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Agressivo: significado físico e psicológico

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Dados os estímulos que recebemos diariamente, é normal alguém reagir de forma mais incisiva contra a pressão. Sendo parte do instinto e também de nossa própria personalidade, é comum ter agressividade em determinados momentos da vida. Hoje explicaremos melhor o que é ser agressivo no sentido físico e psicológico.

O que é agressivo?

Um indivíduo agressivo é aquele que se mostra disposto a atacar ou agredir alguém física e psicologicamente. Essa característica pode ser parte comum de sua personalidade, de maneira que ele foi moldado a reagir violentamente. Contudo, quando em excesso e somada a outros sinais, pode indicar a presença de alguma patologia.

As pessoas acabam por recorrer à agressividade por conta de uma troca instantânea de nossa composição psicoemocional com o ambiente. Ou seja, dependendo do que acontece ao nosso redor, os estímulos externos podem influenciar nos processos cognitivos da mente e nas emoções. Isso resulta na alteração do nosso comportamento e na afloração do impulsos.

Uma pessoa pode se tornar agressiva graças ao ambiente em que vive, sendo privada de algum pilar necessário. Por exemplo, crianças que crescem em ambientes disfuncionais e sob agressão constante tendem a ser mais agressivas. Nesse caso há uma probabilidade grande de que repitam o mesmo comportamento das quais foram vítimas.

A agressividade na Psicanálise

O estudo psicanalítico indica que o ser agressivo possui tendências que se reformulam constantemente no seu comportamento de prejudicar alguém. Em vista disso, existem outras modalidades de agressão que vão além da parte motora e destrutiva.

Nesse caminho, qualquer comportamento que tenhamos de bom ou ruim não pode funcionar sem a agressão. Isso porque ela cumpre um papel em ajudar no desenvolvimento, pontuando o mecanismo unificador da sexualidade e separação dela. Assim se cria a tentativa de buscar na agressividade um composto pulsional à noção de pulsão de morte.

A importância do estado agressor

Embora tenha demorado um pouco, Freud reconheceu a importância do estado agressivo para nós. Tanto que ele mesmo pontua esse questionamento indagando os motivos de demorarmos a reconhecer a pulsão agressiva. De acordo com ele, existiam fatos que não podiam ser escondidos aos olhos de qualquer pessoa em relação a esse estado.

Ainda assim se ressalta a recusa da Psicanálise em abordar comportamentos agressivos até meados de 1920. Para demonstrar isso era até acessível por diversos meios disponíveis dentro de um tratamento. Freud acabava encontrando na resistência a agressividade, transformando pessoas boas em revoltadas gradualmente.

Estudando os casos de histeria, se notou que os indivíduos eram mais propensos a transmitirem temas favoráveis à cura. Entretanto, a Psicanálise observa cada moção, incluindo as negativas afirmando que precisavam ser vistas em análise. Tornando isso consciente se permite uma amplitude a respeito das causas do problema em questão.

A hostilidade em diversas camadas

O estudo clínico indica que o estado agressivo é importante quando se trata de afecções específicas, como paranoia ou neurose obsessiva. Nisso, surge a ideia de ambivalência, exprimindo simultaneamente a existência do amor e ódio no mesmo plano. Mesmo que não seja a nível metapsicológico, isso se encontra na experiência.

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Por exemplo, podemos indicar uma análise de Freud sobre o chiste. Nas palavras dele: “… quando não é o seu próprio fim, isto é, inocente, só pode pôr-se a serviço de duas tendências […]. Assim, “ ou é um chiste hostil (que serve à agressão, à sátira, à defesa), ou então é um chiste obsceno…” .

O psicanalista indica aí a pulsão hostil e a tendência hostil, apontando o Complexo de Édipo como parte desse desenvolvimento amor/hostil.

O papel da sexualidade na agressividade psicológica

A teoria de Freud a respeito do agressivo diz que parte da pulsão de morta se direciona à pulsão sexual. Nascendo o sadismo daí, vemos outra parte que ainda fica no corpo e não se desvia para o exterior. Isso porque está conectada libidinalmente pela excitação sexual, fazendo transparecer o masoquismo erógeno.

Freud nomeia como pulsão de agressão a pulsão de morte que se direciona ao meio externo através da musculatura física. Nisso, podemos perceber que tal pulsão agressiva se mostra como uma tendência para a autodestruição. O psicanalista continua, afirmando que ela somente se aprende por meio da fusão com a sexualidade.

Ademais, os psicanalistas indicam um espelhamento em relação a essas pulsões. Enquanto temos a pulsão de vida se ligando com a pulsão de morte, temos também a sexualidade encontrando a agressividade.

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    Duelos

    Como aberto no parágrafo acima, existe uma dualidade em relação as pulsões de vida e morte que se espelha na sexualidade e agressividade. Para isso, observamos que:

    Compulsão à repetição

    Cada fato trazido por Freud para justificar a introdução da pulsão de morte acabam indicando a compulsão à repetição. Porém, ela não se relaciona seletivamente com cada comportamento agressivo.

    A autoagressão

    Para Freud, quando alguns fenômenos tinham uma relevância cada vez maior, se fazia presente uma autoagressão. São fenômenos que contribuem para que o indivíduo se abra sobre as tendências masoquistas do ego. Sentimento de culpa inconsciente, clínica do luto, melancolia… Etc.

    Eros

    A pulsão de vida ou Eros não se limitavam a ser uma denominação nova apenas para abranger o que antes era sexualidade. Quando surge o nome Eros temos aqui um grupo de pulsões que criam e alimentam unidades. Isso serve para englobar as pulsões sexuais existentes, bem como conservar a espécie para afirmar a existência individual.

    A atração da pulsão de morte

    Essa pulsão de morte atrai para si o que diz respeito à sexualidade humana o desejo inconsciente: insistência, irredutibilidade e caráter desreal.

    Renovações

    O conceito de agressão não era algo trabalhado pela Psicanálise com seriedade até 1920. A partir daí, ele acabou se renovando, respondendo ao que conhecemos hoje:

    Sadomasoquismo

    Atualmente se reconhece a agressividade física em ação, mostrando uma pulsão se direcionando ao exterior. Com isso, o sadomasoquismo acaba se tornando complexo, pois ao mesmo tempo que a pulsão sai, acaba voltando. Nesse caminho, a agressividade vai além do objeto e do próprio sujeito, passando a transitar em instâncias diferentes do ego.

    Noção de agressividade

    Quando se localiza a origem da pulsão de morte Freud, indica-se que a noção de agressividade se destrói.

    Fusão e defusão

    Além de existir misturas pulsionais, há também as dissoluções aqui chamadas de defusão. Em suma, ela acaba sendo o resultado positivo da pulsão destrutiva quando essa pretende destruir os grupos que o Eros tenta manter. Com isso, a agressividade se mostra como uma força radicalmente desorganizadora.

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    Considerações finais sobre o agressivo

    Independente de qualquer centro explicativo, o agressivo se mostra alguém de natureza deturpada e destrutiva ao menos no momento em que é violento. Ainda que sua composição natural o leve a determinado caminho, essa postura pode ser facilmente aprendida. Quando se cresce em um lar disfuncional, por exemplo, as chances de se tornar um agressivo ficam bem maiores.

    Em casos mais extremos, esse pode ser um apontamento de que a mente e as emoções não se encontram saudáveis como deveriam. Se for o caso, buscar ajuda pode ser a solução adequada para trabalhar esse impulso destrutivo. O conhecimento bem estruturado é capaz de fazer milagres na vida de qualquer pessoa.

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