

Sem análise pessoal não existe analista.

A análise pessoal é importante durante o processo de formação e também posteriormente. É uma longa caminhada que pode ou não ter fim.

Ao percorrer seus labirintos e entrar em contato consigo mesmo, terá então, o analista, a possibilidade de entender o que é do outro e o que é seu.

O trabalho com o analisando

Durante o trabalho com o analisando, a consciência dos fatos, a distinção dos sentimentos, os sintomas gerados, os mecanismos de natureza psíquica poderão ser compreendidos e elaborados a favor da dupla.

Essa ideia poderá evitar suposições pessoais e contaminação do trabalho.

É importante considerar também que o paciente traz seu repertório e, em conjunto com seu analista, forma uma dupla.

A importância da dupla paciente e analista

Cada sentimento, cada cor, cada som emitido dentro da sala de análise devem ser observados e interpretados. Estes eventos só acontecem com a dupla em questão, pois conta uma história que só pode ser construída por esta dupla.

Quando um paciente deixa o setting psicanalítico, é como se uma “bolha” estourasse; as situações que ocorrem com a outra dupla que entra na sequência (analista e novo paciente) aparecem de forma totalmente diferente.

O foco da análise pessoal

Por isso, se faz necessário ao analista estar consciente de si mesmo; conseguir estar atento a esses eventos, atento ao que acontece com o outro e consigo. Isto só é possível se o analista passou e passa pelo filtro da análise pessoal e da sua supervisão.

Terceira Parte: Supervisão

Trata-se de requisito obrigatório para a formação de um analista.

É um processo de análise dos atendimentos guiado por outro psicanalista com um repertório teórico e prático maior do que o do supervisando.

A escuta e a voz do supervisor clareiam aquilo que, sozinho, o supervisando não conseguiu visualizar. As sessões podem ser feitas individualmente ou em grupo.

A escolha de um profissional de revisão

A escolha do profissional para a supervisão é pessoal e ocorre de acordo com a identificação que tem com a trajetória do supervisor.

O trabalho é voltado para a compreensão e manejo dos casos, e aparecem questões pessoais do analista em relação ao seu paciente.

O analista é encorajado pelo supervisor a procurar sua análise para compreender, elaborar ou reelaborar o material que sinaliza o impedimento de escuta.

Recomendações para a escolha de um revisor

O supervisor pode indicar ao analista a leitura e releitura de textos, estudo de novos teóricos, artigos, sugerir seminários, tudo com a intenção de fortalecer a base teórica para sustentar os atendimentos.

É importante ao escolher o profissional para as supervisões, fazer entrevistas, ir a palestras proferidas por este, entender em que abordagem opera, para, a partir daí, iniciar os encontros.

A experiência do revisor

Mesmo assim, muitas vezes o encontro pode ser penoso, visto que questões superegóicas e narcísicas podem aparecer ao longo das supervisões, o que não contribui para o processo, ao contrário, inviabiliza o trabalho e intimida o jovem analista.

O supervisor é um colega com mais bagagem teórica e prática, portanto, possui mais condições para entender e acolher as questões trazidas.

Conclusão

Ter condição de orientar sem oprimir contribuirá para que o material trazido nas horas de supervisão não seja maquiado, com receio de críticas e ataques.

Logo uma Formação Completa em Psicanálise (conheça nosso Curso de Formação On-Line) será concluída com qualidade e verdade, contribuindo, assim, para que todos que dela precisarem se sirvam.

Dessa forma, o tripé da psicanálise é a espinha dorsal da Psicanálise. Sem este tripé, a prática profissional da análise fica inviabilizada.

Autora: Darlene Ferragut.

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