A Raposa e as Uvas: significado e resumo da fábula

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Atravessando séculos e levando valiosas lições aos leitores, A raposa e as uvas continua a encantar quem a descobre. Por trás de toda a dinâmica infantil envolvendo uma raposa, há reflexões que evocam a maneira como lidamos com desafios. Veja um resumo e descubra o significado da fábula.

Resumo da fábula

Uma raposa bastante faminta há dias caminha por um pomar até que encontra um cacho de uvas bem apetitoso. As uvas se encontravam em seu ponto de corte ideal e exalavam um cheiro hipnotizante, bem como sua aparência. Sabendo que não havia ninguém por perto, a raposa se preparou para pegar as uvas a todo custo. O problema é que o cacho fica no alto.

Ainda que estivesse limitada pela fome, a raposa deu tudo de si para pegar o cacho. Mesmo longe de suas patas, o animal não parou de tentar tudo o que tinha à mão para pegá-lo. Ainda que estivesse limitada pela fome e circunstâncias, não parou de variar suas habilidades de caça. Contudo, tudo se mostrou inútil.

Após diversas tentativas sem sucesso, finalmente desistiu, se mostrando faminta, cansada e bem desapontada. Logo deu meia-volta e insinuou ir embora, até que se virou e encarou as uvas. Para se consolar do próprio fracasso, afirmou que as uvas pareciam verdes ou estragadas. Após isso, afirmou o quanto não valiam a pena e seguiu inconformada.

Significado

Podemos nos colocar no lugar da raposa e dar para a uva a representação de um objeto que queremos muito. Por diversas vezes, tentamos alcançá-lo, empregando todas as habilidades que temos guardadas. A depender das circunstâncias, desenvolvemos outras a fim de obter sucesso. Eventualmente, nossos saltos não evitarão o fracasso.

Como forma de amenizar o baque, concluímos que tal meta não valia tanto a pena assim. Criamos justificativas enfadonhas com o intuito de nos defender de críticas pelo fracasso, bem como o nosso julgamento interno. Mentimos a nós mesmos e para o mundo, tentando ridicularizar tal objeto.

O próprio final de A raposa e as uvas afirma que “É fácil desprezar aquilo que não se pode obter”. Quando rejeitamos a ideia de que somos falhos acabamos por perder uma oportunidade de crescimento. Caso se identifique com o animal e seu objetivo, repense bem a sua perspectiva e como você a trabalha quando perde algo a princípio valioso.

Lições

Como dito no começo do texto, A raposa e as uvas carrega lições bastante preciosas para quem lê. Mesmo sendo curta, vale a pena refletir sobre as tentativas frustradas da raposa quanto ao que queria. Isso se percebe em:

Nem sempre termos o que queremos

Ainda que nós possamos dar tudo o que guardamos em nós, nem sempre vamos conseguir tudo o que desejamos. Não é porque somos incapazes de alcançar determinada coisa, nada disso. Contudo, precisamos das ferramentas necessárias para viabilizar essa conquista. Entenda que precisa de mais preparação para ter o que quer.

Precisamos assumir nossas culpas

De nada adianta culpar alguma coisa ou pessoa pelo nosso fracasso. É como se abríssemos vagas para a construção de um tribunal interno que trabalhasse diariamente para nos mostrar a verdade. Se não conseguiu, tudo bem, mas pare de culpar os outros por sua frustração. Assuma a culpa que lhe concerne.

As coisas carregarm o valor que têm de verdade

De nada adianta menosprezar o objeto que você tanto queria. Ainda que esbraveje ou grite o quanto não conquistá-la foi injusto, tal meta permanece com o valor que possui e te atraiu.

Características da raposa

Parágrafos acima, associamos a figura da raposa com a própria figura humana. A raposa é tida como um ser astucioso, encontrando bem caminhos para se safar de algumas situações. Nessa fábula em específico, sua própria natureza acaba por traí-la e frustrá-la.

Sendo assim, confira algumas características que a raposa e nós evidenciamos nesses momentos:

Teimosia

Mesmo vendo que não tinha condições de alcançar as uvas, a raposa continuou a tentar alcançá-las. A teimosia não a deixava desistir de tentar, mesmo vendo que era inútil. Nem sempre a teimosia é boa, visto que alimenta nossa frustração ao errarmos.

Arrogância

A raposa acreditou ser superior ao seu ambiente, subestimando o esforço da conquista. Quanto mais alta nossa gula, mais temos chance de engasgar. Como consequência, o animal aprendeu a lição da pior forma.

Desprezo

Como não conseguiu o que queria, acreditou que o desprezo ajudaria a amenizar seu mal-estar. Muito pelo contrário, denuncia apenas o quanto queria determinado objeto.

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Como aplicar isso com as crianças

A raposa e as uvas, assim como qualquer fábula, carrega uma profunda moral em seu final. Graças a isso, é possível levantar reflexões e questionamentos sobre a mesma. Como as crianças estão em fase de crescimento, têm mais receptividade a esses eventos. Enquanto elas crescem, seus pensamentos sobre o tema também amadurecem.

Já que as crianças são bastantes questionadoras, por que não levantar perguntas a respeito da interpretação? Deixe o caminho livre para que elas mesmas entendam o valor daquela mensagem. Ademais, use a história para trabalhar com a fábula enquanto ensina as crianças. Aproveite as suas principais características que a diferem dos demais em gênero.

Além disso, por meio da fábula, dá para desenvolver habilidades orais e escritas nos pequenos. Você pode, por exemplo, pedir que reescrevam a história e a moral que ela carrega. Faça com que exercitem o seu poder de interpretação, já que isso ajudará a trabalhar melhor seu desenvolvimento.



Comentários finais: A raposa e as uvas

A raposa e as uvas carrega um valor existencial tão grande quanto a doçura do objeto almejado pela raposa. Por meio dessa fábula, conseguimos construir pensamentos a respeito de nós e do que almejamos. É necessário, de verdade, menosprezar algo porque não conseguiu tê-lo?

Se você se encontra diante de algum desafio, reflita se consegue lidar com ele no momento. A insistência, às vezes, causará frustração, visto que tentaremos de tudo para tocar na meta. Se tentou e não deu certo, tenha em mente que tudo dependia de você na hora. Mais uma vez, evite culpar os outros pelos seus insucessos.

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