Déficit de atenção ou DDA é um distúrbio que está presente em algumas crianças, adolescentes e adultos. Venha saber mais sobre esse assunto!

Déficit de atenção: causas, sintomas e testes

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Déficit de atenção ou DDA, como também é conhecido, é um distúrbio que está presente em algumas crianças, adolescentes e adultos. Assim, tem como principal característica a falta de concentração em atividades do cotidiano. Então, para entender mais sobre, te convidamos a ler o nosso post agora mesmo.

O que é déficit de atenção?

A principal ideia que vem a nossa mente é que déficit de atenção significa que as pessoas são distraídas e não conseguem focar em uma coisa só. Embora esse pensamento não esteja completamente errado, vale ressaltar que as causas e as consequências desse distúrbio são bastante graves.

Isso porque, vários estudos apontam que o DDA é o resultado de disfunção no funcionamento do córtex pré-frontal. Ou seja, a área responsável, por exemplo, pela organização, atenção, capacidade de expressar sentimentos e controle de impulsos.

Por isso, essa disfunção ocorre, em parte, pela deficiência do neurotransmissor Dopamina. Por conta disso, a pessoa que tem déficit de atenção tem muita dificuldade para conseguir ter a concentração necessária. Aliás, o desafio se torna maior quando a pessoa tenta se concentrar de forma excessiva em uma única atividade.

Afinal, esse movimento acaba piorando o quadro, pois ao invés de aumentar a atividade do córtex pré-frontal, ela diminui.

Quais são os sintomas de déficit de atenção?

Nesse sentido, os pacientes com déficit de atenção apresentam bastante dificuldade de organização, seja do espaço ou do tempo. Ademais, eles têm dificuldade de tirar ensinamentos dos seus erros. Por fim, procrastinam e adiam várias atividades sempre que possível.

Dessa form, os principais sintomas do DDA são:

  • incapacidade de terminar tarefas e concluir projetos;
  • dificuldade em ouvir os outros;
  • sentimento de tédio e apatia;
  • dificuldade em expressar sentimentos;
  • falta de motivação;
  • dificuldade de estabelecer objetivos definidos e planos para o futuro;
  • sensação de vazio;
  • letargia;
  • dificuldade em esperar a sua vez;
  • fala excessiva ou em falta;
  • dificuldade de ficar parado ou de ficar sentado por longos períodos;
  • intromissão.

Saiba mais…

Segundo o Manual Estatístico e Diagnóstico dos Distúrbios Mentais (DSM-V), há algumas características que ajudam a identificar o DDA. Entretanto, vale lembrar que esses comportamentos devem ocorrer com certa frequência, a pessoa:

  • não presta atenção aos detalhes ou comete erros por descuido nas atividades;
  • tem dificuldade em manter a atenção em tarefas lúdicas;
  • parece que não escuta quando alguém está falando com ele de forma direta;
  • não tem o hábito de seguir as instruções até o fim;
  • evita fazer tarefas que exijam muito esforço mental;
  • perde informações e objetos que são necessários para realizar as atividades;
  • tem a mania de esquecer de atividades cotidianas.

Afinal, há algum teste de déficit de atenção?

Desse modo, trouxemos aqui algumas perguntas que podem te ajudar a ter uma respostas se de fato tem ou não déficit de atenção. Então, confira e marque as respostas em um papel, lembrando que as alternativas de todas as questões são:

a) Raramente.
b) Algumas vezes.
c) Frequentemente.
d) Muito frequentemente.

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1 – Com que frequência você comete erros por falta de atenção quando tem de trabalhar num projeto chato ou difícil?

2 – Com que frequência você tem dificuldade em manter a atenção quando está fazendo um trabalho chato ou repetitivo?

3 – Com que frequência você tem dificuldade em se concentrar no que as pessoas dizem, mesmo quando elas estão falando diretamente com você?

4 – Com que frequência você deixa um projeto pela metade depois de já ter feito as partes mais difíceis?

5 – Com que frequência você tem dificuldade para fazer um trabalho que exige organização?

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    6 – Quando você precisa fazer algo que exige muita concentração, com que frequência você evita ou adia o início?

    7 – Com que frequência você coloca as coisas fora do lugar ou tem dificuldade de encontrar as coisas em casa ou no trabalho?

    8 – Com que frequência você se distrai com atividades ou barulho a sua volta?

    9 – Com que frequência você tem dificuldade para lembrar de compromissos ou obrigações?

    Resultado

    Confira agora quais são os resultados, leia o tópico na resposta em que você mais assinalou.

    Raramente ou algumas vezes

    Indica que você tem baixa probabilidade de ter algum distúrbio relacionado à atenção.

    Frequentemente e muito frequentemente

    Indica que você tem alta probabilidade de ter algum distúrbio relacionado a atenção como Ansiedade, Depressão, Alteração Neurológica ou TDAH.

    Vale ressaltar algo muito importante: este teste não tem a função de substituir uma avaliação psiquiátrica. Por isso, é muito importante procurar ajuda de um profissional da área para que ele dê o melhor diagnóstico e, assim, que inicie o tratamento adequado.

    Tratamentos para o déficit de atenção

    Quando o diagnóstico é feito de forma correta, o melhor caminho é iniciar logo um tratamento que poderá ajudar a diminuir os sintomas. Afinal, o DDA é um distúrbio crônico e não tem cura. Então, veja quais são os tratamentos mais comuns.

    Terapia

    Este é o principal aliado ao tratamento, pois tem como objetivo ajudar a pessoa a ter uma relação saudável consigo mesmo e com as pessoas ao seu redor. Por exemplo, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) auxilia o paciente a desenvolver comportamentos funcionais.

    Aliás, há várias técnicas da TCC que tem capacidade de auxiliar a pessoa a saber a origem dos seus comportamentos que levam a essa desatenção. O profissional consegue incitar a pessoa a refletir ao longo do tratamento. Por conta disso, a pessoa começa a ter um domínio de seus sentimentos e impulsos.

    Medicamentos

    Antes de mais nada, é importante ressaltar que a utilização desses medicamentos deve ser feita apenas com orientação médica. Pois, fazer uso dessa intervenção medicamentosa ajuda no equilíbrio biológico, pois atuam no lugar da dopamina, o que regula as atividades do córtex pré-frontal.

    Assim sendo, aos poucos a pessoa consegue recuperar a concentração e o foco em determinadas tarefas.

    Rede de apoio

    Por fim, qualquer tipo de tratamento é necessário ter uma rede de apoio e com o DDA não seria diferente. Diante disso, é recomendado, por exemplo, que os adultos com esse distúrbio compartilhem as suas dificuldades com as pessoas do seu convívio.

    Além disso, demonstrar quais são as ações que está tomando para minimizar os aspetos negativos. Afinal, os pacientes precisam compreender que esse tipo de ação é essencial para que a pessoa saiba o seu próprio ritmo e respeite-o.

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    Então, se você tem ou conhece alguém que tem DDA, tenha essa compreensão para ajudar ou ser ajudado da melhor forma possível.

    Considerações finais sobre déficit de atenção

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