Psicanálise é pseudociência ou ciência? Entenda

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Muitos se questionam a respeito da visão da Psicanálise como uma ciência em definitivo. A discussão acaba por levantar indivíduos cuja as opiniões se confrontam, ainda que se direcionem em alguns pontos. Com a leitura abaixo, veja se a Psicanálise pode ser considerada de fato uma ciência ou se encaixa como pseudociência.

A Psicanálise é uma pseudociência?

Sim, a Psicanálise pode ser considerada uma pseudociência pela dinâmica de trabalho que exerce nos consultórios. Essa psicoterapia não trabalha as coisas como essas se apresentam de fato, recorrendo à subjetividade para operar. Com isso, ela vem para mostrar o motivo de determinado objeto ou tema significarem algo para alguém.

Assim, essa pseudociência busca investigar cada peça de vivência que não alcança a ciência. O processo é feito de forma dependente, de modo que tudo se curve à existência do indivíduo estudado. Já a ciência trabalha de forma a estudar e verificar como o mundo é fora do alcance do sujeito. Esta se apoia na objetividade para montar seu discurso.

Embora tenha conquistado um grande espaço no mundo, a Psicanálise como pseudociência cedeu lugar para outras abordagens. Isso aconteceu porque é comum o desejo por caminhos rápidos que levem às respostas curtas. Com isso, a interpretação de objetos mais complexos se direcionou a quem busca respostas complexas.

Psicanálise X Ciência

Quando falamos em Psicanálise, podemos perceber que a psicoterapia carrega um contato complexo com a ciência. Isso se deve à extensa pluralidade da primeira, fazendo com que ela se divida em várias categorias , dependendo da visão. Com isso, muitas acabam enveredando e se aproximando de um aspecto científico enquanto outras o renegam.

Dessa forma, não se pode construir um consenso adequado para encaixá-la no rótulo de ciência comum. Sem contar que, como visto acima, sua estrutura de trabalho difere de qualquer caminho científico na maioria. Enquanto a Psicanálise investe em métodos experimentais, a ciência prossegue por tijolos físicos e caminháveis a olho nu.

O berço de trabalho da Psicanálise é o inconsciente, objeto sem a capacidade de observação e sem poder ser testado. Ainda assim, isso não serve de freio aos resultados que a psicoterapia conquistou ao longo dos anos. A mesma se mostra muito eficaz em casos complexos. Ademais, é uma rota segura para que estudemos fenômenos culturais em sociedade.

Sua condição não limita sua relevância

Ainda que a Psicanálise seja considerada uma pseudociência, a mesma não perde sua importância e valor. Devemos ter em mente que, mesmo saindo de padrões e métodos científicos, a psicoterapia consegue resultados satisfatórios há anos. Ademais, ambas acabam se complementando, fazendo com que esta última sirva de apoio aos pacientes.

Como forma de complementar um tratamento convencional, se recomenda a psicoterapia como garantia. Esse cuidado a mais visa proteger os resultados obtidos por outros caminhos e abrir margem a outros. Assim, a psicoterapia, mesmo não sendo uma ciência convencional, carrega um papel valoroso no tratamento das pessoas.

O papel da subjetividade

A Psicanálise como pseudociência tem em uma de suas maiores características a subjetividade. Segundo ela, os eventos que se manifestam na vida do sujeito são interpretados com base em suas experiências. Ao mergulhar em cada ponto que o compõe, é possível observar a:

Construção do sujeito

Estes são os elementos que ajudaram a compor a sua estrutura psíquica, emocionais e resultam em seus comportamentos. Com base em sua história de vida, é possível compilar tudo o que o motivou a ser como é hoje. A psicoterapia promove uma jornada para entender como esse indivíduo se estruturou de acordo com suas experiências.

Inserção

A forma como este se conecta com o mundo também é estudada de forma subjetiva e ampla pela psicoterapia. A ideia é entender as razões de como esse reage aos estímulos externos e como eles impactam em sua vida. Cabe ressaltar que todo esse processo não é palpável, se valendo de interpretações com base em sua história de vida.

A rota do psicanalista

A Psicanálise como pseudociência caminha por uma rota oposta à da ciência quando se pensa em modo de trabalho. Enquanto um cientista se isenta para não interferir nos resultados, um psicanalista faz o contrário. Assim, ele procura se aproximar de toda a estrutura que faz o seu paciente ser sujeito. Ele se vale de algumas ferramentas, como:

Significações

A dinâmica simbólica é trabalhada em cima das interpretações que o psicanalista alcança com o paciente. Como dito linhas acima, todo o histórico do paciente é olhado a fim de extrair alguma informação valiosa. Dessa forma, a natureza de cada experiência traz significados passíveis de cada olhar humano e se adequa ao que precisa.


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Escolhas

Além dos significados, as escolhas que o cliente costuma tomar em sua vida também são observadas. Estas derivam diretamente da perspectiva que este cultivou com base em sua história. O mesmo cria um padrão específico de pensamento e usa dele para escolher suas rotas. A depender de sua índole, isso pode ser ao bem ou ao mal.

Incertezas

A ciência não consegue elaborar e capturar uma resposta às incertezas que o indivíduo carrega, mas a Psicanálise sim. A mesma monta um caminho sistematizado para explicar as dificuldades que sentimos diante de escolhas a serem feitas. Os resultados dependem diretamente da forma como o indivíduo é influenciado externa e internamente.

Considerações finais: psicanálise como pseudociência

A Psicanálise como pseudociência visa mostrar o porquê das coisas significarem algo ou não ao sujeito. O mesmo carrega dúvidas a respeito da própria natureza que um caminho convencional e coletivo não consegue responder. Com isso, visando obter respostas a partir de si, o mesmo recorre a psicoterapia.

Como viu acima, tudo parte em direção ao indivíduo e isso ajuda a proteger essa pseudociência. Como ele se torna o centro de atividade da sessão, se sente acolhido e atendido pela mesma. De forma direta, ainda que subjetiva, ele encontrará os mecanismos que influenciam em sua vida e comportamento.

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