o que é agnóstico

Agnóstico: significado completo

Posted on Posted in Teoria Psicanalítica

Todos nós temos medo de alguma coisa, seja por trauma ou uma ideia negativa formulada a respeito daquilo que tememos. Entretanto, precisamos sempre buscar conhecimento e superar as adversidades para vivermos em sociedade.

Sendo assim, no texto de hoje, saiba mais sobre o que é ser Agnóstico, seu significado, crenças e variantes.

Desta forma, de maneira objetiva, romperemos os paradigmas e a locução errônea acerca deste, cujo qual enriquece a nossa sociedade, cultura e razão coletiva; então acompanhe nosso post e amplie seus conhecimentos!

Qual é o significado de Agnóstico?

Este é um termo criado em 1869 por Thomas Huxley. A palavra foi criada ironicamente em oposição a gnóstico (conhecedor) religioso. Trata-se de uma derivação de agnostos (conhecimento em grego), formada com o prefixo privativo “a-” anteposto a “gnostos”.

Assim, um indivíduo agnóstico não acredita nem nega a existência de Deus, ele busca o sentido da vida e do universo através de evidências.

Em suma, o Agnóstico é um adepto, ou aquele que se pode referir, ao agnosticismo. Porém, nos é necessário entender um pouco mais sobre onde surgiu essa denominação para que se possa formular uma opinião racional a respeito.

Onde surgiu o Agnosticismo?

A Filosofia nos mostra que agnosticismo é a “doutrina que declara o absoluto ou as questões metafísicas inacessíveis ao espírito humano, por não serem passíveis de análise pela razão” (Dicionário Priberam).

Essa filosofia agnóstica iniciou-se no século XVIII com os estudos de Immanuel Kant e David Hume, já o termo agnosticismo surgiu no século XIX, formulado pelo biólogo britânico Thomas Henry Huxley, no decorrer de uma reunião feita na Sociedade Metafísica.

Contudo, há mais de uma vertente de agnóstico: o estrito, que acredita que é impossível a compreensão sobre entidades sobrenaturais; o empírico que espera evidências reais da existência do sobrenatural; e o apático, que não se importa.

Vertentes do Agnosticismo

Há tipos específicos de agnosticismo: o teísta, o ateísta, o empírico, o forte, o fraco, o apático, o ignosticismo e o modelar.

Em síntese, conforme descrito no parágrafo anterior, o agnóstico não acredita em afirmações de que a existência de divindades possa ser provada. Da mesma forma, porém, não nega a existência de Deus ou deuses.

No entanto, há que se destacar duas características importantes sobre o agnóstico: aquele que não acredita na existência de Deus (ateu) e aquele que desconhece a existência de Deus, mas acredita que pode haver resposta para isso (teísta).

Agnóstico teísta

O teísmo agnóstico engloba a crença em uma ou mais divindades. O agnóstico teísta aceita a existência de Deus, mas não tem como explicá-la.

Existem numerosas crenças, que podem ser incluídas no teísmo agnóstico, tais como o fideísmo, no entanto nem todos os teístas agnósticos são fideístas.

Por fim, desde que o agnosticismo é uma posição no conhecimento e não proíbe a crença em uma divindade, então ele é compatível com a maioria das posições teístas.

Agnóstico ateísta

Já o ateísmo agnóstico é a ausência de crença em qualquer deus. O ateu agnóstico não aceita, mas também não rejeita, a possibilidade de haver um (ou mais) deus.

Dessa forma, diante de fatos comprovadamente científicos e tangíveis, totalmente à luz da compreensão humana, são, de fato, relevantes para o indivíduo agnóstico ateísta.

    NÓS RETORNAMOS PARA VOCÊ



    Quero informações para me inscrever na Formação EAD em Psicanálise.

