História da Psicanálise: como surgiu a Teoria

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Sigmund Freud sabiamente notou que estavam sofrendo com problemas aparentemente invisíveis aos métodos de terapia da época em que viveu. Assim, com base nisto, ele elaborou uma série de técnicas que hoje condensam bem os princípios da Psicanálise. Confira a história da Psicanálise e como ela alterou a percepção do mundo a respeito de doenças físicas e mentais.

A história da Psicanálise: origem

Os primeiros trabalhos datam do ano de 1892. Após logo se formar, Freud iniciou sua carreira médica numa clínica psiquiátrica e em seguida em um hospital. Engajado, Freud tentava achar a solução para problemas de histeria e neurose vistos em muitos pacientes. Assim sendo, já que precisava adentrar em suas mentes para entendê-los, resolveu escutá-los.

Ao ouvir pacientes falarem sobre suas questões, o médico percebeu que a fonte dessa anormalidade era de cunho sexual. Nesse contexto, ao escrever os primeiros rascunhos da sua teoria, ele condicionava o paciente a relatar todas as experiências vividas. Assim, através do que hoje é conhecido como “método de associação livre”, o médico interpretava as angústias dos residentes e elaborava caminhos para reabilitá-lo.

Devido aos conflitos constantes da época, bem como os eventos anteriores e posteriores à guerra, Freud tinha um campo perfeito para estudar. A corrida para entender a psique humana gerou um movimento de buscar e compreender os reflexos em nossas vidas. Mesmo sendo considerado o pai da Psicanálise, ele foi ajudado por muitos outros estudiosos de forma direta e indireta.

Como funciona

Ao se consultar com um psicanalista, o paciente revela todas as experiências vividas que vierem à sua mente. Seus sonhos, medos, lembranças, fantasias… Tudo será objeto de estudo por parte do Psicanalista. Assim, neste momento, o profissional se limita a ouvir tudo o que o paciente tem a falar.

Deste modo, ele recorre ao “método de associação livre”. Com base no relato do paciente, o psicanalista garimpa todos os aspectos que podem estar afetando-o. Nesse contexto, suas anotações traduzirão tudo o que não foi dito pelas palavras. Cabe a ele entender a parte enevoada do nosso ser, acessada apenas pela Psicanálise.

Ressalto que, embora precise ser profissional, o psicanalista precisa ser empático também. Sem julgamentos, essa será a forma de prestar um atendimento mais acolhedor e humanizado. Assim sendo, o profissional deve desenvolver uma empatia pelo o que o paciente sofre para que seu trabalho seja executado de modo efetivo.

Resistência

Embora Freud já tivesse status na época, seu trabalho com a Psicanálise causou polêmica quando chegou à sociedade. Isso porque os estudos se mostraram contrários a algumas ideias e tratamentos na época. Assim sendo, seu trabalho alterava a compreensão sobre alguns conceitos já estabelecidos. Ademais, temas considerados delicados foram abordados de maneira extensiva, como o desenvolvimento sexual das crianças.

Assim sendo, o método foi visto com maus olhos.

Além disto, as doenças mentais que o método tratava não eram vistas com seriedade pelos demais médicos. Isso de deve ao fato deles exigirem uma comprovação física de que tais transtornos pudessem existir. Ignorando esse preconceito, Freud chegou onde nenhum outro profissional se arriscou a ir. Isso marcou o início da história da Psicanálise.

Id, Ego e Superego

Ao longo de seus estudos na história da Psicanálise, Freud desenvolveu conceitos e experimentos para corroborar suas teorias e estudos. Alguns deles são as instâncias que estruturam a psiquê humana. Cada uma tem sua particularidade e é responsável por um aspecto único do nosso consciente e inconsciente. Confira:

Id

O Id é descrito como uma peça primordial e não revogável do ser humano, portanto cada um de nós nasce com ele. Basicamente, é o berço das vontades, desejos e impulsos mais primitivos. Assim, esse instinto objetiva o prazer do ser humano. Graças a ele, destrinchamos a personalidade em outras partes, como o Ego e Superego.

