melancolia

Melancolia: 3 características do melancólico

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Você já sentiu uma tristeza profunda e prolongada que parece não ter fim? Se sim, você pode estar experimentando melancolia!

A melancolia é um tipo de tristeza profunda que pode atrapalhar a vida pessoal e profissional. Ela se manifesta através de sentimentos como apatia, isolamento e desânimo.

Todos nós passamos por momentos em que nosso humor muda e isso afeta como nos comportamos. Por exemplo, às vezes podemos nos sentir ou parecer melancólicos.

Confira o significado de melancolia e algumas características básicas desse estado mental!

O que é melancolia?

Melancolia é uma tristeza profunda e prolongada, onde a pessoa se sente triste e sem vontade, envolta em angústia e solidão.

Muitos escritores e artistas foram inspirados por esse estado ao longo do tempo.

Todos nós experimentamos mudanças de humor devido a eventos específicos. Porém, quando isso se torna excessivo, pode ser prejudicial, mesmo que pareça insignificante.

Uma das primeiras áreas afetadas é o desempenho social, pois a vontade de se isolar pode aumentar drasticamente.

O quadro da pessoa melancólica pode durar por bastante tempo e se tornar difícil de detectar a primeiro momento.

Graças a isso que muitos podem abrir mão de suas vidas pessoais e profissionais em prol desse estado de introspecção.

Assim pode evoluir facilmente para um quadro depressivo e necessitar de acompanhamento profissional.

Os sintomas da melancolia incluem:

  • Tristeza profunda
  • Apatia
  • Isolamento
  • Desânimo
  • Perda de interesse nas atividades cotidianas
  • Alterações no apetite e no sono
  • Dificuldades de concentração
  • Pensamentos negativos
  • Sensação de culpa ou fracasso

O descobrimento da melancolia

A origem da melancolia é um pouco incerta, assim como qualquer outro transtorno de humor.

E para alguns especialistas, a evolução da ciência contribui para uma pesquisa maior na área e a denominação de alguns transtornos foram ocorrendo. E não foi diferente com a melancolia.

Hipócrates, conhecido como “pai da medicina”, batizou essa tristeza profunda como melancholia. O termo é a junção das duas seguintes palavras:

  • melan que significa negro;
  • cholis (bílis) sendo traduzida como “bile negra”.

Essa tristeza profunda tem como consequências a perda de apetite e de insônia. Hipócrates apontava que esse excesso de bile negra no nosso organismo, poderia causar essa tristeza e essa angústia. Ou seja, juntas elas são as características da melancolia.

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    Causas

    A melancolia surge sem um motivo claro e se assemelha a um estágio de luto prolongado.

    De acordo com Freud, essa sensação de perda pode se manifestar mesmo sem uma razão evidente, criando uma sensação de vazio.

    Isso leva a um foco excessivo em si mesmo, com tendência a se menosprezar e se sentir inútil.

    Freud observou que os melancólicos podem parecer irritantes por causa de sua atitude. Eles tendem a ficar presos em sua situação e não mostram vontade de mudar.

    O ambiente em que estão inseridos e o círculo social podem contribuir para essa persistência.

    A apatia em relação ao mundo pode ser uma tentativa de evitar mais sofrimento, mas acaba tendo o efeito oposto.

    Portanto, em resumo as causas da melancolia são:

    • Fatores genéticos
    • Fatores ambientais
    • Mudanças na vida, como perdas, estresse ou traumas
    • Doenças médicas, como hipotireoidismo ou anemia

    A melancolia X tristeza

    A melancolia é um transtorno psíquico, enquanto a tristeza comum é um estado emocional normal. Embora possam parecer semelhantes, são diferentes da depressão.

    A tristeza comum é inexplicável e vaga, sendo difícil identificar a causa.

    No entanto, quando experimentada de maneira saudável, pode levar a uma reflexão mais profunda, aumentando a consciência do presente e a compreensão emocional dos outros.

    Mas se persistir por muito tempo, pode afetar a saúde física e mental.

    Tanto o teólogo Richard Baxter do século XVII quanto a medicina moderna alertam para os efeitos negativos de uma tristeza prolongada.

    Portanto, é importante não romantizar a melancolia e reconhecê-la como um problema de saúde mental.

    O Luto e Melancolia, por Freud

    Na obra Luto e Melancolia de 1917 Freud defendeu que a melancolia e luto eram reações parecidas à perda.

    Entretanto, acabam se diferenciando quanto a viver o luto em questão onde se lida com a tristeza da perda conscientemente.

    Por outro lado, o estado melancólico a perda vem de algo sem identificação ou compreensão e o processo ocorre inconscientemente.

    Assim sendo, o luto fica visto como um processo saudável e natural, já que existe o catalisador da perda. A fase melancólica é vista como uma doença, precisando de uma abordagem quanto a tratamento.

    Características da melancolia

    A melancolia tem semelhanças com a depressão e outros transtornos, exigindo um diagnóstico cuidadoso.

    Suas características incluem:

    • Apatia: Sentimento de bloqueio emocional, resultando em falta de reação às emoções e uma sensação de vazio e solidão. Pode-se sentir como um “zumbi emocional”.
    • Isolamento: Pouco interesse ou desejo de interagir com o mundo exterior, levando à reclusão e evitando gasto de energia. Isso pode se aproximar da depressão.
    • Desânimo: Falta de interesse até nas atividades mais simples para sair desse estado, devido à falta de motivação e ao declínio emocional.

