Quem é o pai da psicanálise? Conheça Freud

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Um indivíduo é precedido por seus atos e sua história, marcando suas impressões no mundo e alterando o curso dele. Com Freud não seria diferente, mais ainda porque este revolucionou o modo como enxergávamos o ser humano e sua psique. A leitura a seguir te dará uma visão mais pessoal do pai da Psicanálise.

Primeiras trilhas do pai da psicanálise

Desde muito cedo, Freud demonstrou interesse em assuntos humanos. Desistindo de ingressar na carreira de Direito, encontrou o seu lugar na Medicina com apenas 17 anos. Curiosamente, foi considerado como um aluno mais desleixado, visto que investia boa parte do seu tempo com pesquisas científicas pessoais.

Mais tarde, entrou em contato com a fisiologia. Deste modo, para entender a estrutura dos seres, começaria por seu físico. Contudo, sem muitas perspectivas quanto ao ramo científico, aconselhado até por seu mentor na época, ele decide abandonar a carreira para trabalhar em um Hospital Geral. Temporariamente desacreditado com um de seus estudos com a cocaína, ele decide ir à França. No entanto, não sabia qual a proporção em que esta viagem mudaria sua vida.

Ao retornar ao mesmo hospital, Freud estava munido e inspirado pelas ideias de Josef Breuer, um velho amigo da faculdade. Ao lado deste, discutia o que seriam as primeiras ideias sobre um dos métodos quer revolucionaria o mundo. Embora tenha rompido com o amigo devido ao que ele acreditava ser um dos pilares ao distúrbio, Freud se empenhou para trabalhar sua teoria. Assim sendo, estava pronto para defendê-la da população científica contrária à ela.

Desafiando o coletivo

A Medicina da época para a qual Freud pertencia pode ser considerada arcaica e irredutível. Isso porque quase todos os médicos não levavam a sério os distúrbios mentais que os pacientes de hospitais e clínicas psiquiátricas apresentavam. Nesse contexto, os profissionais recorriam a banhos “especiais” e, nos piores casos, sangrias. No entanto, esse tipo de método quando executado de forma errada significava a morte certa aos doentes.

Devido às ideias revolucionárias do pai da psicanálise quanto às doenças, levantou-se uma onda de rejeição contra ele. Nesse contexto, os outros terapeutas e médicos achavam absurda a ideia de que conversando com o paciente era possível alcançar o equilíbrio interno. Achavam mais ridícula ainda a proposta de que isso os levaria às causas do distúrbio. Contanto, Freud não esmoreceu. Assim sendo, pouco a pouco aperfeiçoou a técnica que leva o seu legado à frente.

A inquietude evolutiva

Ao olharmos os registros referentes a Freud, podemos notar um padrão certamente subjetivo e frequente. Freud não era familiarizado a uma zona de conforto. Seu comportamento inquieto o levava de um extremo ao outro, mesmo que já estabelecido em algum lugar. Até nas suas próprias ideias isso se reflete, já que ele as abandonava por um tempo para retomá-las depois.

Nesse contexto, podemos tê-lo como um exemplo de como superar uma “programação” social. Muitas pessoas planejam nossa vida de forma até inconsciente, projetando em nós perspectivas que elas mesmas criam. Contudo, o pai da Psicanálise era imune a esse conceito. Dessa forma, revelou-se um nômade acadêmico e científico sempre que sentia necessidade.

Dessa forma, podemos considerar o pai da Psicanálise um exemplo de evolução mental e social constante. Alguém que neste aspecto podemos idealizar e até buscar inspiração. Ainda que se contrapondo ao coletivo, era corajoso o suficiente para abandonar a zona de conforto. Assim, aliou a atividade que exercia com aquela de que gostava. Para nós que desejamos viver daquilo para qual fomos feitos, Freud é um excelente motivador.

Teorias

O trabalho de Freud causava repulsa em outros estudiosos, bem como na população. No entanto, isso por abordar temas controversos e mais sensíveis a eles. O pai da Psicanálise tinha ideias desafiadoras e, por vezes, desconfortantes a respeito do ser humano. Assim, ao serem expostos à essa análise, vendo isso como um julgamento, outros especialistas a refutavam. Assim sendo, era por preconceito é que condenavam o trabalho do “criador” da Psicanálise.

