A palavra fascista vem sendo bastante utilizada, em especial, nas redes sociais. Então, confira o nosso post e entenda mais sobre o assunto!

O que é Fascista? História e psicologia do fascismo

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A palavra fascista vem sendo bastante utilizada para qualificar uma pessoa, ou alguma ação. Em especial, nas redes sociais. Contudo, sabe o que esse termo significa? Então, confira o nosso post para entender melhor sobre esse assunto. Além da história desse movimento.

Facista ou fascista: qual é a grafia correta?

Embora muita gente queira usar este termo, muitos escrevem errado. A grafia correta é fascista. Então, a palavra facista está errada.

O que significa fascista?

O significado de fascista ainda traz algumas dúvidas. Nesse sentido, precisamos voltar um pouquinho na história. Em 1922, na Itália, então dominada por Benito Mussolini, o fascismo ganhou força. Assim, segundos historiadores, este movimento é definido como uma maneira muito radical. Ou seja, tem uma expressão do espectro político da direita conservadora.

Contudo, vale ressaltar algo muito importante. Nem toda direita conservadora é extremista e denominada fascista. Por isso, para definir, de fato, o que é fascismo é mais complexo. Afinal, o conceito gera muita discussão. Aliás, é um movimento político que se adapta a diferentes contextos e pode apropriar-se de ideais distintos.

Saiba mais…

Para resumir, quanto se refere a um movimento social e político, o fascismo tem uma retórica populista. Logo, explora temas como crises na economia e a corrupção na nação. Ainda, o “declínio dos valores morais e tradicionais” de uma sociedade.

Por isso, o fascismo defende que é preciso acontecer mudanças radicais. Contudo, quando o fascismo chega a ocupar espaços de poder, esse movimento torna-se um regime muito autoritário. Isso porque tem como base a exclusão social. Ou seja, algo bastante elitista e hierárquico.

Características do fascismo

Agora que entendemos o significado de fascista, vamos ver quais são os aspectos desse movimento. Dessa forma, segundo os historiadores, o fascismo possui algumas das seguintes características:

1. Deseja praticar um sistema unipartidário. Ou seja, o poder político nacional está nas mãos do próprio partido fascista;

2. Coloca o chefe, ou líder, deste partido como a única pessoa capaz de guiar a nação;

3. Despreza os valores liberais. Assim, anula a democracia representativa. Além das liberdades individuais;

4. Despreza os valores coletivistas, como o comunismo e o socialismo;

5. Deseja a expansão imperialista, que tem como objetivo o domínio de povos mais fracos;

6. Vitimiza determinados grupos da sociedade. Alías, faz uma perseguição contra os chamados “inimigos do povo”;

7. Utiliza a retórica contra os métodos políticos tradicionais. Assim, os fascistas esta é uma forma ineficaz de combater as crises. Além de levar a sociedade à prosperidade;

8. Exalta os “valores tradicionais”, em comparação com os valores “modernos”;

9. Mobiliza as massas;

10. Controla o Estado em vários assuntos como, política, economia e cultura.

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    O que é ser fascista?

    Uma pessoa fascista é alguém que é adepto ao fascismo. Ou seja, alguém que apoia este tipo de regime. Além disso, o conceito de fascista serve para qualificar qualquer coisa que esteja relacionado aos ideais do fascismo. Portanto, seja um regime ou uma atitude.

    Características de uma pessoa fascista

    Então, agora conheça algumas características da pessoa fascista.

    1. Exalta o militarismo e o uso da força

    As pessoas fascistas acreditam que o uso da violência e da força é justificável para atingir seus objetivos. Por isso, os regimes fascistas que aconteceram no continente europeu investiram em financiamento de armas. E também negligenciaram outras áreas, como educação e saúde.

    Além disso, uma pessoa fascista é muito militarizada. Ou seja, ela acredita que deve haver uma participação militar nos problemas domésticos. Algo que, de forma geral, não necessita desse tipo de intervenção.

    2. Acreditam no autoritarismo e nas punições

    Os fascistas impõem suas ideias de forma muito autoritária. Por isso, estes regimes combatem de forma muito violenta qualquer manifestação contrária ao governo. Afinal, eles querem punir o máximo essas pessoas para desencorajar o resto da população.

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    3. São adeptos ao machismo e discriminam as minorias

    Antes de mais nada, as pessoas fascistas são muito machistas e preconceituosas. Desse modo, um exemplo vem da Itália. Isso porque a homossexualidade era tratada como uma doença. Assim, a maioria dos métodos contraceptivos eram proibidos.

    4. Desvalorizam os direitos humanos

    Por acreditarem no uso da força e da violência, os fascistas desvalorizam os direitos humanos. Dessa maneira, a liberdade de expressão e a integridade física daquela sociedade não fazem parte da lista de prioridades do regime.

    Logo, esse desprezo pelos direitos humanos básicos era passado para a população. Por isso, a nação tornava-se conivente com práticas violentas, como prisões arbitrárias e até mesmo execuções.

    5. Apostam no nacionalismo exagerado e paranoico

    As pessoas fascistas apostam num sentimento de nacionalismo exagerado e paranoico. Por isso, acreditam tanto no militarismo e no uso da força. Aliás, possui como base um discurso de terror. Como resultado, provocam insegurança na população.

    Assim, um exemplo disso, foi o slogan do regime nazista liderado por Adolf Hitler que dizia: “Alemanha acima de tudo”. Por isso, essa ideologia resultou no holocausto, que matou milhões de pessoas. Tudo isso em nome desse nacionalismo paranoico e exagerado.

    6. Utilizam a religião como forma de manipulação

    Por fim, os fascistas usam a religião para manipular o povo. Portanto, utilizam aquela mais conhecida e praticada pela nação. Como na Itália, em que Mussolini, mesmo sendo ateu, utilizou o discurso religioso no seu regime para controlar a população e manter o seu poder.

    Livro: Psicologia de Massas do Fascismo

    Para finalizarmos o nosso post, trouxemos um pequeno resumo do livro do psicanalista austríaco Wilhelm Reich, Psicologia de Massas do Fascismo. Desse modo, escrita em 1933, a obra aborda esse fenômeno que, até mesmo nos dias de hoje, ainda traz reflexões complexas para muitos estudiosos.

    Segundo a sinopse do livro, o autor explica que “o fascismo é a expressão da estrutura irracional do caráter do homem médio”. Aliás, para Reich, essa pessoa possui impulsos, necessidades biológicas e primárias que são reprimidos há muito tempo.

    Portanto, o autor analisa qual é a função social dessa opressão. Além do papel decisivo que a família autoritária e a igreja desempenham no fascismo. Então, para quem tem o interesse de entender mais sobre esse tipo de regime, o livro de Reich é uma ótima dica.

    Considerações finais sobre fascista

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