funcionalismo na psicologia

Funcionalismo na psicologia: princípios e técnicas

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Assim como o corpo, a mente humana encontra o seu impulso para sair do lugar estático e evolui constantemente. Para observar esse movimento, é necessário uma percepção mais elaborada e versátil a fim de compreender as nuances envolvidas. É o caso do funcionalismo na Psicologia, vertente de estudos da evolução humana que conhecerá melhor agora.

O que é o funcionalismo na Psicologia?

O funcionalismo na Psicologia combina ciência, ênfase no indivíduo e atenção ao prático para avaliar a evolução humana. Nisso, foca a sua atenção nos comportamentos que foram mudando com o tempo à medida em que evoluímos. Mais especificamente, no propósito deles e na utilidade que podem ou deixaram de ter ao longo do caminho.

A escola funcionalista se inicia com o trabalho de William James a partir do livro Princípios da psicologia. Sendo anterior ao estruturalismo difundido de Titchener, acaba sendo preservada e se sobressaindo, evoluindo progressivamente. Isso porque muitos defendem a ideia central de que a consciência humana é uma corrente que se altera a todo o momento.

Essa abordagem acabar sendo marcada pelo caráter pessoal e contínuo, refletindo as experiências particulares e não divisíveis, respectivamente. Quanto aos autores, eles focalizam no conhecimento sobre a razão sobre processos mentais, se inclinando a buscar motivação. Em outras palavras, trabalham para saber o que nos move para saciarmos as nossas necessidades.

Origens e desenvolvimento

A origem do funcionalismo na Psicologia vem com o americano William James. James era conhecido pelo seu esforço com assuntos místicos ligados à Parapsicologia, como telepatia e espiritismo, o que apagava seu prestígio. Nisso, demonstrava uma aversão sensível ao trabalho de experimentação psicológico, tendo pouca participação aqui.

Sua postura como pesquisador não se encaixava no experimentalismo como alguns defendiam, porém ele mesmo não construiu uma nova Psicologia. Acontece que James propagou de forma excepcional as suas ideias se valendo do campo do funcionalismo Psicologia. Com isso, influenciou o movimento e diversos psicólogos que chegaram nas décadas seguintes.

A corrente acaba sendo reconhecida por John Dewey, Harvey A. Carr, George Herbert Mead e James Rowland Angell. Embora houvessem outros nomes, esses se mostraram como os principais proponentes do meio funcionalista. Independente disso, os funcionalistas focaram a sua atenção na experiência consciente.

Princípios

Aos adeptos do funcionalismo na Psicologia, a teoria da evolução influenciou as suposições sobre a mente humana. Sempre buscaram entender como a mente e o comportamento funcionavam para que nós pudéssemos nos adaptar ao meio. Nesse caminho, qualquer ferramenta com valor informacional servia, indo desde a introspecção à análise das doenças mentais.

Se uma ideia funcionava, seria válida, necessitando de apenas um requisito para validar a utilidade. De acordo com James, o método científico usado na Psicologia utilizado se fazia importante imaginar que nosso comportamento era determinado. Tal ideia ficou vista como pragmatismo, fazendo com que qualquer ação ou pensamento fosse estudado em suas consequências.

Com base nesse pensamento acabou formulando duas mentalidades diferentes, sendo elas:

Mentalidade terna

Aqui se tem as pessoas mais otimistas, dogmáticas e religiosas categorizadas.

Mentalidade difícil

Nesse local temos as pessoas de mentalidade mais realista ou direta, como os ateus, empiristas, pessimistas… Etc.

William James afirmava que o pragmatismo vinha do comprometimento em cada mentalidade quando as aceitamos e usamos conforme a necessidade.

Características

Graças à estruturação muito bem construída, o funcionalismo na Psicologia ficou facilmente reconhecível e detectável. Tanto que os temas de interesse dele se dividiam de forma complementar, o que facilitava a sua compreensão. Assim, temos:

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Oposição

A escola funcionalista era avessa com a busca sem sentido de elementos da consciência.