Ego

Nesse aspecto, o ser humano interage os seus desejos primitivos com a realidade em que vive. Nesse contexto, segundo os estudos, o Ego funciona como estabilizador de nossa psique. Deste modo, ele regula os impulsos do Id, regulando sua necessidade imediatista e mostrando a realidade. Desde os primeiros anos de vida, é ele que regula a nossa sanidade.

Superego

Este aspecto, basicamente, é o nosso alerta de moral. Ele entra em contato com o Id para mostrar o que pode ser feito ou não de acordo com a sociedade. No entanto, isso com base nas experiências do indivíduo.

É um conselheiro prematuro, nascido no começo da infância. Devido ao fato da convivência com outras pessoas se intensificar, é ele que nos ajuda a interpretar melhor as pessoas e situações.

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Características

Ao longo da história da Psicanálise, a terapia ficou conhecida pelas marcas que deixou impressas no mundo da Medicina. Nesse contexto, adentrou em um campo até então desconhecido e, por vezes, inseguro, marca como ousado o seu método de trabalho. Assim sendo, veja algumas das características mais marcantes na história da Psicanálise que a seguem até hoje:

O objeto de estudo é o inconsciente

Contrariando muitos outros métodos que acabavam por expor o paciente, como a sangria, a Psicanálise encontrou seu cerne no inconsciente dos pacientes. Sabiamente, Freud entendeu que esse lugar oculto era o destino de desejos e sonhos reprimidos do paciente. Entretanto, o lugar cobrava um preço pelo depósito.

Os indivíduos comumente eram classificados como loucos, um modo rápido de relegar tratamento. Contudo, a história da Psicanálise mostra o quão a Medicina da época estava equivocada.

Interpretação

O único caminho que o psicanalista seguiria até o paciente seria por meio da comunicação. Através da fala do visitante, o profissional buscaria o significado oculto de seus males. No entanto, a associação livre incomodou outros profissionais da época, questionando o seu funcionamento.



Instâncias

Para catalogar aspectos do ser humano, Freud estabeleceu instâncias para mapear a mente humana. Como visto parágrafos acima, o Id, Ego e Superego têm funções específicas em nosso inconsciente. Assim sendo, são excelentes pontos de estudo.

Na ficção

Devido à sua importância no mundo da ciência, naturalmente a Psicanálise migrou ao mundo do entretenimento. Um bom exemplo é o da série de ficção americana “The Gifted”. Nela, três personagens chamam a atenção. As trigêmeas Esme, Sophie e Phoebe são telepatas e possuem uma ligação psíquica entre elas.

Como forma de se manterem à frente dos inimigos, as personagens mantêm um comportamento quase robótico. Assim, falam ao mesmo tempo, vestem as mesmas roupas e escondem suas emoções, passando uma imagem amedrontadora a qualquer um. Contudo, embora seja idênticas em quase tudo, cada uma tem uma personalidade mais distinta, principalmente a Esme.

Skyler Samuels, intérprete das irmãs, confirmou que estudou sobre Id, Ego e Superego para montar as trigêmeas. Desta forma, ela poderia entender a essência de cada uma, mesmo parecendo tão similares e confundindo os demais. Nesse contexto, tal esforço deu muito certo e o arco das personagens na trama é aclamado pelos telespectadores.

Considerações finais

A história da psicanálise mostrou o quão pouco sabíamos do ser humano. Assim, ela revelou o que escondíamos de forma inconsciente e trouxe à tona todos os nossos medos e desejos. Graças a isso, descobriu o porquê da humanidade repetir comportamentos tão irracionais. Ademais, nos deu um caminho para tratá-los.

Mesmo com a descrença inicial, ela mostrou argumentos convincentes que até hoje ajudam a manter o ciclo da humanidade a funcionar. A cura vem de dentro e, mais do que nunca, a terapia está correta.

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Assim, aguardamos você para aprender mais sobre a fascinante história da psicanálise e muitos outros conteúdos valiosos.

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