resumo de Nise o Coração da Loucura

Nise o Coração da Loucura: análise e resumo do filme

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Nise o Coração da Loucura é um filme brasileiro dirigido por Roberto Berliner e estrelado pela atriz Glória Pires. Quer saber sobre o longa? Então, confira agora mesmo o nosso post!

Sinopse do filme Nise da Silveira

Segundo a sinopse oficial do filme, a história se passa nos anos 1950. Uma psiquiatra chamada Nise da Silveira (Glória Pires) que é contrária aos tratamentos convencionais de esquizofrenia daquela época é isolada pelos demais médicos.

Então, ela decide assumir o setor de terapia ocupacional. Assim, Nice inicia uma nova maneira de lidar com os pacientes, por meio do amor e da arte.

Resumo de Nise o Coração da Loucura

O filme “Nise: O coração da loucura” conta a história da psiquiatra alagoana Nise da Silveira. Ela trouxe inovações em tratamento ofertado para as pessoas que têm problemas mentais e, de forma especial, para as que possuem esquizofrenia. Além disso, ela aplicou maneiras alternativas de cuidados, que tinha como base:

  • a arte;
  • o afeto;
  • o convívio com animais.

Todas essas formas visavam substituir métodos mais agressivos e comparáveis à tortura.

Na trama, temos a personagem Nise da Silveira (Glória Pires) que nasceu em Alagoas, em 05 de fevereiro de 1905. Ela se formou na faculdade de Medicina da Bahia em 1926, onde era a única mulher em uma turma de pouco mais de 150 alunos.

Começo do filme

A história do filme começa a ser contada no ano de 1944 e não apenas a Nise aparece, mas também os seus pacientes. Uma das primeiras cenas do longa é a personagem principal em frente ao Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

Contudo, ela encontra bastante dificuldade para entrar no local, pois demoram para abrir o portão. Lá dentro, Nise vê um lugar em que os pacientes estão em condições sub-humanas, afinal o local está insalubre e as pessoas estão presas como se fossem animais. Uma das ideias que vem à mente é que não há direito à dignidade da pessoa humana.

Os pacientes tinham os mais diversos quadros clínicos, todavia recebiam o mesmo tipo de tratamento. Além disso, eles eram tratados com bastante hostilidade. Essas são as principais impressões que a psiquiatria se deparou.

Saiba mais…

Dentro do corpo médico, Nise percebeu o machismo muito presente, pois ela é a única mulher a ocupar o auditório em uma palestra sobre uma técnica de indução à convulsão através da eletricidade. Aliás, é durante essa apresentação, em que todos ficam felizes com a técnica, que Nise fica bastante perplexa e afirma que não acredita nesse tratamento.

Mesmo diante de um ambiente tão hostil para novas terapias, ela não desiste de contribuir para a melhoria do setor. Um dos locais em que ela se inspira é o Setor de Terapêutica Ocupacional do Centro Psiquiátrico Pedro II. Assim como os demais lugares, Nise encontra diversos problemas como a precária estrutura física das instalações.

No entanto, ela decide colocar em prática, por conta própria, as técnicas de tratamento mais alternativas e humanas.

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Início de seus trabalhos

Nise dirigiu essa seção entre os anos de 1946 e 1974. Aliás, foi nesse ambiente que ela conseguiu pôr em prática técnicas mais humanas. Ela refutou antigas teorias psiquiátricas e acreditou que inconsciente de esquizofrênicos poderia ser acessado por meio de desenhos, pinturas e modelagens.

Por conta disso, ela passou a usar a arte como forma de tratamento. E, assim, as suas intervenções permitiram que a linguagem de tais pacientes fossem reveladas por meio de traços e modelagens.

Na primeira vez que Nise reúne os pacientes, ocorrem várias coisas que fogem do seu controle, já que todos não estavam acostumados a viver em comunidade. Um dos personagens que retrata isso é o Lúcio (Roney Villela). Ele vivia bastante isolado, pois era considerado “um animal”.

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    Saiba mais…

    A psiquiatra coloca sempre em primeiro lugar o bem-estar dos pacientes, especialmente, os mais perigosos. Com essa sensibilidade, ela consegue resgatar a humanidade deles, mesmo tanto tempo de sofrimento. Junto com seus colegas, Nise implantou um pequeno ateliê de artes para ajudar na comunicação com os seus pacientes.

    Aliás, é no meio das pinturas que os doentes denunciavam os horrores que sofriam nos hospitais. Geralmente, nessas imagens havia bastante geometrismo presente e, por conta disso, Nise começa a se corresponder por cartas com Carl Jung, dizendo-lhe sobre essas representações geométricas.

    Como resposta, o psicoterapeuta suíço afirmou que os círculos eram mandalas, o que explica o quadro clínico dos pacientes.

    Além das artes

    Outro ponto abordado no filme é que a psiquiatra se atentou em outras manifestações culturais, como passeios e festividades. A intenção era que todos tivessem a oportunidade de conviver em grupo.

    Além disso, Nise percebeu que muitos pacientes não gostam de interagir com outras pessoas, contudo, interagem-se bastante com os animais. Por conta disso, ela ajuda eles a adotarem um um bicho de estimação.

    Nise o Coração da Loucura: Outras dificuldades

    Nise deparou-se com diversas dificuldades, que são apresentadas no filme, como a resistência da administração do hospital. Já que o diretor não aceita que os pacientes convivam com os animais e alega que há chances de transmissão de doenças.

    Um dia, todos os animais são encontrados mortos por conta de um veneno e, por isso, muitos pacientes se revoltam. Lúcio fica bastante alterado que já estava com um quadro estável, o que comprova que o tratamento de Nise dava certo. Com a morte de seu bichinho, ele tem um novo surto e agride o enfermeiro Lima (Augusto Madeira).

    Devido a esse acontecimento, a psiquiatra decide encerrar o Setor de Terapêutica Ocupacional do Centro Psiquiátrico Pedro II. Além disso, ela leva as obras dos seus pacientes para uma exposição em uma grande galeria de artes.

    Consequências dos trabalhos de Nise

    Os trabalhos desenvolvidos por Nise da Silveira são um grandes divisores de águas no serviço de psiquiatria no Brasil. Afinal, a partir da década de 1970, houve mais debate sobre saúde mental, devido ao movimento da Reforma Psiquiátrica. Por conta disso, a psiquiatra é bastante influente, pois trouxe um outro olhar para a loucura por meio da arte.

    Devido a este cenário trazido por ela, houve várias conquistas como o fechamento de hospitais psiquiátricos e a instalação de serviços substitutivos. Assim, foram criados, por exemplo,:

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    Recepção crítica e prêmios de Nise o Coração da Loucura

    O filme sobre Nise da Silveira foi um dos grandes destaques e isso refletiu na crítica cinematográfica. De acordo com o Rotten Tomatoes, um site em que as pessoas opinam sobre cinema e televisão, Nise recebeu críticas positivas com uma avaliação de 86%.

    Esse sucesso todo se deve à forma surpreendente da atuação da Glória Pires, além da maneira emocionante que o filme trata o assunto de realidade desses pacientes. Por fim, o filme mostra como Nise trouxe esperança e humanidade para a vida de pessoas que antes eram tão mal tratadas.

    Considerações finais sobre Nise o Coração da Loucura

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