psicanalise o que é

O que é psicanálise? Descubra agora!

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Você já ouviu falar sobre a Psicanálise e sua área de atuação? Essa técnica terapêutica é muito utilizada e pode auxiliar muitas pessoas a entender seus processos psíquicos. Ficou curioso? Continue a leitura e descubra!

O que é Psicanálise?

Pode-se entender a psicanálise como um método terapêutico criado pelo médico neurologista Sigmund Freud (1856-1939). Em seu primeiro artigo, intitulado “As psiconeuroses de defesa”, de 1894, Freud empregou alguns termos ao seu estudo. Ele usou, nesse primeiro momento, os termos: análise, análise psíquica, análise psicológica e análise hipnótica.

O método de terapia criado por Freud é empregado em casos de neurose e de psicose. De modo geral, esse método pode ser entendido como embasado, essencialmente, na interpretação, por parte de um psicanalista, dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de um indivíduo. Essa interpretação se baseia nas associações livres e no que se denomina de transferência.

Para se compreender melhor o que é psicanálise, devemos entender que nela podem ser distinguidos três níveis. Os dois primeiros são parte do método psicanalítico e o terceiro seria o conjunto de suas teorias.  Vejamos abaixo.

Os três níveis da psicanálise    

O primeiro nível é baseado num método de investigação. Esse método consiste em evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações e das produções imaginárias de um indivíduo. Essas produções imaginárias podem ser entendidas como os sonhos, as fantasias e os delírios da pessoa.

O segundo nível obtém-se a partir do primeiro. Trata-se de um método baseado na investigação e no que foi especificado por essa interpretação. Uma interpretação controlada da resistência, da transferência e do desejo. É a esse sentido, ou nível, que está ligado o emprego da psicanálise como sinônimo de tratamento psicanalítico. Por exemplo, quando se usa o termo: começar uma psicanálise (ou uma análise).

Como último nível, tem-se um conjunto de teorias psicanalíticas e psicopatológicas. A partir desse conjunto, é que são sistematizados os dados introduzidos pelo método psicanalítico de investigação e de tratamento.

Posteriormente ao emprego dos termos supracitados em seu primeiro artigo, Freud usou um novo termo, do qual se originou o termo psicanálise. Num artigo sobre etiologia, publicado em francês, ele usou o termo “psycho-analyse”. Em alemão, posteriormente traduzido, o termo “psychoanalyse”. Freud procurou descrever, ao usar esse termo, as psiconeuroses de defesa.

O uso do termo “psicanálise” está ligado ao abandono da catarse sob hipnose e da sugestão. Usando-se o recurso exclusivo à regra da associação livre, a fim de se obter o material. Assim, é realizada a análise.

Com a difusão da psicanálise e dos métodos, a partir dos quais ela foi sendo conhecida, o próprio termo foi sendo mais usado. Por outro lado, diversos autores acabaram designando este termo em alguns trabalhos que não eram exatamente sobre psicanálise propriamente dita. Isto é, o conteúdo, o método e os resultados desses trabalhos, muitas vezes, acabavam tendo apenas relações com o que foi preconizado por Freud.

 Os Níveis de Consciência          

Para se compreender a psicanálise, é muito importante compreender os níveis de consciência atribuídos dentro nesse conceito.  Esses níveis são: consciente, pré-consciente e inconsciente.

O consciente é somente uma parte de nosso funcionamento mental. Ele é constituído pelas ideias que temos do que pensamos, do que sentimos. Além do que falamos e do que fazemos. É como se ele fosse o nível mais superficial de nossa consciência ou mente, tudo a que temos acesso facilmente.

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o pré-consciente é constituído por meio de ideias inconscientes. Essas ideias podem se tornar conscientes quando direcionamos atenção a elas. Elas podem ser percebidas nos nossos sonhos ou nos atos falhos.

O inconsciente é a grande parte nossa mente de que não temos consciência. É uma parte mais profunda, e a qual não temos claro e fácil acesso. No inconsciente, estão guardados os desejos reprimidos, assim como os conteúdos censurados e as pulsões inacessíveis à consciência. Por outro lado, o inconsciente traz reflexos em nosso dia a dia, e pode influenciar em nossos comportamentos e ações. Isso, ainda que não percebamos.

Desses três níveis de consciência, o inconsciente é o mais estudado pelos psicanalistas. É por meio dele que se procura explicar o surgimento ou até mesmo curar as neuroses e as psicoses. Portanto, é muito importante, para entender a psicanálise, entender o que é e como é formado o inconsciente.


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A Formação do Inconsciente para a psicanálise

De acordo com Freud, o inconsciente é formado por três elementos: o id, o ego e o superego. Termos esses que devem ser compreendidos e devidamente distinguidos, a fim de que compreendamos o que é o inconsciente. E, por consequência, para que possamos entender o que é psicanálise e como são realizados seus métodos. Esses conceitos foram criados por Freud para explicar o funcionamento da mente humana. Ou seja, eles não estão apenas presentes no inconsciente, mas também se refletem ou se traduzem em aspectos conscientes e inconscientes. Assim, esses elementos da mente estão ligados e atuam de maneira conjunta. Para Freud, são eles que determinam e coordenam o comportamento humano.

O id é onde está o nosso desejo libidinal. Nele, estão todas as energias psíquicas e as pulsões cujo intuito é a obtenção do prazer.

O ego é o meio termo entre os três elementos. Ele resulta a partir da tentativa de estabelecermos equilíbrio entre os desejos do id e as exigências do superego. Ou seja, exigências ligadas à realidade e a ordens morais.

O superego é o representante das regras morais, as quais nos impedem de realizarmos os nossos desejos. Ele nos gera proibições e impõe limites, por meio de regras sociais ou morais.

Conclusão

Dessa forma, assim, podemos compreender a ligação entre esses três componentes da mente humana e de que forma eles atuam. É como se o que quiséssemos viver o tempo todo fosse o “id” (que são os nossos desejos). Porém, o “superego”, embasado nas morais, tenta nos proibir de viver o id. E o ego, assim, surge como resultante da tensão entre o id e o superego.

Por fim, compreendendo a função desses três elementos, compreendemos o funcionamento da mente humana. E, assim, conseguimos compreender mais profundamente o que é psicanálise.

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