O abandono e o medo do abandono

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Ficar solitário é algo natural a qualquer espécie, visto que no geral somos bastantes independentes. Contudo, é muito comum um indivíduo ser abandonado por um grupo ou por determinado indivíduo, mas acabar sofrendo por conta disso. Veja como o abandono acontece e as consequências desse ato.

Sobre o abandono

O abandono é causa frequente de muitos consultórios estarem lotados de pacientes. Em boa parte dos casos, essa procura or ajuda deve-se à autofobia, isto é, um medo absurdo que a pessoa tem de que será deixada. Por conta da dependência emocional que uma pessoa nutre em outra, cria-se um vínculo quase que vital ao dependente. Mesmo que não veja, isso é bastante prejudicial a si mesmo.

A fobia é frequentemente encontrada em indivíduos que apresentam transtorno de personalidade. Em suas mentes, seu mundo entrará em colapso porque a qualquer momento seus entes queridos o abandonarão. Existe uma tensão que o acompanha diariamente e afeta a sua saúde mental, emocional e física.

Como forma de explicar esse medo de ser abandonado, um indivíduo sabota inconscientemente suas ações. Por exemplo, frases como “Você ama mais eles do que a mim” ou “Eu vou te deixar antes que me deixe” são comuns. A partir daí, se não for acompanhados, alguns podem cometer extremos de agredir ou depredar seres e objetos.

Sintomas

A sensação de abandono, mesmo em escala menor, apresenta alguns sinais de que está atrapalhando a vida de uma pessoa. Isso varia em grau e intensidade, de acordo com o indivíduo. Graças a isso, existem diferentes níveis onde os sintomas podem se manifestar. Em geral, são eles:

Ciúme

Determinada pessoa só deve existir para satisfazer nossas necessidades sociais e não ficar com outros. Note que se trata de um movimento completamente egoísta, onde a vontade do outro pouco prevalece. Mesmo que, eventualmente, entenda que o parceiro tem uma vida própria, relega seus conceitos morais a um canto. O companheiro deve servir a ele e apenas isso.

Raiva

Cria-se uma relação de amor e ódio pela outra pessoa. Embora uma pessoa a ame, também passa a odiá-la por causa do medo de ser deixado. Há uma culpa mínima nisso, mas a necessidade de ter alguém perto prevalece sobre isso.

Apreensão

O autofóbico fica apreensivo porque não imagina o momento em que será abandonado. Não existe sinais claros sobre isso, ou pelo menos que ele perceba que isso vai acontecer. Ele fica agitado, desconfortável. Como consequência, até o seu corpo muda, sentindo sintomas de alguma doença imaginária.

Causas do medo de abandono

O abandono possui marcas de registro na vida de uma pessoa, denunciando as suas causas. A partir daí, é possível entender o motivo de alguém temer tanto ser deixado pelos outros. Veja alguns sinais:

Traumas

Em geral, esse se mostra o principal catalisador para o medo de ser abandonado. Na infância principalmente, a criança presencia o seu primeiro abandono e não consegue lidar bem com isso. Tentando reprimir essa lembrança, a fim de diminuir a sua dor, só acaba acumulando o efeito depredativo que essa tem.

Mudanças

Independente da sua forma, a mudança também contribui para que esse medo aconteça. Seja emocional física, financeira ou até de endereço, uma pessoa sente que algo a deixou. Isso inclui também a morte de um dos pais, onde a pessoa culpa inconscientemente o falecido pelo evento.

Ansiedade

Embora esse tópico seja mais complexo, podemos reduzir o medo de ser abandonado a um quadro de ansiedade. Independente da sua forma, essa aparece como a causa e também consequência do problema. Existe uma tensão pelo o que vai vir a seguir e isso inclui o medo de ficar sozinho.

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Quadro emocional pouco desenvolvido

Muitos adultos se apavoram com a possibilidade de serem deixados pelos companheiros quando suas emoções estão abaladas. O dinheiro e as emoções completam um círculo vicioso ao qual nem ele percebe. Embora a vida a dois o complete, o dinheiro também faz parte. Ou seja, quando o parceiro se for, o seu conforto emocional e ajuda financeira também se vão.

Tratamento

O tratamento para lidar com o medo do abandono visa construir uma confiança nas próprias capacidades individuais. Existe um exercício onde afirmamos e reconhecemos nossas capacidades positivas. Andando sobre afirmações e não dúvidas, podemos ser guiados a um campo de bem-estar psíquico e físico.

A hipnoterapia, por exemplo, é bastante recomendada em casos onde há o medo de abandono. Por meio dela, é possível fortalecer aspectos positivos e drenar a força dos negativos. Como dito acima, você passa a acreditar em certezas e não em suposições. O lobo mais forte é aquele que você alimenta em sua mente.


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Além disso, a família também assume sua responsabilidade aqui no tratamento. Por meio dela, partirá o incentivo para que o indivíduo mude a sua percepção. Isso inclui também não realizar vontades destrutivas que este mantém durante as crises. Mesmo que seja direcionada a uma única pessoa, acaba tratando um grupo inteiro.

O poder do amor próprio

Não é fácil construir uma imagem pessoal à qual devemos nos apegar independente dos outros. Constantemente duvidamos de quem somos e do que podemos fazer, nos apoiando em outrem para não ficar sós. Já que não conseguimos nos sustentar, o outro fará isso, mas também temos o risco sofrermos abandono. A sua mente empurra dessa forma, evitando sentir culpa por qualquer fracasso.

É necessário que cultivemos um decoro e amor para a nossa própria imagem. Isso nos dará mais confiança para qualquer situação na vida. Sem depender de ninguém para sermos felizes, conseguimos fazer isso sozinhos. É dessa forma que conseguiremos dar amor ao outro: amando a nós mesmos.

Comentários finais: abandono

Embora algumas pessoas reajam melhor ao abandono, ele dói de toda a forma. O medo do vazio que uma pessoa deixará em sua vida acaba corrompendo a sua estrutura mental. Mesmo que não se trate de nada físico, o medo do abandono se equipara a uma doença ou agressão.

Caso se encaixe na situação acima, peço que repense melhor o que acontece ao seu redor. Existe alguma mínima chance de isso acontecer? Às vezes, ser honesto com o parceiro e se abrir ajuda bastante a trazer alívio à sua vida. Mesmo assim, o acompanhamento médico nunca deve ser ignorado.

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