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Paranoia: significado em Psicologia

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A nossa mente é sensível e requer cuidados para que não se volte contra nós. Contudo, quando isso acontece, adocemos e mostramos uma fragilidade psíquica que pode chegar a um estado desconfortável. Entenda o significado de paranoia, suas raízes e como trabalhá-la em um tratamento eficaz.

O que é paranoia?

A paranoia, pensamento paranoico ou paranóide, se trata de uma perturbação quanto ao pensamento distorcido. Em outras palavras, é um pensamento delirante, embora lúcido e sitemático sobre uma ideia ruim. É algo crônico, mas sem apresentar alucinações, além de desenvolver uma lógica interna sobre uma ideia irreal.

Com isso, o indivíduo cria uma suspeita e desconfiança de que alguém ou alguma coisa o persegue. Diante disso, acaba sempre direcionando  a algo ruim e que colocaria a sua vida em risco. Em suma, tal evento ou pessoa o escolheu justamente para ser alvo de planos para acabar com a sua vida.

O problema se manifesta em escalas variadas, mas não deixa de se mostrar um grande problema na vida do portador. Com isso, pode ser mais simples e discreta para que se ajuste ao meio social. Além disso, também pode ser algo cruel, de maneira que o proíba de ter liberdade e se colocando em risco.

Sintomas

Antes de mais nada, queremos deixar claro que a lista de sintomas são pontos em comuns encontrados nos indivíduos com distúrbio. Cada um passou pelo médico para avaliar sua condição e ter alguns desses sintomas não te coloca na mesma posição. O especialista vai observar se há e como anda a:

Desconfiança: esse é um dos sinais mais evidentes do distúrbio, dificultando os seus relacionamentos em qualquer nível. Por isso é importante observar.

Esforço e ansiedade: a mente faz um esforço muito grande enquanto tenta acompanhar a realidade. Isso vem acompanhado de uma ansiedade que antecipa conflitos muito próximos e sempre graves.

Fadiga: a preocupação constante cansa, por mais absurdo que pareça. Por isso que não é incomum um cansaço frequente no paciente.

Medo: já que imagina ser alvo de perseguição ou ataque, por mais que não pareça, o medo o segue durante o dia inteiro.

Sensação de isolamento: dificilmente outra pessoa saberá lidar com isso e o doente se sentirá só, por mais que a boa intenção dos outros prevaleça.

Amargura: é difícil para ele captar algum afeto tanto quanto é difícil para alguém se aproximar. Isso resulta numa pessoa amarga, sem muita expectativa quanto a vida.

Depressão: aqui já temos um pulo para uma doença, fazendo com que a união das duas intensifiquem a presença em sua mente.

Causas da paranoia

Até o momento não foram estabelecidas as causas concretas da questão, o que estendeu os estudos. Graças a isso que pesquisadores enfrentam várias abordagens a fim de encontrar um padrão específico nos casos. Tal como outros males psíquicos, até aqui, há apenas sugestões sobre a raiz do problema.

O primeiro deles é algum trauma que mudou o seu modo de viver e refletir a vida. Por meio disso se cria um esforço muito grande e repentino, de modo a esgotar qualquer mente sadia. Tanto que desordens de humor, como a ansiedade, mesmo ela sendo sintoma, podem influenciar no seu surgimento.

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Além dela, depressão e fobias podem impactar de forma negativa na criação dessa bolha na mente. Note que cada uma das prováveis causas mudam a sua maneira de enxergar o mundo onde vive. Seu estado paranoico pode ser desencadeado aos poucos e se fixar no seu cotidiano mesmo sem perceber.

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    Tipos de paranoia

    Os estudos sobre o probema tem três categorias distintas, sendo elas:

    Distúrbio Paranóide de Personalidade

    As pessoas com esse tipo de distúrbio costumam desconfiar sem motivo aparente. Infelizmente, a sua forma de pensar pode comprometer suas atividades da vida social e profissional. Os sinais mais comuns de sua presença são:

    • desconfiança;
    • comportamento distante e frio;
    • grande sensibilidade

    Distúrbio Delirante Paranóide

    Aqui o delírio mais persistente se destaca, embora não bizarro, não possui sintoma de qualquer distúrbio. Porém aqui existe uma classificação sobre os tipos distintos de delírio:

    • hipocondríaco;
    • megalomania ou delírio de grandeza;
    • do ciúme;
    • persecutório;
    • erótico.

