medo de ser tocado

Afefobia: medo de tocar e ser tocado

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Nós vivemos em sociedade e dependemos uns dos outros para a nossa própria sobrevivência.
Entretanto, nem todo mundo consegue lidar bem com uma relação mais próxima com outras
pessoas, e, por isso, têm medo de tocar e ser tocado. Para entender melhor sobre o assunto, nós
falaremos sobre a afefobia, o que é, sintomas e como tratá-la.

O que é afefobia?

A afefobia é um transtorno psicológico em que a pessoa tem um medo exagerado de tocar
e ser tocado. Dessa maneira, pessoas com esse quadro não gostam de fazer sexo e receber
carinho. Mas não apenas esse contato, mais qualquer ação relacionada a afetos no geral.

Uma vez que a afefobia se relaciona ao medo de afetos, as pessoas podem ter dificuldade em
estabelecer relações com os amigos e familiares. Por consequência, também há problemas nas
relações amorosas.

Compreenda que esse medo não é algo relacionado somente às pessoas estranhas do convívio
social. Assim sendo, esse medo exacerbado do contato físico se dá, inclusive, com as pessoas
mais próximas. Ou seja, esse é um caso específico que precisa ser tratado.

Significado de afefobia

Fobia de ser tocado: um transtorno de ansiedade

É importante dizer que esse pavor ao contato físico está relacionado a um transtorno de
ansiedade. Assim sendo, o indivíduo que sofre de tal perturbação psicológica não se sente seguro
em diferentes ambientes.

Tarefas cotidianas como ir ao supermercado, shopping, médico, trabalho e escola ou faculdade
podem ser uma tortura. Isso porque a mente fica condicionada à possibilidade do contato físico. Já
em casa, a vida doméstica também pode ser angustiante, já que a proximidade com outras
pessoas pode ser maior.

Nesse sentido, a fobia de ser tocado faz com que a pessoa busque viver isolada dos demais. O
estado psicológico faz com que ela acredite que a solidão proporciona-lhe segurança. Isto é, a
busca por uma estabilidade física que evite qualquer possibilidade de toque.

Causas

As causas da afefobia não são unilaterais. Existem diferentes catalisadores para o
desenvolvimento do pavor de ser tocado. Em suma, acredita-se que tal fobia tenha duas fontes
principais para tal transtorno. Entenda melhor sobre cada uma das fontes a seguir.

Fatores psíquicos

A primeira é intrínseca, ou seja, algo que vem de fatores internos próprios. A fobia de tocar em
alguém pode surgir desde o nascimento da pessoa, ou provocado por uma mudança na função
cerebral. Nesse caso, já há uma predisposição psicológica para esse medo de tocar em alguém.

Por ser um caso raro, nem sempre é possível detectar só por esse aspecto a afefobia. Por isso, é
necessário conhecer mais a fundo outros aspectos da vida da pessoa para entender melhor seu
sofrimento com o medo exagerado ao toque com outro indivíduo.

Experiências traumáticas

Já a segunda fonte pode se relacionar a fatores externos. Aqui nós estamos nos referindo às
experiências traumáticas. Por isso, relacionamentos abusivos permeados por violência física e/ou
violência sexual podem desencadear o pavor de ser tocado.

Os traumas podem ocorrer em qualquer fase da vida. Dessa forma, nem sempre é possível
identificar os gatilhos para a afefobia. No caso de crianças abusadas, por exemplo, muitas vezes
elas podem não guardar a recordação traumática. Mas a mente registra o acontecimento e cria,
inconscientemente, “barreiras” de proteção.

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Sintomas da afefobia

Como mencionamos anteriormente, a afefobia está relacionada à ansiedade. Assim, os sintomas
são semelhantes a esses tipos de transtornos psicológicos. Veja os principais sintomas:

  • ataque de pânico;
  • desconforto;
  • náuseas;
  • boca seca;
  • palpitações cardíacas;
  • urticária;
  • desmaio;
  • tontura;
  • falta de ar;
  • sudorese exacerbada.

