Thanatos e pulsão de morte

Thanatos e pulsão de morte

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Thanatos, ou tanatus ou ainda, termo conhecida como pulsão de morte (Tânato) é a denominação de um conceito introduzido pelo psicanalista austríaco Sigmund Freud (1856-1939) em 1920. Na teoria psicanalítica freudiana clássica, Thanatos e pulsão de morte é a pulsão em direção à morte e à autodestruição. Em tese e a priori, em Psicanálise tem o significado de instinto de morte postulado por Freud em oposição a Eros, ou instinto de vida ou sobrevivência.

Thanatos e pulsão de morte

O termo foi extraído da mitologia grega clássica onde ‘Thánatos’, era o deus da Morte, filho da Noite e de Hipnos. Vale frisar que Tanatos é a personificação mitificada da pulsão de morte, um impulso instintivo e inconsciente que busca a morte ou a destruição das coisas, que vai desde projetos de vida até obra de arte.

Freud aborda o conceito nos livros “Mais além do princípio do prazer” (1920) e “Mal estar da civilização”(1920). No livro “O mal-estar da civilização’, Freud apresenta como tese o fato da cultura produzir um mal-estar nos seres humanos, visto que existe um antagonismo intransponível entre as exigências da pulsão (Eros e Tanatos) e as da civilização.

No livro Mais além do princípio do prazer, Freud faz um ensaio onde introduz no contexto de sua época desconcertantes conceitos como da pulsão da vida e da morte. Faz um percurso pelo caminho dos sonhos traumáticos e neuróticos, analisa outros fenômenos, usando conceitos que irão ser centrais depois na sua teoria geral da psicanálise onde ele expressa que os princípios da vida e da morte, as duas pulsões serão reguladoras do funcionamento psíquico. Mas, a pergunta que não quer calar durante anos, é como nasce o tanatus ?

História de Thanatos e pulsão de morte

A perquirição de sua gênese tem sido desafiadora. O ponto de partida já conhecido dos pesquisadores do tema, o tanatus ele nasce na barriga da mamãe grávida, quando o feto já concebido trava uma luta entre a pulsão de vida e a pulsão de morte.

O feto já pré consciente ‘in ventre’ de que vai ser expulso de seu mundo quentinho onde tem uma interseção de carinho e afeto com bons pais, ele tenta se suicidar como o cordão umbilical.

Todo feto já tenta num dado momento, dependendo de suas impressões e da forma como a mente e ações dos genitores se porta, busca enrolar o cordão umbilical. É a pulsão de morte ou o Tanatus se expressando na sua luta com o Eros, pulsão de vida.

ID e Thanatos e pulsão de morte

Pouco antes do nascimento, da expulsão efetiva do feto do ventre materno, os dois se fundem, o Eros e Tanatus depois de uma escaramuça no útero surgindo o id. O Id não mais seria do que a fusão do Eros e Tanatus.

O Id da segunda tópica do Freud corresponde ao inconsciente da primeira tópica e esta vinculado aos instintos da pessoa, No ‘Id’ existe um batalha entre o princípio do prazer e o princípio da realidade o que será para toda vida.

O ‘id’ foi concebido como um conjunto de conteúdos de natureza pulsional na estruturação do aparelho psíquico. Do Id ira nascer o Ego e mais tarde do Ego, nascerá o Superego, a parte ética e moral ligada a sociedade.

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O ego e superego em Thanatos e pulsão de morte

Portanto uma criança nascida do zero ano ou a partir do dia 1 do seu ano 1, até meados de 2 anos é puro ‘Id’ topograficamente falando. O máximo que aprenderá será pela dor e recompensa como os animais, que são ‘id’ permanentes. A diferença entre o humano e o animal será o ego e superego.

A pessoa nada mais é do que um animal emancipado da natureza que não se diferencia nada do animal mais rude senão apenas pela organização de seu meio pelo Ego e Superego. O Id será nada mais do que a expressão psíquica das pulsões já fundidas.

O que então irá diferenciar uma pessoa muito má de uma pessoa concebida como muito boa, ingênua, amorosa ?

A taxa do Thanatus no seu Id.

