histeria e psicologia

Histeria de Conversão: conceito em Freud e Psicologia

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O termo “histeria” certamente é bastante conhecido pelas pessoas dentro do ramo psiquiátrico. Ao passo que a medicina avançou, especialistas entenderam as possíveis ramificações desse comportamento. Em vista disso, nós vamos te explicar o significado de histeria de conversão nos trabalhos de Freud e na Psicologia.

O que é histeria de conversão?

Histeria de conversão, segundo Freud, descreve a presença de sintomas que afetam a função sensorial e motora de um paciente. Por meio dela os especialistas indicam a existência de uma doença neurológica ou condição sem comprovação objetiva. Alguns fatores psicológicos estão associados com o surgimento desses sintomas ou déficit do paciente.

Foi em 1894 que a palavra “conversão” passou a ser utilizada no trabalho de Freud e Josef Breuer. Segundo estudos, o termo passou a designar um sintoma motor que substitui uma ideia reprimida. Freud e outros estudiosos acreditavam que as informações que estavam distantes da consciência poderiam ser avaliadas por meio da hipnose.

Fatores de predisposição

Segundo estudiosos, eventos traumáticos na infância ou problemas estressores na vida recente de alguém influenciam no aparecimento da histeria de conversão. Além disso, o estresse que um paciente enfrenta diariamente ajuda na permanência dos sintomas sentidos.

Pessoas que são sugestionáveis podem desenvolver sintomas caso convivam com pacientes com graves problemas neurológicos. Não somente a convivência com doentes, mas também testemunhar experiências de transe sociais e religiosas, além de doenças somáticas. Por fim, abusos físicos na história de alguém, sejam eles de natureza sexual ou não.

Sintomas

Os sintomas da histeria de conversão são caracterizados como variados e de início abrupto. De acordo com os médicos, os sintomas podem ter duração curta, ocorrendo a remissão dentro de 2 semanas após solucionar os conflitos. Sendo muito parecidos com doenças neurológicas agudas, os sintomas mais comuns são divididos em:

Sintomas motores

  • movimentos involuntários;
  • perda da voz;
  • opistótono, sendo a contratura generalizada capaz de encurvar as costas;
  • tiques;
  • crises convulsivas;
  • quedas;
  • fraqueza;
  • dificuldade de andar;
  • paralisias.

Sintomas sensitivos

  • sxtremidades anestesiadas;
  • cegueira;
  • vômitos psicogênicos;
  • perda dos sentidos/ desmaios;
  • surdez;
  • alucinações;
  • pseudociese ou sintomas de uma falsa gravidez;
  • retenção urinária;
  • diarreia;
  • sintomas viscerais/autonômicos.

Manifestação física dos sintomas

Freud e Breuer revelaram que os sintomas da histeria de conversão são representações dos conflitos psíquicos do paciente. A hiperssexualidade, inibição e sedução do indivíduo foram convertidas e representadas por meio dessas manifestações.

Por causa dos conceitos psicanalíticos desses estudiosos que a compreensão do psicossomatismo foi positivamente simplificada. Além disso, também se tornou fácil entender o que acontece no psiquismo de pacientes somáticos, bem como significado dos sintomas.

Freud e Breuer determinaram que os sintomas da histeria podem surgir de várias formas. A mais conhecida é a dor que, provavelmente, se justifica em bases orgânicas adaptadas para fins neuróticos. Logo, os sintomas orgânicos do indivíduo não são completamente de natureza histérica.

Qual a diferença entre um histérico de uma pessoa comum?

Nas suas várias reflexões, Freud e Breuer tentam diferenciar alguém com histeria de conversão de uma pessoa normal. Em suma, os autores apontam para o fator quantitativo. Ou seja, o quanto o organismo de alguém consegue tolerar uma tensão afetiva.

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Um histérico consegue reter uma quantidade considerável das causas provocadoras do seu problema. Tal quantidade aumenta conforme as causas se somam até que ultrapasse a tolerância do indivíduo, originando a conversão. Assim, a formação dos sintomas histéricos pode acontecer por meio de afetos novos ou relembrados.