    Esquizofrenia Paranóide

    Pensamentos e comportamentos podem compor uma esquizofrenia específica. Nisso, desenvolvem alucinações e delírios bizarros, ouvindo vozes ou achando que suas mentes estão sob controle. Sem contar a família e o trabalho, já que essas ligações emocionais se desmancham.

    Ligações

    A paranoia acaba por se conectar com outros problemas mentais, incluindo aqueles influenciados pelo ambiente. Como dito linhas acima, quando o problema vai se somando com outros empecilhos, as coisas se acumulam. Nesse caminho, os sinais e consequências um do outro fica repertindo entre os distúrbios e tomando conta do seu bem-estar.

    Como exemplo temos as perturbações ansiosas, de modo que a ansiedade da pessoa com o problema se torna um item independente, mas ainda prejudicial. Indo além, acaba abrindo margem para que as fobias possam ganhar espaço. Algumas mais específicas, como o medo de ficar em público ou em espaços abertos.

    Diferenças entre paranoia e esquizofrenia

    Embora sejam caracterizadas pelos delírios, a paranoia e a esquizofrenia carregam suas particularidades. Na primeira existe uma ideia de perseguição, uma grandeza quanto aquilo que se pensa e se projeta. Por sua vez, a esquizofrenia acaba afastando o indivíduo da realidade, de modo a quebrar o seu ego.

    As diferenças aqui começam pela paranoia dar liberdade para se focar em seus objetos defesa. Em outras palavras, o seu medo é mais sólido e real, mesmo sendo algo sem compreensão. Para quem está de fora, é injustificado, mesmo sendo algo mais palpável por se aproximar da realidade.

    A esquizofrenia manifesta o medo através de fantasias incluindo imagens que outras pessoas ão percebem, já que não tem sentido. O esquizofrênico acaba se protegendo da não-aceitação em relação ao seu medo pelos outros indivíduos. Além de se afastar delas internamente, acaba se encaixando num estado paranoico mais intensificado.

    Tratamentos para paranoia

    Os pensamentos da paranoia acabam por dificultar a aplicação do processo de terapia no paciente. Muitos acabam sendo levados a pensar com desconfiança sobre o modo de investigação utilizado para ver seu histórico. Com isso, podem negar remédios e internação, já que isso pode ser interpretado como perda de controle ou o expor a perigos.

    Em relação aos medicamentos, eles são úteis para que os seus sintomas se minimizem e não interfiram no cotidiano como antes. Alguns comportamentos podem ser melhorados, porém alguns sintomas permanecem.

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    Por meio da psicoterapia cada um dos seus medos podem ser conversados com um profissional qualificado. Trabalhando as suas desconfianças com frequência é possível retomar uma rotina sadia. Ainda que seja um obstáculo complexo, as amarras criadas por ele podem ir se desfazendo com o tempo.

    Paranoia ou preocupação? 

    Apesar de paranoia ser de fato um problema mundial e sério, é importante se atentar a diferença entre ela e a preocupação, pois muitas pessoas tendem a confundir.

    Todo esse comportamento tem o motivo de evitar que uma catástrofe ocorra. Tal fenômeno pode ser explicado pela Psicologia Cognitiva, que acontece quando baseamos nossas previsões, decisões ou a frequência de alguma atitude em informações que estão mais acessíveis ou fáceis em nossa memória.

    Portanto, para medir o que pode ser essa “insegurança”, uma dica importante é pensar na probabilidade de algo ruim acontecer e fazer um “balanço” sobre as vantagens e desvantagens delas. Depois, pensar quais recursos podem resolver um possível problema. Por exemplo, comprar um seguro de viagem. Aí, resta pesar o que de melhor pode estar por vir.

    Considerações finais sobre paranoia

    A paranoia vai além da ideia utilizada em produções de entretenimento, que transforma a própria mente do paciente em armadilha. Nisso, a sua percepção sobre a realidade muda e coisas simples podem ser interpretadas como ameaças. Aos poucos, o estilo de vida o coloca em um lugar de distorções e más interpretações sociais.

    É preciso dar o suporte adequado a essa pessoa para que ela comece o tratamento e não se ausente. Ainda que pareça mais um perigo, o problema de verdade está em ficar cercado de pensamentos violentos e confusos. Conseguir autonomia envolve um trabalho de confiar em si mesmo junto ao outro e abraçar a mudança necessária à libertação.

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