Poderemos matematizar essa taxa em percentuais aproximados. A pessoa cuja batalha do Eros e Thanatus formou seu Id tendo 70% e 30% de Thanatus, será uma pessoa boa aprimorada mais tarde pela sua cultura na formação do Sperego que começa aos 12 anos. Dos 2 anos até meados de 11 a 12 anos, a criança estar recebendo instruções e educação mas ainda é muito Id e Ego.

A taxa (percentual) de Id e de Eros na fusão que resultou no Id é que vai direcionar o futuro adulto para crimes graves e atos ilícitos sérios. Não existe uma inclinação natural para o mal, ou seja, o pré juizó de que pau torna gera pau torno não tem correlação de realidade.

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    O que será determinante será a taxa de Thanatus alojada no Id. O Id é um reservatório onde toda a energia psíquica do indivíduo ou animal se emancipando da natureza vai animar os outros dois sistemas topográfico do aparelho psíquico, que anima e opera a pessoa, o Ego e o Superego.

    O ID e o Superego em Thanatos

    O Id sempre irá ter uma intersecção forte com os outros dois sistemas interagindo numa interface forte, isso é inegável. O id passa a ser regido pelo princípio do prazer sendo mais tarde controlado pelo Superego.

    Esta comprovado que o álcool uma vez ingerido de forma repetitiva e contumaz, em doses elevadas assim como substâncias entorpecentes inebriam e afrouxam o controle do Superego sobre o Id, sufocando o princípio da realidade e viabilizando a soltura do princípio do prazer de suas amarras, isso do ponto de vista sempre funcional psicossocial.

    O Id uma vez liberado das escoras do Superego vai procurar de forma irracional e instintiva a operacionalização do princípio do prazer. Vai procurar uma resposta direta e imediatas a um estimulam libertado sem levar em conta as circunstâncias do princípio da realidade.

    O ID e o perito psicanalítico

    O id irá descarregar as tensões biológica regido de forma suprema pelo princípio do prazer solto da cela do Superego. E o que vai agravar ou não a situação será a taxa de tanatos da pessoa.

    Cabe ao perito psicanalítico em suas análises como profissional habilitado tentar descobrir a taxa de tanatus da pessoa e tem que se virar com isso. A taxa de tanatus ou o quantum a pessoa tem de percentagem de tanatus em relação ao ego, ambos fundidos no Id e ocultados no inconsciente é que vai ser determinante na vida de uma vida.

    A pessoa considerada psicopata ou sociopata possuem um grau ou um percentual de tanutus mais elevado que o normal e isso ocorreram lá dentro do ventre da mamãe, na fusão. Essa fusão gerou o Id. Do Id vão defluir as demais instâncias, o Ego e o Supergo.

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    A cultura do Superego

    Porém, no caso do Superego necessário entender que a cultura na qual esta inserida e contextualizada vai influir. Especialistas da área das ciências denominadas no jargão pop como ‘ciências P’ (Psiquiatria, Psicologia e Psicanálise e seus braços) engajados em pesquisas firmes e sérias, questionam o seguinte: Mas, afinal quando se dá a concepção ?! Porque fazem tal pré-questionamento ?!

    Considerações finais

    Porque eles já sabem de antemão que é na concepção que surgem as duas pulsões, de vida, a Eros; e a de morte, Tanatus, que vão travar uma escaramuça e se fundir e após a fusão cada um terá sua taxa peculiar. É uma situação invisível.

    Ambas as situações foram criadas, as visíveis e as invisíveis, mas não vemos as invisíveis, temos que investigar a fundo, o que implica em cognição preparada e pronta para desvencilhar, desvendar e esclarecer. A mente humana era invisível até se tornar visível com os tempos de estudos especializados.

    O mesmo ocorre com o termo ‘coração’ no peito humano como centro das emoções mas no nível poético, que perdurou até Idade Média e depois foi desbravado. Na modernidade soube-se que ficam no cérebro e mente.

    O presente artigo foi escrito pelo autor Edson Fernando Lima Oliveira, Licenciado em História, com PG em História Econômica do Brasil; PG em Ciências Políticas. Estudante de Filosofia Clínica e Psicanálise.

     

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