Psicanálise para leigos: o método de uma maneira simples

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Muitas pessoas acham complexo de entender o processo de tratamento junto à Psicanálise, atribuindo a ele uma certa descrença. Contudo, é possível entender os conceitos de forma simples e bastante assimilável, fazendo você ter uma ideia sólida. Assim, caso você pertença ao grupo dos leigos, mas quer se inteirar sobre o assunto, continue a leitura.

O que é Psicanálise?

Psicanálise é uma terapia clínica voltada para entender as engrenagens da mente humana. O intuito dela é tratar pacientes com pertubações mentais e neuroses, ou ajudá-los a livrar-se de vícios. O caminho dela se deriva em um ramo diferente de outros métodos, como a Psiquiatria e Psicologia.

Para você que é leigo, a Psicanálise concentra o seu trabalho no campo inconsciente dos seus pacientes.

Segundo Sigmund Freud, o seu criador, todos os nossos instintos, desejos e lembranças são armazenados no inconsciente. Nós o recalcamos a esse lugar porque tais impressões são proibidas no mundo externo.

Contudo, essas impressões continuam a atuar sobre nós, ainda que não percebamos. Dessa forma, se tornam o fruto de nossas angústias e desequilíbrios mentais. Não apenas com os males em si, mas também com outras manifestações inconscientes, como os chistes, por exemplo.

Papel do Psicanalista

Ao relegarmos esses processos a uma parte profunda da mente, estaremos escondendo eles de todos, até de nós mesmos. Para que você leigo tenha ideia, nenhum profissional formado consegue penetrar nessas raízes. Entretanto, essa é justamente a área do psicanalista. Dentre todos, é o único que pode penetrar nesse campo.

Com os métodos psicanalíticos aplicados durante gerações, o psicanalista se municia de informações para navegar tranquilamente na mente do paciente. Ele é capaz de identificar e analisar as causas do distúrbio, cavando as raízes das neuroses e oscilações.

Tudo isso é conseguido através da fala do paciente. Em uma sessão, o cliente contará de seus temores, problemas e sonhos. Com um olhar mais clínico, ele se torna capaz de interpretar as frustrações submersas nos relatos de seus pacientes. Dessa forma, consegue explanar o porquê da sua natureza se mostrar tão destrutiva.

Instâncias da mente para leigos

Freud classificou as interações da mente em três instâncias principais. Segundo ele, essas instâncias seriam responsáveis pelos impulsos que apresentamos na vida. Além disso, funcionariam como um tribunal interno diante de determinadas ações. São elas:

Id

A primeira é o ID. Aos leigos, esse é o degrau onde estão armazenados os nossos instintos e pulsões. Neste trecho se encontram as interações ao prazer, como os desejos materiais, carnais e sexuais. A principal característica aqui é que essa instância é pautada elo imediatismo, sem um controle compulsório.

Ego

Essa parte é voltada diretamente ao indivíduo como ser único. É caracterizada pela personalidade de cada um de nós. Seria um meio termo entre o ID e o Superego. Enquanto o Ego equilibraria os impulsos imediatistas do ID, afrouxaria a constante vigilância feita pelo Superego.

Superego

Essa é a instância mais conservadora entre as três. Isso porque o Superego monitora constantemente a mente humana. Isso serve para mantê-la alerta aos princípios morais do mundo externo. Graças a ela, temos um regulador interno, com base em experiências pessoais na sociedade, que inibe algumas ações do ID.

Princípios básicos da psicanálise para leigos

Durante anos, Freud explicou o seu trabalho em diversas obras que alcançavam diversos públicos. Contudo, muitas pessoas se opuseram na época devido à natureza e diretriz do seu trabalho. Ainda assim, mesmo que inovador, seus métodos eram e ainda são facilmente entendidos por leigos.

Para estruturar e defender a sua linha de trabalho, Freud distribuiu a sua teoria sobre a mente em três níveis. Cada um possui características e funções próprias, marcando seus lugares em nossas mentes. Aqui entra a “teoria geral da personalidade”. Vamos entender mais sobre as fases desse método psicoterapêutico:

Consciente

Esse, segundo Freud, é o nível de controle das ações psíquicas. Dessa forma, temos plena consciência do que sentimos, pensamos, fazemos e falamos. De um jeito mais simplificado, é cada ideia que um ser está propenso a praticar enquanto existir em um plano de notabilidade.

Pré-consciente

Aqui se instala a ponte entre o consciente e o inconsciente. O estado pré-consciente é onde as ideias que estão inconscientes podem vir ao campo de consciência. Assim, isso ocorre quando há um direcionamento exato da percepção do indivíduo para elas. Uma forma de entender melhor são os pensamentos que conseguimos perceber com base nos sonhos.

Inconsciente

Finalmente, chegamos ao inconsciente, principal objeto de estudo da Psicanálise. Como dito linhas acima, é o campo onde despejamos as ideias e desejos mais reprimidos. Fazemos isso porque elas não são moralmente aceitas em sociedade, sendo objetos de julgamentos as menores quebras de padrão.

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É um nível pautado em inacessibilidade ao período de consciência normal. Ainda assim, consegue se manifestar sob nossas ações e pensamentos. O movimento gerado por ele modifica facilmente o nosso comportamento, além de deturpar nossos pensamentos.

Polêmicas

Freud também ficou conhecido pelas controvérsias em seu trabalho. Isso porque o psicanalista afirmou que a personalidade está ligada diretamente ao desenvolvimento sexual na infância. Assim, devido ao conservadorismo e método de trabalho na época, a ideia foi completamente repudiada pelos outros estudiosos.

Segundo ele, o ser humano enfrentava cinco fases para atingir a completude do seu crescimento psicossexual. São elas:

Fase oral

Segundo Freud, desde o primeiro ano de vida, a criança sente prazer ao trabalhar objetos na boca. Sendo assim, uma chupeta ou o próprio dedo serviria para estimulá-la. Freud alertava que se essa fase não fosse ultrapassada, acarretaria em hábitos difíceis de contornar, como falar demais e ser guloso.

Fase anal

Alguns anos mais tarde, a criança entenderia e apreciaria o movimento do ânus ao expelir excrementos, associando ao prazer. A limpeza em excesso pode ser uma consequência do mau desenvolvimento desse período.

Fase fálica

Aqui, a criança já conseguiria sentir prazer com o próprio órgão sexual. Dessa forma, com mais independência para manuseá-lo, poderia descobrir mais sobre o seu sexo. Assim, neste caminho, se originaria a fase conhecida como “Complexo de Édipo”, onde o pequeno disputa com opai a atenção da mãe.

fase latente

Mais velho, entenderia melhor os impulsos sexuais e se mostraria capaz de suprimi-los. Ademais, também passa a ter mais controle da vida psíquica.

Fase genital

Já na adolescência, muda o impulso em se descobrir para tentar fazer isso com outras pessoas e objetos.

Entendemos que diante de tudo isso, a Psicanálise pode parecer bastante complexa de início. Contudo, quando se deixa passar um tempo para absorver, você entende a lógica dessa ciência. Assim, mesmo para leigos, é possível notar os benefícios que esta traz para nossa vida.

Ainda assim, se inteirar melhor da funcionalidade do método na prática pode ser uma alavanca fundamental na sua vida. Antes de proporcionar mudanças a alguém, você se torna o seu primeiro objeto de estudo. Portanto, aqui vai uma dica.

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