    Como isso afeta a nossa vida

    A melancolia pode ter um grande impacto em nossa vida diária:

    Trabalho:

    • Dificuldade em realizar tarefas de forma satisfatória, levando a um declínio no desempenho.
    • A perda do emprego pode não ser tão preocupante para quem está vivenciando a melancolia.

    Vida social:

    • Pouco interesse em interagir com a família, amigos e o mundo em geral.
    • A apatia torna as relações vazias, desinteressantes e desmotivadoras.

    Relacionamentos:

    • Dificuldade em se conectar emocionalmente com os outros devido à limitação emocional.
    • Tendência a se afastar do parceiro, comprometendo a relação.

    Tratamento da melancolia

    A melancolia é um transtorno de humor que pode afetar a vida pessoal e profissional de uma pessoa.

    O tratamento de primeira linha para a melancolia é a psicoterapia, que pode ajudar a entender as causas da melancolia e desenvolver estratégias para lidar com os sintomas.

    A psicoterapia pode ser individual ou em grupo e pode ser realizada por um psicólogo ou psiquiatra.

    Os principais objetivos da psicoterapia são:

    • Entender as causas da melancolia
    • Desenvolver estratégias para lidar com os sintomas da melancolia
    • Melhorar a qualidade de vida

    Além da psicoterapia, os medicamentos antidepressivos também podem ser úteis para tratar a melancolia.

    Os medicamentos antidepressivos funcionam aumentando os níveis de serotonina e noradrenalina no cérebro.

    Esses neurotransmissores desempenham um papel importante no humor, na regulação do sono e na redução do estresse.

    Os medicamentos antidepressivos geralmente são tomados por pelo menos seis meses, mas podem ser necessários por mais tempo.

    Os principais efeitos colaterais dos medicamentos antidepressivos são:

    • Náusea
    • Diarreia
    • Insônia
    • Sonolência
    • Alterações no peso

    Além da psicoterapia e dos medicamentos antidepressivos, uma alimentação balanceada e rotina de exercícios também podem ser úteis para tratar a melancolia.

    Uma alimentação balanceada fornece ao corpo os nutrientes necessários para funcionar adequadamente.

    A atividade física também pode ajudar a melhorar o humor, aumentar a energia e reduzir o estresse.

    Se você está experimentando melancolia, é importante buscar ajuda profissional.

    Um terapeuta ou psiquiatra pode ajudá-lo a desenvolver um plano de tratamento personalizado para suas necessidades.

    Considerações finais sobre melancolia

    A melancolia mostra o quanto somos frágeis e vulneráveis a abalos emocionais que se aprofundam continuamente.

    Existe uma certa oposição do melancólico em relação ao mundo, pois enquanto ele não o sente, todo o resto nota sua ausência.

    Isso pode significar a perda de experiências importantes ao seu desenvolvimento e maturação.

    Se você está experimentando melancolia, é importante buscar ajuda profissional. Um terapeuta pode ajudá-lo a entender a origem da sua melancolia e desenvolver estratégias para lidar com ela.

    Os medicamentos antidepressivos também podem ser úteis para aliviar os sintomas da melancolia.

    Um apoio grandioso para se obter nessas ocasiões é o nosso curso online de Psicanálise Clínica. Além de aprimorar o seu autoconhecimento, consegue lapidar as ferramentas necessárias para alcançar o seu potencial completo.

    Isso significa entender mais de si mesmo e garantir segurança para lidar adequadamente com a melancolia ou qualquer desconforto emocional!

    5 thoughts on “Melancolia: 3 características do melancólico

    1. Oi, eu sou do tipo melancólico, gostei do trabalho que fizeram, busquei o assunto por causa de trabalho, quero escolher uma area profissional que não seja artistica pois isso fere alguns valores, mesmo eu tendo habilidade para isso. Quero uma renda de 10.000, por mês para começar outros projetos maiores, mas esse é o começo. Há algum melancolico na equipe de vocês para eu conversar, talvez ele me entenda e se aprofunde em algum assunto comigo.

      1. Oi, gostaria de conversar, sou melancólica também. Eu não sabia, pois achava que era do TDAH, mas pode ser algo de fora. Se quiser… mande um email: [email protected]
        Avisa que é sobre o conteúdo sobre MELANCOLIA no email (:

    2. Estranho. Não me identifico muito com o texto, mas sem dúvida sou extremamente melancólico. Dos pontos citados, apenas o isolamento acontece comigo. Me isolei tanto do mundo que atualmente moro sozinho, em área rural, longe de qualquer ser humano. Me vejo claramente refém de minha própria mente e não aceito isso. Sinto sentimentos que não sei explicar, exatamente como um luto sem motivo, como uma saudade do que não vivi… Isso não é bom nem romântico. Sinto isso desde criança e nunca mudou. Atualmente me esforço para meditar, praticar exercícios, focar no presente… Mesmo assim, determinadas coisas são gatilhos tão fortes que não consigo ser forte suficiente. Já vi bastante conteúdo de psicologia sobre o assunto, tento compreender o que se passa comigo, prever meus comportamentos e trabalhar isso, mas infelizmente é um assunto pouquíssimo abordado e não consegui ir muito a fundo. Mas tenho esperança de ao menos controlar isso… um dia.

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