    Por fim, cabe relatar que Freud professava seu ateísmo, porém, manifestou grande interesse pelo estudo do fenômeno religioso e empenhou-se seriamente em empregar elementos-chave da teoria psicanalítica para interpretar as origens e a natureza da religião.

    Freud e a natureza da religião

    Ele buscou uma compreensão metapsicológica da experiência religiosa. Freud ofereceu aportes teóricos que possibilitam novas formas de construções teóricas sobre psicanálise e religião, correlatas.

    O pensamento de Freud é o mais perpetuamente aberto à revisão. Nele, cada noção possui vida própria. É o que se chama precisamente de dialética; o que fica em evidência é a subjetividade do sujeito nos seus desejos, na sua relação com seu meio, com os outros, com a própria vida.

    Enfim, é essa convicção que nos motiva a retomar a leitura dos principais textos de Freud sobre a religião, pois, além da crítica presente, neles se encontram novas perspectivas para um possível diálogo interdisciplinar entre a psicanálise e a religião.

    Leia Também:  O que é Neurose para a Psicanálise?

    O diálogo entre a psicanálise e a religião

    Segundo Freud, Não tem fundamento o receio de que a psicanálise, primeira a descobrir que os atos e estruturas psíquicas são invariavelmente supradeterminados, fique tentada a atribuir a uma fonte única a origem de algo tão complicado como a religião.

    Se a psicanálise é compelida e é, na realidade, obrigada a colocar toda a ênfase numa determinada fonte, isso não significa que esteja alegando ser essa fonte a única ou que ela ocupe o primeiro lugar entre os numerosos fatores contribuintes.

    Conclui-se que somente quando pudermos sintetizar as descobertas dos diferentes campos de pesquisa é que se tornará possível chegar à importância relativa do papel desempenhado na gênese das religiões.

    A gênese das religiões

    A psicanálise destaca determinadas hipóteses para a explicação das origens do sentimento religioso, porque essas hipóteses melhor condizem com seus objetivos e seus métodos.

    Deste modo, vale ressaltar que há incertezas e dificuldades em todo o estudo que vise evidenciar fatos correlacionados, devido a grandeza do assunto e a possível falta de capacidade racional humana diante de tal estudo.

    Por fim, cientificamente, não há um conhecimento central, definitivo ou dogmático sobre a existência de um ser único e supremo, trazendo à tona o Agnosticismo Ateísta.

    O Ateísmo

    Em consonância ao exposto anteriormente, faz-se necessário evidenciar a diferença do agnóstico para o ateu.

    Sendo assim, ficou claro que o agnóstico, independente das variantes apresentadas, não nega nem afirma a existência de um ser supremo, porém, não se basta por constatações emocionais; ele precisa de evidências científicas para se convencer.

    Por outro lado, o ateísmo é a doutrina de espírito que nega categoricamente a existência de Deus, asseverando a inconsistência de qualquer saber ou sentimento direta ou indiretamente religioso, mesmo aquele calcado na fé ou revelação.

    Conclusão

    É preciso que a sociedade (principalmente pessoas de bem) esteja aberta para diálogos bilaterais e interdisciplinares acerca do agnóstico.Todos somos iguais em direitos e deveres; por isso merecemos ter nossas escolhas respeitadas.

    A falta de relacionamento social transforma medos comuns em verdadeiros monstros no cotidiano. Devemos ser empáticos uns com os outros, não reduzindo a sua existência ou ignorando suas dificuldades.

    O conhecimento é a principal arma de uma pessoa bem-sucedida em todas as áreas de sua vida. Por isso é importante buscar capacitações emocional e racional em busca de respostas e de uma vida melhor.

    Seja um profissional Certificado em Psicanálise Clínica! Acesse nosso curso 100% online e prospere ajudando milhares de pessoas a prosperar em suas vidas também, entendendo a formação filosófica e/ou a escolha do caminho agnóstico, superando preconceitos e atingindo objetivos claros.

    One thought on “Agnóstico: significado completo

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado.