Pulsão Sexual e Libido para Freud

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Neste Resumo, você vai entender o significado sobre o que é Pulsão sexual e Libido, suas diferenças e semelhanças. São conceitos fundamentais para a Psicanálise de Freud não só do ponto de vista sexual, mas também para a compreensão da Felicidade e do Desejo humano, em seu aspecto mais amplo.

A sexualidade como chave da compreensão humana

Apesar da evolução sobre o que compõe o assunto, mesmo nos dias de hoje, é muito difícil falar sobre sexualidade sem entrarmos em conflito com as barreiras sociais, morais, religiosas, assim como discordâncias teóricas. A sexualidade está presente desde o momento do nascimento e nos acompanha até a morte.

A Psicanálise enfatiza o tema sexualidade, pois é considerado a chave para a compreensão da mente humana. Porém o contexto é bem mais abrangente, pois trata-se de uma sexualidade pulsional.

Sigmund Freud, foi um dos primeiros profissionais a investigar a sexualidade e sua importância na formação psíquica dos seres humanos. Suas descobertas causaram uma ruptura com as ideias concebidas na época, principalmente no que diz respeito à sexualidade infantil.

Pulsão sexual e libido

A infância sempre esteve vinculada a inocência e os bebês e crianças eram considerados assexuados, como se a sexualidade fosse desperta apenas na puberdade.

Freud desenvolveu a teoria da sexualidade infantil, durante os tratamentos clínicos em seu consultório, nos quais observou transtornos psicológicos apresentados por seus pacientes já adultos. É aí que surge os termos pulsão sexual e libido.

Por ele apresentar muita dificuldade em definir o que seria sexual, talvez por causa da época em que vivia, na qual tudo que se referia ao tema era considerado como impróprio e não deveria ser debatido ou investigado. Para falar sobre sexualidade, dois itens são de grande importância, que são: a pulsão sexual e a libido.

Significado de Libido

O termo “libido” em latim significa “desejo” ou “vontade”. No dicionário Michaelis, a definição de libido é: “Energia psíquica que, segundo as teorias freudianas, provém do instinto sexual e determina toda a conduta da vida do homem”. A noção de libido é um conceito-chave para compreensão de Pulsão sexual.

No dicionário, a definição de pulsão é: “Pressão constante e inconsciente que impele o indivíduo a uma ação que possa conter ou suprir o estado de grande tensão do organismo”.

Quando apresentou a primeira teoria pulsional, utilizou como analogia, para facilitar o entendimento, o exemplo da fome para indicar o funcionamento da pulsão do ego.

A fome era uma força em que manifestava as pulsões de autoconservação. Já a libido era a manifestação das pulsões sexuais, onde se manifestava a dinâmica da sexualidade.

A libido é considerada por Freud como uma grandeza quantitativa, porém, imensurável.

A pulsão sexual que toma o próprio ego

A libido circula livremente pelo organismo, pode ser desviada, recalcada, invertida, deslocada de aparentemente infinitas maneiras. Acreditava-se também que poderia apenas ser considerada como força motora da pulsão sexual, e, como motor da pulsão de vida.

A fonte de uma pulsão é a sua zona erógena. O objetivo da pulsão, está relacionada com a descarga deste acúmulo de libido em um determinado objeto. Entretanto, não há garantia de que a libido chegue de fato a estes objetos, seu destino pode ser desviado para voltar ao “id”, potencializar o “superego”, ou até mesmo tomar o “ego” .

Freud chamou de narcisismo, quando a pulsão sexual toma o próprio “ego” como objeto.

Para facilitar o entendimento, segue a definição de objeto no dicionário:

  1. “Pessoa ou objeto real ou imaginário que serve de alvo de uma pulsão”.
  2. “Qualquer coisa (física ou mental) para a qual uma ação, um pensamento ou sentimento se dirige: Ela era o objeto de sua paixão”.

A energia da pulsão da vida

A libido passa então a ser a energia motora da pulsão de vida, que tem por objetivo descarregá-la em objetos. A partir dos estudos dos distúrbios psicóticos (esquizofrenia, por exemplo), Freud descobriu o processo patogênico da retirada de libido dos objetos para conduzi-la ao “ego”

Uma alucinação, por exemplo, seria essa tentativa da libido de encontrar um objeto externo para descarga, quando na realidade está desviada para o “ego” . Nesse sentido, o objeto (alucinação) é interior, mas parece externo.

Com a segunda teoria pulsional. A libido passa a ser a energia motora da pulsão de vida que tem por objetivo descarregá-la em objetos. Quando o objeto é externo, consideramos a energia como libido de objeto é o próprio “ego”, denominamos como libido narcísica.Na divisão entre pulsão de vida e pulsão de morte, a libido é oposta à agressividade.

Eros e Thanatos

Assim, Freud propõe uma nomenclatura paralela de Eros (pulsão de vida) e Thanatos (pulsão de morte), remetendo-se a Grécia Antiga. Amor e Ódio passam a ser consideradas as energias das pulsões. Esta oposição assume um caráter menos rígido do que o anterior, pois neste momento, Freud aponta a possibilidade de estas energias atuarem em conjunto em muitos comportamentos.

A denominada “compulsão à repetição” é um bom exemplo dessa fusão. Inconscientemente, uma pessoa pode repetir atos ou ações que causam um desprazer perceptível, mas também manifestam um ganho prazeroso imperceptível em um primeiro momento.

O que é Pulsão Sexual?

Para Freud, a definição de pulsão sexual baseou-se primeiramente na diferenciação dela com o que vulgarmente denominamos de “instintos sexuais”. As pulsões sexuais não podem ser reduzidas à simples manifestações dos repertórios sexuais (cópula, masturbação, e outros), mas se trata do impulso energizado pela libido.

Foi o estudo da histeria e neurose obsessiva que permitiu a Freud a elaboração do funcionamento da pulsão no psiquismo. Os sintomas neuróticos sucediam do fato de que os impulsos pulsionais sexuais de seus pacientes eram recalcados pelo “ego”, porém, ao serem rejeitados, encontravam caminhos complicados através do inconsciente.

No desenvolvimento da sexualidade, durante a infância até a puberdade, a pulsão sexual manifesta-se em um conjunto de pulsões parciais. Estas pulsões compõem a sexualidade infantil, pois seu caráter sexual está relacionado com o vínculo estabelecido com as atividades das zonas erógenas. Por exemplo, a amamentação, ativa uma pulsão parcial na zona erógena oral.

Conclusão

É importante ressaltar a coexistência da pulsão sexual e libido, dada a sua importância desses dois conceito para a abordagem psicanalítica.

O assunto sobre a sexualidade além de abrangente também é polêmico por esbarra em conceitos de moralidade.

Porém, para a psicanálise a sexualidade é a porta de entrada pela qual a criança experimenta o mundo e desperta o desejo. Portanto, podemos afirmar que a Psicanálise trata este assunto com a devida atenção e responsabilidade.

O presente artigo traz o conceito e significado de Libido e Pulsão Sexual. Deixe sua dúvida ou sugestão abaixo, em Comentários. O texto foi escrito por Vicente Baio, especialmente para o Curso de Formação em Psicanálise.

 

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