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A influência de Darwin e James

Cada funcionalista era influenciado direta e indiretamente por William James, bem como ele por Charles Darwin.

Busca pela função da menta

Em vez de apenas descrever superficial e esteticamente nossa psique, a proposta era entender a função da mente. Com isso, creditam que os processos mentais colaboram ao organismo para que possamos nos adaptar ao ambiente.

A diferença individual

Tudo aquilo que nos diferencia de outros organismos era valioso, bem mais do que pilares em comum.

Praticidade

Enxeram a Psicologia na praticidade e direcionada na busca de como aplicar adequadamente seus achados no cotidiano.

Introspecção

A introspecção era bastante valorizada quando se trabalha de ferramentas para pesquisa.

Processos mentais

Além de se interessar por eles, procura entender como a vontade pode agir diferentemente no mesmo lugar quando as necessidades se alteram.

Principais expoentes do funcionalismo psicológico

Parágrafos acima mencionamos alguns dos nomes responsáveis pela difusão e consolidação do funcionalismo na Psicologia. Nem mais ou menos, cada um contribuiu ao seu modo para que essa proposta se fixasse e perpetuasse cientificamente. Com isso, relembramos de:

William James

Ainda que não tenha iniciado novos movimentos, é visto como o pesquisador de abordagem mais clara por meio do funcionalismo. O seu pragmatismo utilizado na Psicologia era bastante comentado.

John Dewey

Ele sustentava uma queixa a respeito das distinções inflexíveis a respeito das sensações, atos e pensamentos. Nisso, apontava que existia diferença a respeito do estímulo e resposta, sendo essa funcional em vez de existencial.

James Rowland Angell

Participou ativamente da expansão do funcionalismo.

Harvey A. Carr

Ampliava o funcionalismo através de uma escola de pensamento americana.

Escolas

O funcionalismo na Psicologia portava princípios que foram transformados em escola perto do século XIX. Nesse caminho, se dividiu em duas universidades, Chicago e Columbia, aflorando a orientação funcionalista. Enquanto Dewey, Carr e Angell focaram na de Chicago, Woodworth e Thorndike atuaram em Columbia.

Angell tomou a frente ao defender que o aspecto estrutural do psiquismo deve ser validado por suas funções, não suposições. Partindo daí, a Psicologia deve reconhecer o ato de julgar, recordar, perceber… Etc em vez de sentimentos e sensações. Assim a Psicologia se mostrava mais funcional que a Biologia estruturalmente e também apresentando o fato por dois lados.

Por sua vez, a escola de Columbia se vale da mudança direcionada ao comportamental suportada por pilares motivacionais. Edward L. Thorndike indicava que um conjunto casual de respostas são agrupadas com base nos efeitos de satisfação. No momento em que substitui a consciência pelo acaso libera a porta ao behaviorismo enquanto se adequa ao darwinismo.

Aplicabilidade

Muitos consideram que os processos mentais são se mostram como a meta da Psicologia e necessitam de diversas abordagens. Ainda que não esqueçam da auto-observação, não recebem o modelo titcheneriano de introspecção experimental. Sem contar que defendem a impossibilidade de sucesso numa observação pública da auto-observação.

No funcionalismo na Psicologia, a adaptação assume caráter ontogenético focado na adaptação e desenvolvimento pessoal. Não simplesmente à sobrevivência em um lugar, mas buscando a qualidade de vida em tal ambiente. Isso vai além do puro meio físico, acolhendo aspectos sociais e ajustes desse meio.

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Considerações finais sobre funcionalismo na Psicologia

O estudo do funcionalismo na Psicologia propõe a abertura de perspectivas valiosas a respeito do desenvolvimento humano. Trata-se de uma reformulação pessoal, de modo que consigamos expandir a nossa percepção para estudarmos os meios de mudança.

Esse tipo de abordagem é valorizada por sua focalização no indivíduo e praticidade em analisar o crescimento humano. Rápido, simples, porém eficaz no seu meio de atuação a um fim específico.

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