a menina que roubava livros

A menina que roubava livros e a Psicanálise

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A história de “A Menina que roubava livros” é muito conhecida por todos. Se você nunca assistiu ou leu, deixo aqui minha recomendação! Para além da história em si, você sabe como a psicanálise interpreta esta obra? Não? Então descubra agora!

Sinopse da obra “A menina que roubava livros”

Liesel é uma criança na época da segunda guerra mundial. Sua história é contada pela Morte (sim!), a partir do momento em que sua mãe precisa “dar” ela para outra família, por conta da perseguição ao comunismo. Ademais, no livro/filme, é exposta a sua vida de leitora e como ela consegue esses livros. Como o título diz, ela os consegue roubando. Além disso, a obra aborda diversas mazelas de sua vida, já que a Morte a encontra (e não a leva) por três vezes.

Momentos trágicos

A narradora, a Morte, enfatiza que esbarrou com Liesel três vezes em sua vida, e todas foram momentos trágicos e tristes.

1º momento

Logo no início do livro, quando a Morte começa a contar sobre a vida da menina, nos deparamos com um trágico acontecimento. No caminho para sua nova família, o irmão de Liesel acaba por morrer ao seu lado. O trajeto até a outra cidade é interrompido para que seu velório aconteça e, nesse momento, Liesel encontra (e furta) um livro intitulado “ O Manual do Coveiro”, que um dos trabalhadores acaba deixando cair.

2º momento

Ademais, a segunda vez que a Morte se encontra com a Liesel ocorre depois de um acidente de avião.  Num primeiro momento, o piloto é encontrado por um garoto, que constata que ele ainda estava vivo. Porém, assim que Liesel chega, o piloto de 24 anos morre.  Com essa experiência, a menina se refugia no mundo dos livros, invadindo bibliotecas que foram incendiadas ou pegando, com a ajuda de uma grande amiga, livros da casa do prefeito.

3º momento

“Na última vez que a vi, estava vermelho. O céu parecia uma sopa, borbulhando e se mexendo. Queimado em alguns lugares. Havia migalhas pretas e pimenta riscando a vermelhidão. (…) depois, bombas.
Dessa vez, foi tudo tarde demais.
As sirenes. Os gritos malucos no rádio. Tudo muito tarde.
Em minutos, montes de concreto e terra se superpuseram e empilharam. As ruas eram veias rompidas. O sangue escorreu até secar no chão e os cadáveres ficaram presos ali, feito madeira boiando depois da enxurrada.
Estavam colados no chão, até o último deles. Um pacote de almas.”

Desta vez, a Morte encontrou Liesel em um momento muito mais desesperador. Um bombardeio aconteceu sem que a cidade da menina fosse avisada. Por isso, nenhum dos moradores, muito menos seus pais ou seu melhor amigo, foram se esconder nos porões projetados para sobreviver às bombas jogadas. Por conta de sua paixão pela leitura, Liesel estava no porão de sua casa no momento, lendo e escrevendo um diário.

Após o ocorrido, foi a única encontrada viva, em meio a papéis e livros. Seus pais e seu melhor amigo foram encontrados mortos por ela. Ela viu seus corpos deitados, ainda como se estivessem dormindo.

Em resumo, essa é a parte mais triste e mais trágica da história.

A Psicanálise e A menina que roubava livros

A psicanálise é baseada na escuta do paciente. Ou seja, a partir do que o indivíduo diz, o psicanalista tem o dever de buscar ajudá-lo a entender e tentar superar seus problemas. No caso de Liesel, seria extremamente necessário que os fatos ocorridos relacionados à morte fossem abordados pela perspectiva da menina, já que eles são mais contados pela visão da narradora.

Por isso, ao conversar sobre o que a personagem passou, o psicanalista ajudaria e apoiaria o seu processo de superação. Assim, não gerando maiores traumas em seu aparelho psíquico. Muitos são os problemas que podem ser causados por tantos traumas, como depressão, neuroses, medos, entre outros.

Conclusão 

Em conclusão, é importante que lembremos que o que aconteceu com a Liesel no livro “A menina que roubava livros”, ainda acontece nos dias atuais, principalmente em países com grandes guerras ou problemas relacionados a confrontos. Nesses casos, as perdas familiares são intensas, e os traumas causados são enormes. Por isso, a psicanálise é importante para melhorar a qualidade de vida de quem sofre dessas aflições.

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