Consequências

As pessoas que sofrem da afefobia costumam viver em isolamento. Portanto, é muito comum não
interagirem com os familiares. O mais simples contato e afeto tornam-se terríveis torturas e acaba
influenciando de maneira negativa todos os que fazem parte do convívio familiar.

Percebe-se então, que a fobia de ser tocado não interfere apenas na pessoa com esse transtorno.
Nem todos conseguem compreender o sofrimento do indivíduo, assim as discussões podem
tornar o ambiente familiar caótico.

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    Amizades e relacionamentos amorosos

    Se até mesmo com a família há dificuldades, com pessoas estranhas é quase impossível. Uma
    vez que há um medo exagerado de ser tocado e de tocar, não é possível desenvolver uma
    relação mais próxima com “estranhos”.

    Imagina manter a amizade com alguém que não gosta de sair de casa? Ainda, que não gosta de
    receber e dar qualquer tipo de afeto físico? Se torna basicamente impossível fazer a manter
    amigos quando não há confiança.

    Em relação às relações amorosas, tudo pode ser ainda mais complicado. Como o pensamento
    comum indica que as pessoas precisam suprir seus desejos e necessidades sexuais, pode se ver
    privado disso. O pior é que o mais simples dar as mãos, abraços e outras formas de carinho
    causam profundo incômodo e até mesmo pânico.

    Tratamentos para afefobia

    Por se tratar de um transtorno psicológico, a afefobia não tem cura. Entretanto, é possível buscar
    tratamentos que venham a ajudar a controlar os sintomas, e por consequência, as consequências
    do pavor de ser tocado.

    Medicamentos

    É importante saber também que outros transtornos podem estar ligados à afefobia. Saiba que
    depressão e a própria ansiedade também podem estar atrelados ao quadro dessa fobia. Por isso,
    no caso de medicamentos, esses precisam contemplar todos os transtornos envolvidos.

    Psicoterapia: psicoterapia cognitivo-comportamental

    Buscar ajuda com profissionais especializados também é de extrema importância. Pessoas que
    sofrem de afefobia podem encontrar soluções para lidar melhor com os sintomas. Ainda, é
    essencial buscar terapia para conseguir lidar com o convívio social.

    A psicoterapia cognitivo-comportamental pode ser uma grande aliada no tratamento da
    afefobia. Entenda que esse tipo de psicoterapia trata em conjunto dos pensamentos e
    comportamentos destrutivos a respeito do contato físico.

    Considerações finais sobre a afefobia

    Enfim, por mais rara que seja a afefobia, ela não pode ser deixada de lado. O sofrimento da pessoa que sofre desse transtorno precisa ser investigado e não tratado como frescura. O caso é sério e
    necessita de sim de atenção e tratamentos adequados com profissionais confiáveis.

    A melhor forma de lidar com transtornos psicológicos é buscar informações sobre o assunto.
    Assim, é possível entender melhor as angústias que permeiam as pessoas com essa e outras
    fobias. Somente com informação é possível desmistificar preconceitos e ideias errôneas sobre a
    afefobia.

    Assim sendo, para entender melhor sobre a fobia de ser tocado, saiba que o nosso curso online
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    3 thoughts on “Afefobia: medo de tocar e ser tocado

    1. Eu tenho pânico de ser tocada no tórax…entre o peito e nos seios … fico perturbada e ñ gosto de ficar exposta… me sinto totalmente desprotegida e sinto uma dor estranha e muita tristeza crise de choro grande… o q é isso??

    2. Tenho desconforto e nojo excessivo de ser tocada pela minha mãe. Sinto muita raiva e penso em fazer coisas ruins para fazer ela parar de me tocar. Percebo que com outras pessoas não é bem assim, tenho desconforto e medo, mas não chega a ser no mesmo nível que minha mãe.

      Pode ser que eu tenha Afefobia? Ou é só um problema relacionado á minha mãe?

    3. Tenho nojo, tremo, sinto dor de cabeça e tenho medo de ser tocada, e eu sei o que me causou isso NÃO eu sei QUEM me causou isso! E eu me apavorou mais por que eu o vejo sempre, Só não sei se me enquadro nesse assunto, não busco tratamento porque ninguém pode saber de nada então eu só queria saber se eu tenho ou não afefobia poderiam me responder?

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