A Mulher Maravilha se tornou um grande ícone para a cultura pop. Nesse artigo, trazemos uma análise do filme Mulher Maravilha (1984). Confira!

Mulher Maravilha (1984): análise do filme e da personagem

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A Mulher Maravilha se tornou um grande ícone da cultura pop. Tanto que a personagem em seus filmes mais recentes conversou a respeito de temas relevantes para o público atual. Por isso, hoje nós faremos uma análise do segundo filme da heroína, da própria personagem e do contexto no mundo real.

Enredo

Em Mulher Maravilha 1984 nós acompanhamos Diana Prince que, embora superpoderosa, não está imune à dor da perda. Tudo porque a heroína continua de luto por Steve Trevor, a sua primeira paixão que se sacrificou décadas atrás. Enquanto Diana lida com essa perda, ela continua a salvar, de forma anônima, os inocentes que precisam de ajuda.

Entretanto, Diana encontra um artefato místico bastante poderoso quando enfrenta um grupo de assaltantes em um shopping. Por causa do poder dessa pedra mágica, Diana presencia o nascimento de dois novos super vilões. Além disso, Steve Trevor, quem ela acreditava ter morrido, retorna para a sua vida.

À medida que o filme avança, nós presenciamos os personagens divididos entre o desejo, a verdade e suas consequências. Afinal, Diana queria o seu amado de volta e conseguiu. Porém, o seu desejo lhe custou a sua própria força. Quanto aos vilões, eles ganham poder ao passo que vão perdendo os seus lados humanos.

Mulher Maravilha 1984: um filme sobre esperança e a dualidade da vida

No segundo filme Mulher Maravilha nós percebemos que se trata de uma história sobre esperança e dualidade. Assim que as pessoas descobrem o poder da pedra mística, em geral, elas são tomadas pela ganância. Caso elas soubessem dos custos, é provável que pensassem duas vezes a respeito do que desejavam.

Além disso, o filme humaniza a protagonista, de modo a explorar as suas emoções e intenções. Mesmo que ela seja filha de um deus, Diana jamais conseguiu lidar com o vazio deixado pela perda de Steve. Assim como muitos telespectadores, Diana precisa do seu próprio tempo para superar o luto.

A princípio, Diana é um grande simbolismo para a redenção, visto que ela tenta incapacitar as pessoas em vez de matá-las. Mesmo que as pessoas sejam corrompidas por suas fantasias inocentes, Diana se mantém fiel a quem ela é. Tanto ela quanto outros personagens fazem o público enxergar o que a humanidade pode ter de bom.

A vida comum da Mulher Maravilha

Nós vemos nesse segundo filme que Diana Prince se sente solitária e incapaz de seguir com a sua vida. Enquanto ela trabalha em um museu, divide o seu tempo salvando pessoas como a Mulher Maravilha. Mesmo que a personagem viva entre a civilização há quase 70 anos, sente a nostalgia e saudade de quem já partiu.

Para as pessoas que assistiram ao primeiro filme a protagonista é bastante ingênua em relação ao mundo da guerra. Ainda que ela viva há quase sete décadas na civilização, é importante destacar que não absorveu o cinismo das pessoas. Embora ela não seja tão ingênua quanto antes, a Mulher Maravilha ainda tem esperanças na humanidade, observando-a com amor.

O simbolismo da esperança

A Mulher Maravilha foi criada em 1941 por William Moulton Marston como oposição aos heróis da época. Segundo Moulton, heróis super violentos eram a pauta daqueles tempos e serviam de mau exemplo por valorizar a força bruta. Com o intuito de ressignificar esse cenário, William Moulton pensou em uma heroína:

  1. Altruísta;
  2. amorosa;
  3. benevolente;
  4. empática.
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Assim, surge a Mulher Maravilha que mesmo tão forte quanto outros heróis violentos, tem valores. Mesmo que ela possa usar armas ou golpes mortais, sempre prefere desabilitar os adversários e reabilitá-los.

Maxwell Lord

O maior antagonista que Diana teve de lidar em Mulher Maravilha 1984 foi Maxwell Lord. Ainda que pareça ser bem-intencionado, Maxwell possui um carisma duvidoso. Logo que ele encontra a pedra mística, ele inicia a sua jornada para se tornar um deus e abrir mão da sua humanidade.

Maxwell Lord possui, sem dúvida, muitas camadas em seu arco pessoal, algo que o torna mais interessante. Por meio da história dele nós podemos refletir a respeito de:

  1. O que é necessário para alcançar o sucesso;
  2. se o valor material das coisas é maior que o bem-estar das pessoas;
  3. o poder que um grupo de pessoas com riquezas específicas exerce no mundo;
  4. ser um bom exemplo para o filho, já que a criança o enxerga como herói.

Barbara Minerva, a Cheetah

A Barbara Minerva, que após se transformar em Cheetah, deve ser vista como um espelho distorcido da Mulher Maravilha. Logo no início do filme nós vemos que Barbara é uma mulher frágil e motivo de piada para as pessoas. Com exceção de Diana, todas as pessoas ao redor evitam manter contato com ela.

Assim que a personagem ganha os seus poderes em contato com a pedra, ela traz à tona quem desejava ser. Barbara sempre nutriu o desejo pela atenção das pessoas e quando consegue ela perde a sua humanidade. Mesmo assim, ela está disposta a manter o seu desejo e acabar com quem ousar a desafiá-la.

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    Talvez fosse mais interessante para o público ver que a forma felina da personagem fosse uma consequência do desejo. Isso porque Barbara sempre gostou de felinos e a sua transformação em Cheetah foi consentida, algo que não causa tanto impacto. Ao contrário de Diana, Cheetah não se importou de se tornar uma opressora quando teve a oportunidade.

    A pedra misteriosa

    O cristal místico em Mulher Maravilha 1984 serve para desenvolver as motivações dos personagens. Dessa forma, o público pode perceber que cada personagem têm muito o que ganhar e perder na trama. Por exemplo, Diana reencontrar o seu amor, Maxwell ser respeitado e Barbara não ser mais menosprezada.

    Com a ajuda do poder desse artefato nós percebemos até aonde esses personagens podem ir. Ainda que sejam heróis ou vilões, as possibilidades que o cristal místico oferece os faz confrontar suas atitudes. Somente na conclusão, quando eles renunciam ou aceitam as consequências do desejo, descobrimos quem eles são de verdade.

    Embora o filme seja exagerado e colorido, alguns personagens são consumistas e individualistas em muitos momentos. De acordo com a própria diretora, os anos 1980 representam o pior e o melhor da humanidade, mas eles ainda podem buscar pela redenção.

    Considerações finais sobre Mulher Maravilha

    Mulher Maravilha 1984 é um filme que faz o público refletir a respeito das próprias escolhas na vida. Todos nós temos muito a perder sempre, porém as nossas atitudes diante das situações e possibilidades revelam quem somos. Apesar do tom de fantasia, os personagens têm motivações sólidas e, entre erros e acertos, são humanos.

    Mesmo que tenha perdas importantes, a protagonista não perdeu a esperança de que as coisas possam melhorar. Nós podemos tomar essa mensagem para muitas situações das nossas vidas.

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