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Resumo de Libido e Sexualidade

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O que é Libido para a Psicanálise? Qual a relação entre libido e sexualidade? Neste artigo, vamos ver que Libido e sexualidade são conceitos extremamente comuns dentro da psicanálise. A partir desta leitura, você verá que há um grau de interdependência entre libido e sexualidade, de acordo com os estudos realizados pelo precursor da Psicanálise, Sigmund Freud.

A sexualidade humana, além de associada aos fins de reprodução da espécie, pode ser atrelada ao prazer próprio e do outro. A partir da sexualidade na infância é que o adulto desenvolverá sua sexualidade. Assim, passa-se ao estudo da sexualidade na infância de modo a delimitar as teses contidas nas teorias freudianas.

Tipos de amadurecimento sexual

O conhecimento empírico dá-se através da observação de crianças que estejam sendo tratadas, além do mais, os estudos de Alfred Kinsey são extremamente citados, devido ao seu pioneirismo, não seguido por outros.

O desenvolvimento sexual das pessoas se dá de forma concisa e há um amadurecimento sexual a partir da puberdade.

Este amadurecimento sexual apresenta alguns tipos:

  • Precoce: ocorre quando as características de meninos e meninas se revela a partir de 10 e 9 anos, respectivamente;
  • Atrasada: ocorrendo as manifestações e partir dos 13 anos em meninas e 14 anos em meninos.

A puberdade em mulheres e homens

A puberdade masculina ocorre por volta dos 10 aos 13 anos e basicamente se caracteriza pela transformação dos órgãos genitais, nascimento de barba, mudanças na voz, alongamento do esqueleto, entre outros.

Já a puberdade feminina, inicia-se entre 11 e 14 anos marcada pela menarca e tem como características o alargamento dos ossos da bacia, surgimento de pelos no púbis e axila, entre outros.

O início da maturidade sexual

Paralelamente ao início da maturidade sexual também o comportamento sexual começa a se desenvolver, este influenciado pela cultura familiar. Um fato interessante é a preferência dos adolescentes por relacionamentos estáveis ao invés de liberalidade sexual. Nesta fase, também, a descrição de si se torna cada vez mais contexto-específica.

Este aumento da complexidade na compreensão de si mesmo expõe o adolescente a certas discrepâncias: Entre o si mesmo real e o ideal; entre o si mesmo real e a imagem que os outros têm do indivíduo; entre o si mesmo real e o como deveria ser e; entre o si mesmo real e as expectativas dos outros.

Fases de desenvolvimento da libido

Neste momento de transformações a libido vem à tona. Entendemos assim que não existe apenas a relação entre libido e sexualidade. A libido também está presente em outras áreas da vida, como nas atividades culturais, desenvolvendo-se por fases e por várias etapas características do desenvolvimento, como:

  • oral
  • anal
  • fálica
  • latente
  • fase genital

Libido e sexualidade, de acordo com Freud

Para Freud, uma pulsão tem sua fonte numa excitação corporal. Assim, as pulsões de vida não têm um caráter construtivo, enquanto que as pulsões de morte representam um retorno a um estado anterior ou o retorno ao repouso absoluto do anorgânico.

Freud também acredita que os estágios do desenvolvimento da personalidade têm a ver com os estágios da libido. Falando-se de forma bem sintética, podemos dizer que a personalidade se desenvolve em resposta a três principais fontes de tensão:

  • Processos fisiológicos do crescimento;
  • Frustrações externas aos impulsos e;
  • Conflitos internos entre forças dinâmicas.

Fases da Libido no desenvolvimento humano desde a infância

No crescimento a libido caminha em três diferentes fases, a saber (idades aproximadas):

  • Fase oral (0 até 1-2 anos) – o interesse primário do infante está concentrado em sua boca;
  • Fase anal (1 até 3 anos) – as energias libidinais centralizam-se na retenção a expulsão das fezes e muita atenção é direcionada ao controle do esfíncter anal;
  • Fase fálica (3 até 5-6 anos) – o pênis ou o clitóris entram no foco das energias libidinais.

A preferência pelo genitor do sexo oposto

No estágio que vai dos 03 – 04 anos até 06 – 07 anos, a criança desenvolve um grande interesse pelo genitor do sexo oposto. Nos meninos, essa fantasia toma a forma de medo de castração, nas meninas, há o medo de uma mutilação genital.

Para dirimir esta situação o menino pensará da seguinte forma: não há como eu ter minha mãe só para mim, mas eu posso fazer com que uma parte dela se torne parte de mim. Do meu pai, a quem amo e odeio, não posso me livrar, então vou me tornar como ele.

Em relação às meninas, acontece que uma mulher sadia não é capaz, como o homem, de encontrar substituição para a ligação infantil. Assim é levada a compensar-se propondo-se ela mesma a vir ter um filho, tornar-se mãe e assim realizar uma satisfatória relação mãe-filho.

A repressão das fantasias e atividades sexuais

Dos 7 – 12 anos até os 14 anos há o período da latência. Característica desta fase é a repressão das fantasias e das atividades sexuais. É um período intermediário entre genitalidade infantil (fase fálica) e a adulta (fase genital).

Ao sair da latência para o início da puberdade, o adolescente experimenta uma profusão endocrinológica em seu corpo, resultando em uma exacerbação da libido.

Pontos de fixação

Quando já no final da adolescência e começo da fase adulta, podem ser observados os chamados pontos de fixação, que são correspondentes às fases não solucionadas.

Desta forma, poderá ocorrer a Regressão, definida como um retorno à conduta característica de qualquer fase anterior, ante um eventual enfrentamento de situação estressante.

Os mecanismos de defesa

Ajudando nesse entender teórico freudiano, passemos a analisar os mecanismos de defesa, que são funções do Ego e, por definição, inconsciente, que, mobilizado diante de um sinal de perigo, desencadeia uma série de mecanismos repressores que impedirão a vivência de fatos dolorosos.

Como ato de defesa, temos alguns mecanismos definidos por Freud em suas obras, sendo eles:

  • SUBLIMAÇÃO
  • NEGAÇÃO
  • REGRESSÃO
  • PROJEÇÃO
  • INTROJEÇÃO
  • DEFESAS PATOLÓGICAS
  • FORMAÇÃO RECREATIVA
  • ANULAÇÃO OU REPARAÇÃO
  • ISOLAMENTO
  • RACIONALIZAÇÃO

É como forma de entender os atos de defesa que a psicanálise, também, pode ser descrita como um procedimento especializado de psicoterapia. A psicoterapia é uma teoria da personalidade, além de uma teoria da cultura (vida em sociedade) ou filosofia sobre a natureza humana.

Considerações finais sobre Libido e Sexualidade

Segundo Freud, a psicanálise cresceu num campo muitíssimo restrito. No início, tinha apenas um único objetivo — o de compreender algo da natureza daquilo que era conhecido como doenças nervosas ‘funcionais’.

Ela visava a superar a impotência que até então caracterizara o tratamento médico e possuía, desde o início, a expectativa de participar do desenvolvimento cultural, como um fermento significativo auxiliar ao aprofundamento de nosso conhecimento do mundo.

Apesar de alguns autores como Alexander e Selesnick situarem a psicanálise na perspectiva de desenvolvimento da história da psiquiatria, maioria dos historiadores da psicologia situam-na, no início da evolução da psicologia clínica.

Autor: Leonardo Araújo, exclusivamente para o Curso de Formação em Psicanálise Clínica.

 

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