A importância da mulher na descoberta da Psicanálise

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Com figuras icônicas masculinas tão evidentes na psicanálise, a começar pelo seu criador, Sigmund Freud, as pessoas acabam se esquecendo da importância da mulher dentro da psicanálise, desde a sua descoberta.

Dentro deste texto, vamos trazer algumas figuras femininas indispensáveis da psicanálise. Assim, será possível fazer alguma justiça a grandes nomes, que contribuíram tanto para que chegássemos no ponto em que estamos hoje.

Apesar de um grande gênio, Freud era um homem de seu tempo, e por vezes, descreveu as mulheres como inferiores. Daí a importância da mulher dentro da psicanálise, para tanto provar que, nesse quesito, Freud estava errado. Além de não serem menores, também foram brilhantes ao deixar sua contribuição para a área.

Primeira Psicanalista Feminina

Historicamente, Helene Deutsch foi, a primeira mulher que veio a participar da Sociedade Psicanalítica de Viena de Freud. Isso aconteceu em 1918. Ela publicou então, seu primeiro livro trazendo como tema a sexualidade feminina. Durante toda sua trajetória, estudou e colaborou na compreensão da mente feminina, com relação aos aspectos observados durante a adolescência. Além disso, se debruçou  também acerca da maternidade.

Seu conceito clínico mais conhecido passou a ser chamado de “como se”. Nesse contexto, explica a origem da capacidade que as mulheres têm em se identificar com as outras. Também estudou amplamente a personalidade esquizóide, em que a pessoa passa a transmitir um sentimento genuíno, mesmo quando não o é. Nesse caso, é de fato, uma pseudo-emoção.

Também em seus estudos acerca da frigidez, descobriu que as pessoas passam a evitar emoções reais, e passam a fingir que se tem algo, além de estabelecer um contato amistoso com as pessoas ao seu redor.

De acordo com Paul Roazen, nessa fase em que ela explorou a temática da sexualidade feminina, Freud se sentiu desafiado. Por essa razão, passou a escrever diversos livros acerca do universo feminino também, estabelecendo uma certa rivalidade intelectual.

Com diversos trabalhos acerca das questões, em especial das que trazem neuroses as mulheres, ela só ficou de fato, famosa, quando elogiou a maternidade na década de 1950. No entanto, essa atitude acabou tornando-a inimiga de alguns grupos feministas, mesmo depois de muitos anos.

Nesse contexto, a psicanalista fez duras críticas ao feminismo. Segundo ela, a apologia reacionária do masoquismo, presente no feminismo, tornaria as mulheres em “homens falidos”. Dessa maneira, elas tentariam agir falsamente com um, porém, sempre com inveja do pênis da espécie.

Assim sendo, como podemos ver, suas idéias floresceram em um ambiente bastante conturbado, e de muita pressão.

Outras mulheres na psicanálise

Sabina Spielrein

Sabina Spielrein, foi também, uma das primeiras psicanalistas femininas. Durante trinta anos de carreira profissional, escreveu 35 artigos, os quais foram escritos em três diferentes idiomas (russo, alemão e francês). Nestas obras, a autora discutiu os seguintes pontos: psicologia do desenvolvimento, psicologia educacional e psicolinguística.

Nesse contexto, seu trabalho mais reconhecido e influente foi intitulado como “Destruição como causa de ser”. Foi escrito em 1912, em alemão.

Spielrein é tida como pioneira na psicanálise. Além disso, também é considerada uma das primeiras a introduzir o instinto de morte. Fez estudos aprofundados acerca da esquizofrenia, e dissertou acerca do tema para uma revista psicanalítica.

Seu relacionamento com Jung, faz com que ela seja lembrada frequentemente, apenas por essa razão, deixando de considerar sua influência dentro da psicanálise, que está muito além de sua conduta pessoal.

