Abuso sexual: conceito e terapia em Psicanálise

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Felizmente, estamos vivendo na época do “não é não!”. Você já pode ter visto essa frase em cartazes, camisas e até tatuagens. Essa é uma campanha desenvolvida nos últimos meses que visa educar a população a combater casos de assédio. Muitas pessoas não sabem que esse tipo de comportamento é um tipo de abuso sexual.

Casos de abuso sexual

Nosso objetivo com esse artigo é apresentar para você os diferentes tipos de violência que são englobados nesse termo. Isso porque quando você entende quais são os limites para a aproximação do outro, você pode se defender de possíveis agressões. Além disso, pode buscar ajuda.

Também é necessário mencionar que é preciso ensinar às crianças quais são os tipos de comportamento que elas devem combater. Isso porque várias delas são vítimas de abuso sexual. Infelizmente, os agressores muitas vezes são membros da sua própria família. Assim, é necessário educá-las para perceber quando estão sendo violentadas, além de incentivá-las a denunciar a agressão.

Assédio

Esse é um dos casos de abuso sexual mais comentados atualmente. Isso porque por muito tempo entendeu-se que certos constrangimentos vividos pelas mulheres não se configuravam formas de violência. Dentre eles, pode-se citar piadas de conotação sexual e até mesmo contatos físicos ofensivos.

Muitas vezes, o assédio pode acontecer no trabalho. Contudo, infelizmente várias mulheres sofrem esse tipo de abuso e acabam não denunciando, já que o agressor é o seu chefe e elas precisam do emprego.

O assédio também pode acontecer em ambientes mais descontraídos, como é o caso de bloquinhos de carnaval. Muitos imaginam que essa é uma festa liberal que permite certos comportamentos inaceitáveis em outras épocas do ano. No entanto, muitas mulheres já têm se posicionado contra qualquer atitude invasiva de foliões.

É importante falar que essa forma de violência normalmente é praticada contra o sexo oposto, ainda que também aconteçam casos de assédio entre pessoas do mesmo sexo.

Importunação sexual

Essa é uma violência muito comum. Você provavelmente já ouviu falar de homens que se aproveitam de um ônibus cheio para ejacular em mulheres. Isso se configura um caso de importunação sexual. Qualquer atitude libidinosa que não foi permitida pela vítima deve ser denunciada.

Como você pode ver, a importunação sexual também é uma forma de assédio. No entanto, há quem afirme que o assédio só ocorre em situações em que há uma relação de hierarquia entre o agressor e a vítima.

Exibicionismo/voyeurismo

Essas são duas práticas que também são consideradas abuso sexual. O exibicionismo é o ato de se masturbar na frente de alguém ou de mostrar os órgãos sexuais para uma pessoa. Já o voyeurismo é a atitude de observar fixamente o órgão sexual de alguém.

Crianças e adolescentes são muitas vezes alvo dessas práticas e devem ser instruídas para combatê-las. Dessa forma, é importante lembrar que o abuso sexual não precisa necessariamente ter contato físico.

Estupro

Essa talvez seja a forma de abuso sexual mais conhecida. O estupro acontece quando uma pessoa é forçada a ter relações sexuais com outra pessoa. Contudo, a nossa legislação diferencia o estupro de vulnerável do estupro. O primeiro ocorre quando a vítima tem menos de 14 anos ou é incapaz de se defender. Já o segundo acontece quando a vítima tem mais de 14 anos.

Ademais, também é necessário mencionar o estupro que ocorre dentro do casamento. Muitas mulheres são forçadas a se relacionar sexualmente com seus maridos. É necessário afirmar que a violência não é justificável nem mesmo nesses casos e deve ser denunciada.

Como denunciar o abuso sexual

Agora que já apresentamos esses casos de violência, iremos reforçar a necessidade de denunciá-los. Não só delate a agressão se você for a vítima dela. Também o faça se você tiver conhecimento de alguém que tiver passado por qualquer uma dessas situações. Os casos de violência só diminuirão quando fizermos uso dos meios que dispomos para combatê-los.

Atualmente, você pode realizar uma denúncia pelo Disque 100. Esse é um serviço que atende denúncias de violações dos direitos da população. Ademais, também é possível realizar um boletim de ocorrência em uma delegacia. É importante lembrar que existem delegacias das mulheres para atender especificamente esse tipo de público.

Como tratar casos de abuso sexual

Depois que a vítima pede ajuda, o tratamento do trauma pode ser iniciado. As psicoterapias são ótimos meios de lidar com a situação. Isso porque a vítima tem a oportunidade de falar com alguém sobre o que aconteceu, além de encontrar ajuda para superar as memórias dolorosas e poder, assim, seguir em frente.

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Também é importante evitar o isolamento. Recorrer a grupos de apoio é recomendável. Isso porque o compartilhamento de experiências é importante para se ter a sensação de não estar sozinho e também para se aprender métodos de como seguir em frente com a vida. O apoio da família também é fundamental nesse período.

Considerações finais

O abuso sexual, como vimos, pode acontecer de várias formas e com diferentes tipo de pessoas. Dentre as vítimas, pode-se dar destaque a mulheres e a crianças e adolescentes. É importante que estejamos conscientes dos diferentes tipos de agressão para que possamos nos defender deles, além de podermos ajudar outras pessoas.

Também é necessário que a vítima não se deixe paralisar pelo sentimento de culpa, já que nenhuma atitude justifica o assédio ou qualquer outro tipo de violência sexual. É necessário denunciar o agressor e também procurar ajuda para que ela possa superar as experiências traumatizantes. A psicanálise pode ser uma saída, já que as psicoterapias são uma importante forma de tratamento de casos de estupro, por exemplo.



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Agora que você conhece os diferentes casos de abuso sexual, não deixe de compartilhar essa informação com os seus conhecidos! Também fique atento aos outros artigos deste blog!

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