Abaixo encontram-se algumas das teorias que causaram o maior rebuliço na sociedade, tanto pelo seu teor, quanto ao público que se direcionava:

Infância

Freud tinha a infância como um de seus campos de estudo mais corriqueiro. Segundo ele, essa fase de construção física e mental definiria o adulto que o jovem se tornaria. Isso porque todos os traumas e experiências negativas reverberariam durante muito tempo na vida daquele ser.

Por conta disto, decidiu estudar como que a libido e energia sexual ainda na infância ondularia a vida de um indivíduo na vida adulta. Segundo Freud, haveria três estágios pelos quais uma pessoa deveria passar. São eles: o oral, onde haveria prazer através da sucção de objetos por via anal, onde a criança aprenderia a controlar os esfíncteres; e fálico, onde a criança descobre a sensação em tocar na genitália.

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Inconsciente

Freud afirmou que todo o ser humano apresentava uma dualidade mental. Uma das partes a que ele se referiu seria o consciente, campo onde temos a racionalidade e percepção como centro. Nesse contexto, a outra parte da dualidade trata do inconsciente. Este é o lugar onde despejamos vontades e sonhos que não podiam ser alcançados. Note que o pai da Psicanálise teve desenvoltura suficiente para elaborar o conceito de forma racional.

Assim, seguindo esse gancho, afirmava que no inconsciente estavam as causas aos males mentais que muitos pacientes apresentavam. Dessa forma, para achar a cura destes males, criou a Psicanálise. Nesse contexto, trata-se de um método de terapia que usa unicamente a conversa para expor e tratar desses problemas. Este foi mais um dos conceitos que causavam polêmica à época em que viveu.

Sujeito freudiano

Segundo essa teoria, o sujeito freudiano seria uma figura em constante conflito. A sua mente seria o resultado de como cada um lida com o produto do seu inconsciente. Assim, esse conflito seria gerado pela as instâncias da mente. Nesse contexto, cada uma tem o seu papel específico na nossa estrutura mental e social e quando contrapostas, teriam efeitos no mundo físico.

Conceitos

Continuando o que foi escrito acima, Freud notou que temos a necessidade de funcionar numa realidade grupal. Contudo, essa inclusão por vezes vai contra o que carregamos dentro de nós. Nesse contexto, o que gera esses conflitos são as instâncias da mentes, identificadas e categorizadas por Freud. Assim sendo, são elas:

Id

Aqui Freud define o Id como uma peça inerente a todos os indivíduos. Este aspecto comporto todos os nossos desejos e instintos, objetivando o prazer imediato do ser. Assim, a partir dele é que se destrincham outros dois aspectos importantes.

Ego

O primeiro seria o Ego. Este vem da interação do indivíduo com a realidade em que vive. Nesse contexto, funciona como um apaziguador do Id. Isso porque tende a ser mais realista com os desejos que tem e com a pressa em obter prazer.



Superego

Uma extensão dos outros dois, o superego, segundo Freud, é o nosso “conselheiro”. Graças a ele, podemos notar o que é aceito ou não na sociedade. O reforço para essa identificação vem apoiado na experiência de vida do ser humano em comunidade.

Comentários finais

Podemos concluir que, graças a Freud, podemos dizer adeus à natureza controladora que achávamos possuir. Através das suas ideias desafiadoras, ele mostrou que o ser humano é guiado pelo inconsciente, mesmo que não o compreenda de fato. Assim, ainda que esse lugar seja inerente a nós, é um ambiente recluso quase que totalmente à luz da consciência.

Nesse contexto, a Psicanálise é uma ferramenta para entender a existência comportamental de um indivíduo. Graças a ela, destrinchamos a escuridão dos mares da mente e podemos encontrar as linhas de nossa formação psíquica. O pai da Psicanálise, felizmente, entendeu este caminho antes de todos e ajudou milhares de pessoas a se encontrarem.

Se quer entender mais um pouco sobre os estudos dele, entre em contato conosco e se inscreva em nosso curso de Psicanálise. Entenda os fundamentos da teoria e aplicabilidade da mesma no conforto da sua casa, sendo apoiado por um excelente material didático e professores presentes sempre que a dúvida surgir.

Nada melhor que entender a narrativa dos seus estudos pensando como o criador deles. Assim sendo, faça o que o pai da Psicanálise propôs. Ajude pessoas dando continuidade ao seu legado!

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