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Karen Horney

Outro grande Nome neste meio, é o da Karen Horney, que foi uma das primeiras a criticar os estudos acerca da psicologia feminina, feitos por Freud.

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Ela teve um grande destaque na comunidade psicanalítica, e desenvolveu uma técnica conhecida como “terapia de jogo”, que ainda é amplamente utilizada.

Karen é creditada como fundadora da psicologia feminista, que tem por fim derrubar a teoria freudiana acerca da inveja do pênis.

Segundo ela, comportamento de homens e mulheres têm relação com a cultural em que estão inseridos. Assim, nem sempre se trataria de uma característica inerente à psique masculina ou feminina. Isso porque na verdade, a sociedade molda o que se espera de cada um, e ela provou isso, observando diferentes culturas. Por essa razão, Karen é com frequência, classificada com neo-freudiana.

Antes do surgimento das mulheres dentro dos estudos psicanalíticos

Antes de trabalhos como os mencionados acima serem divulgados, as mulheres eram somente objeto de estudos e tratamento dentro da psicanálise. Nesse contexto, nem mesmo o grande pai da psicanálise foi capaz de compreender o que as mulheres querem.

As mulheres sempre se depararam com muitas questões psicológicas, e portanto recorriam a tratamentos. Isso com a esperança de que, por meio do diálogo, talvez pudessem pôr fim a certas inquietações. Assim, são justamente esses dilemas da mente que levam grande parte da humanidade a não viver plenamente. De qualquer forma, foi esse contato como paciente que acabou despertando o interesse em tantas mulheres a ingressarem nos estudos da psicanálise.

Por se tratar de mulheres, foi possível refutar alguns conceitos de Freud. Essas mulheres, ao saírem da posição de pacientes e assumirem essa grande responsabilidade de estudar a mente humana, expuseram seus próprios sentimentos com relação ao que era estudado por homens.

Assim sendo, temas como adolescência, convívio social, sexualidade, maternidade e como mulheres encaram o sexo oposto ganharam uma novas perspectiva. No entanto, a inovação não foi simplesmente com relação ao modo de expor seus próprios dilemas. As mulheres acrescentaram um olhar clínico sobre eles, explicando suas origens.

 

A importância da mulher e ganhos para a psicanálise

Foi certamente, um ganho inegável, podermos contar com a presença feminina.Uma das razões é obviamente porque contar com diferentes pontos de vista propicia que tenhamos a nossa própria opinião acerca de algo.

Elas não vieram para contestar a genialidade do grande mestre da psicanálise, mas em alguns pontos, acrescentaram novos conhecimentos. Essas novas autoras e estudiosas falaram com propriedade, justamente por serem mulheres. Nada é inquestionável, ainda mais se tratando da mente humana. Por essa razão, elas trouxeram justamente esse contraponto, o que foi sem dúvida um grande avanço.

É claro que, a partir da observação de um fenômeno, nem sempre podemos supor ou concluir algo. No entanto, a figura feminina dentro da psicanálise acabou trazendo mais credibilidade, no estudo, em especial da própria psique feminina. Dessa maneira, gerou-se uma certa rivalidade com Freud, o que na verdade foi algo extremamente positivo.

Pense que Freud ao observar o comportamento feminino, pode ter sido imparcial, e captado certos aspectos que talvez passem despercebidos pelas próprias mulheres. Nesse contexto, as mulheres trouxeram seus próprios sentimentos com relação aos tópicos discutidos. Assim sendo, consideravam por vezes o meio, e em outros momentos, questões biológicas que explicassem certos comportamentos.

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Tendo todos esses pontos em mente, tudo o que temos a fazer, é ler os artigos desses estudiosos, a fim de concluirmos o que é mais válido, considerando nossa sociedade atual, e vendo-os como complemento uns dos outros. Ainda hoje é possível encontrar trabalhos brilhantes de psicanalistas mulheres pelo mundo todo. Nesse contexto da atualidade, a importância da mulher permanece mais viva do que nunca.

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