As pessoas não mudam, as pessoas mudam

As pessoas não mudam. Ou mudam?

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Ao longo do tempo enquanto amadurecemos aprendemos melhor sobre a real natureza de uma pessoa. Isso nos leva a questionar se as pessoas não mudam depois que erram, envelhecem ou em outras circunstâncias. Entenda melhor.

 

Somos capazes de mudar?

Para muitos, as pessoas não podem mudar porque filtram seu comportamento para agirem de determinada maneira em um meio. Ou seja, elas são da forma como são e nós captamos apenas uma parte do seu espectro, construindo imagem ilusória. Não enxergamos a verdade até que esse mesmo indivíduo cometa uma falha grave.

Alguns autores entendem que os comportamentos realizados são influenciados por fatores emocionais e cognitivos. Nisso, acabam se misturando e formando uma única atitude, expressão. Contudo, esses fatores podem receber influência de agentes sociais e orgânicos que nem sempre temos consciência.

Assim, temos que as seguintes respostas são relevante:

  • cognitivas: pensamentos e crenças;
  • avaliativas: padrões emotivos a determinado objeto, como prazer, repulsa, atração e desprazer;
  • comportamentais: são expressas no agir.

Assim, fica disposto que as pessoas não mudam, porém acabam se adaptando melhor ao ambiente. Mesmo que possamos resistir ou regulemos, não dá para negar e suprimir tudo o que fomos. O que acontece é que nos moldamos socialmente de maneira melhor.

 

Por que alguém pode mudar?

De acordo com especialistas, nossas atitudes são definidas com base em agentes emocionais que moldam comportamentos favoráveis ou não. Em nossa pré-disposição genética, alguns elementos podem se ressaltar mais do que outros e moldar os instintos. E o aprendizado social acaba por alimentar ou não determinadas atitudes.

Basicamente, mudamos o nosso modo de agir porque necessitamos de adaptação ao ambiente e até mesmo às pessoas. As experiências que passamos exigem que a nossa postura seja revista para nos inserirmos no contexto social novo. Enquanto alguns conseguem, outros se mostram incapazes por tudo aquilo que são internamente.

Nisso, tentamos mover os nossos instintos para uma área em que possamos nos relacionar melhor com as outras pessoas. Por exemplo, pense em alguém que cometeu um erro e magoou profundamente outra pessoa. A fim de retomar o relacionamento, ele pode ver a falha feita, aprender com ela e, então, tentar se reconciliar.

 

O tempo muda alguém?

Para muitos, o tempo pode ser um professor, fazendo com que a própria vida seja a sala de aula. Nisso, qualquer pessoa poderia ingressar numa jornada em que vai rever a sua postura até aquele momento. Quando as pessoas não mudam no cotidiano o passar do tempo ajudaria com essa questão.

A própria passagem da vida pode ajudar a mudar algumas coisas quando cruzamos determinadas fases. Na adolescência, por exemplo, a transição faz com que abandonemos alguns hábitos e abracemos outros. Aqui se tem um exemplo de como novas atitudes acabaram substituindo antigas e mudando a percepção de alguém.

O tempo, na verdade, expõe todos nós a uma série de experiências que estimulam alteração de nossa postura. Diante de um contexto social diferente, aquilo que nos foi dado nesse tempo caminha para uma reformulação.

 

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A mudança nas relações

Muitos acreditam que as pessoas não mudam nos relacionamentos, mas isso depende da constituição de um. Dada a forma como foram criados e se desenvolveram, as pessoas podem se mostrar sugestivas a agentes externos. A maneira como reagem a alguns elementos indica o quão sugestíveis são a alguns elementos, como:

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Comodismo

Já que a confiança do parceiro está garantida não há motivo para se empenhar como antes.

Insegurança

Muitas pessoas demonstram medo de perder o parceiro e oscilam no relacionamento.

Fatores externos

O ambiente social acaba por incentivar conscientemente ou não alguém a mudar. Como exemplo, considere os comentários da família, desaprovação de alguém importante aos dois etc.

 

Existe uma máscara ou cegueira?

A conversa sobre se as pessoas não mudam atinge contornos pessoais quando se fala em expectativa. Nisso existe um equívoco pessoal em relação a determinado ente que acaba por nos colocar em risco. Graças a expectativa acabamos por montar uma imagem ilusória a respeito de alguém que não conhecemos por completo.

No momento em que esse indivíduo nos decepciona nos perguntamos como tal situação se desenrolou. Afinal, conhecíamos essa pessoa, não é? Na verdade, a expectativa lapida a imagem dele, a colocando em um lugar onde a perfeição é o seu sinônimo.

Não, não estamos dizendo que somos responsáveis pela postura e comportamento de qualquer pessoa. Contudo, devemos nos responsabilizar pela maneira como vemos alguém sob o risco de nos desestruturar internamente. Não se deixe levar por um impulso em tentar preservar um mínimo aspecto de alguém que te agrada muito.

 

As pessoas se revelam

Continuando o que foi dito acima, nós somos responsáveis pelo impacto recebido graças a postura dos outros. A expectativa serve para a idealização dentro de uma jornada ao sofrimento. Existem os que defendem que as pessoas não mudam, mas elas acabam se revelando com o passar do tempo.

Isso acontece quando elas são colocadas em situação de extremismo, sejam boas ou não para elas. Nisso, ou são pressionadas ao extremo ou se sentem confortáveis o bastante para se livrar de um disfarce. De um jeito ou de outro, quem estava na plateia assiste ao surgimento da verdadeira face de alguém.

Tenha em mente que a imagem que vemos de alguém nunca será a sua totalidade. Não que todo mundo esteja mentindo 100% do tempo, nada disso. Todavia, só teremos acesso a parte do comportamento que ele demonstra por querer.

 

Ninguém mudará por você

Um equívoco muito comum quando nos relacionamos com uma pessoa é acreditar que ela pode mudar por nossa causa. Veja bem, esse tipo de argumento mostra claramente que já possui conhecimento a respeito da postura do outro. Nisso, sabe bem onde está entrando e, em parte, com quem está lidando.

Nunca caia na ilusão de que possui qualquer poder sobre o comportamento e índole de alguém. As pessoas não mudam magicamente por nossa determinação em querer que isso aconteça. Caso insista, só terá um caminho para sofrer com conflitos e frustrações já esperadas.

 

Considerações finais sobre as pessoas não mudam

Enquanto alguns defendem que sim, outros defendem que as pessoas não mudam e apenas vemos a verdade nisso. No fim das contas, tudo depende de como nos construímos psíquica, social e emocionalmente em relação a isso. Quanto aos erros, tem muito a ver com a ideia de perdoar e esquecer as falhas de alguém.

De modo geral, indicamos que você preste atenção quanto ao comportamento de algumas pessoas. Isso ajudará na sua própria proteção, de modo a não ficar inseguro quando algo atingir você. Tenha em mente que gestos e atitudes falam bem mais do que as próprias palavras.

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