Entretanto, surgiu o questionamento do porquê o sofrimento mental do indivíduo ser representado especificamente em uma parte do corpo. Como dito por Freud e Breuer, a dor somática não foi criada pela neurose, porém foi usada, acrescida e mantida por ela. A dor orgânica do paciente sempre esteve presente, mas foi acolhida para representar a histeria.

Princípios do tratamento da histeria de conversão

Considera-se um desafio dentro da prática médica tratar um paciente com histeria de conversão. Tudo por causa da negação dessas pessoas em relação a existência dos seus problemas sociais e psicológicos conectados as queixas.

Em muitos casos, os encaminhados ao psiquiatra desenvolvem a sensação de raiva e rejeição quado ouvem que “o problema está na cabeça”. Por isso que muitos deles abandonam o tratamento e vivem a mercê dos seus sintomas. Assim, acabam buscando por outros terapeutas sem conseguir qualquer conexão terapêutica que amenize o problema.

Nós ressaltamos que o tratamento tem o intuito de minimizar os danos do problema e não fazer a remissão dos sintomas. Caso aceite a ajuda psiquiátrica, o paciente desenvolverá a consciência a respeito da relação entre problemas psicológicos e sintomas. Logo, ele aprenderá estratégias alternativas para se adaptar e melhorar a qualidade de vida.

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    Estratégias do tratamento

    Para ajudar no tratamento da histeria de conversão, os especialistas se baseiam no seguinte roteiro:

    • Relacionamento terapêutico

    Ter um vínculo empático ajuda na determinação do diagnóstico e tratamento do transtorno somático com mais aceitação da parte do paciente. Dito de outra forma, se trata do profissional ter interesse nos sintomas, entender a incompreensão dos outros e avaliar o sofrimento do paciente por meio desses sinais. Mostrar-se interessado nas queixas do paciente permite uma melhor aceitação dele ao tratamento.

    • Diagnóstico

    Comunicar o diagnóstico para o paciente evitará que ele desacredite da avaliação e busque outros profissionais. Além disso, o indivíduo compreenderá melhor os seus sintomas e fatores estressantes que agravam o seu problema.

    • Manejo clínico

    Em suma, o paciente será aconselhado a manter o relacionamento clínico somente com um médico. Por meio da comunicação constante nas visitas de rotina será possível dar mais tranquilidade para o indivíduo. Ainda que não seja recomendado desprezar a chance de haver outras doenças, a investigação deve ser criteriosa e cuidadosa.

    • Uso de psicofármacos

    Os remédios são indicados quando há a presença de mais transtornos mentais atuando com o transtorno conversivo. A aplicação deve ser feita com cuidado, respeitando a sensibilidade aumentada do indivíduo a efeitos colaterais.

    • Mudanças no ambiente

    O paciente é motivado a mudar o seu comportamento diante de ambientes que lhe causam estresse. Por exemplo, problemas no trabalho ou pessoais que podem agravar a doença.

    • Psicoterapia

    Caso o indivíduo esteja receptivo a comunicação terapêutica inicial, talvez esteja pronto para adentrar na psicoterapia. O processo envolve o conhecimento do problema, causas, como mudar crenças e capacitá-lo para lidar com adversidades. A medida que o tratamento evolui, a pessoa aprende a ter comportamentos mais saudáveis e produtivos.

    Considerações finais sobre histeria de conversão

    A histeria de conversão na Psicologia descreve um fenômeno capaz de perturbar a ordem natural da psique de uma pessoa. Por meio desse transtorno, o paciente se mostra incapaz de tomar decisões positivas para o seu crescimento pessoal.

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    O tratamento desse transtorno descreve um meio de escape para as ideias que o indivíduo tanto reprime no inconsciente. Ao lidar com essas repressões e os fatores estressantes que influenciam na sua condição é possível viver com mais saúde.

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