fobia de som alto

Acusticofobia: medo de barulho alto

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Você já ouviu falar na acusticofobia? 

Hoje em dia, parece que o barulho está em todo lugar. Carros, ônibus, aviões, obras e as multidões nas grandes cidades fazem muito barulho o tempo todo. Para a maioria das pessoas, essa bagunça toda é só uma coisa chata que vamos ignorando. Mas para quem tem acusticofobia, o medo de barulhos altos pode ser paralisante.

Isso porque pessoas com acusticofobia entram em pânico ou ficam apavoradas quando escutam sons como buzinas, latidos, trovões, som alto demais, gente gritando. Então, sons que a gente acha normal ouvir todo dia, pra elas viram motivo de muito stress e ansiedade. Essa experiência difícil faz com que tudo que elas ouvem seja amplificado.

No final, mesmo barulhos comuns que não incomodam a maioria, deixam elas angustiadas ou com medo extremo. Por isso, sair na rua vira uma luta diária para quem sofre desse medo exagerado de barulhos altos.

Hoje, vamos te explicar o que é a acusticofobia, quais são suas causas, sintomas e como enfrentar essa questão que tem tantos impactos na vida das pessoas. Continue a leitura para conferir!

O que é acusticofobia?

A acusticofobia é o medo irracional e intenso de sons altos ou repentinos. Também chamada de fonofobia ou ligyrofobia, ela é classificada como um tipo específico de fobia que envolve uma reação exagerada a estímulos sonoros.

As pessoas com acusticofobia sentem ansiedade severa e desproporcional quando expostas a certos tipos de ruído, mesmo que sejam considerados relativamente normais ou inofensivos.

Elas podem entrar em pânico ou sentir que estão perdendo o controle quando ouvirem sons como sirenes, latidos, trovões, música alta, multidões barulhentas e muito mais.

acusticofobia mapa mental

Sintomas comuns da acusticofobia

As pessoas com acusticofobia podem experimentar uma variedade de sintomas físicos, emocionais e comportamentais quando expostas a gatilhos sonoros, incluindo:

  • Palpitações ou batimentos cardíacos acelerados;
  • Respiração ofegante ou falta de ar;
  • Náuseas ou dores de estômago;
  • Tensão muscular ou tremores;
  • Sudação excessiva;
  • Sensação de desmaio iminente;
  • Ansiedade ou ataques de pânico;
  • Necessidade urgente de escapar da situação;
  • Evitação de ambientes ou eventos barulhentos.

Alguns sintomas podem surgir imediatamente após a exposição ao som temido, enquanto outros podem demorar mais para se manifestar. As reações variam de pessoa para pessoa com base na sensibilidade individual ao ruído.

Causas da acusticofobia

Os especialistas não conhecem exatamente o que causa a acusticofobia, mas acreditam que vários fatores estão por trás desse medo:

  • Trauma prévio: Passar por uma experiência ruim relacionada a barulhos altos no passado pode fazer alguém ficar com medo que isso aconteça de novo.
  • Predisposição genética: Pessoas que nascem sensíveis demais a sons e luzes tendem a desenvolver mais essas fobias específicas.
  • Condicionamento: A pessoa pode associar um barulho muito alto, como trovão, a uma reação de pânico. Se isso ocorrer várias vezes, o cérebro começa a relacionar aquele som com medo, sem a pessoa conseguir controlar.
  • Ansiedade existente: Quem já sofre com ansiedade e estresse no dia a dia acaba tendo seus medos aumentados, o que piora sintomas como o medo exagerado de barulho.

Então, no final das contas, tudo se junta como uma receita perfeita para causar acusticofobia.

Impacto na vida diária

Conviver com o medo intenso de barulhos altos pode limitar e atrapalhar muito a vida de quem tem acusticofobia. Alguns impactos comuns incluem:

  • Isolamento social: Para fugir de sons que causam desconforto, muitos acusticofóbicos acabam evitando sair de casa, ir a shows, estádios ou qualquer lugar com aglomeração.
  • Limitação de atividades: Dirigir em rodovias barulhentas, viajar de avião e até passear com o cachorro viram situações estressantes e difíceis de encarar.
  • Problemas no trabalho: Carreiras com exposição a máquinas, alarmes e multidões podem se tornar desafiadoras demais, limitando as opções profissionais.
  • Ansiedade constante: Ter que sempre se esquivar de ambientes barulhentos gera ansiedade crônica e limita a qualidade de vida.

A boa notícia é que, com tratamento certo, esse medo paralisante dá para controlar e superar aos poucos.

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    Tratamentos e estratégias de enfrentamento

    Felizmente, vários tratamentos e estratégias podem ajudar quem sofre com acusticofobia a controlar e superar esse medo limitante. Alguns dos mais efetivos incluem:

    Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

    Em primeiro lugar, com a ajuda de um psicólogo, a pessoa identifica pensamentos e hábitos disfuncionais que pioram o medo de barulho. Então, ela aprende e pratica novas formas de pensar e se comportar para ter uma reação mais saudável a sons.

    Dessensibilização sistemática

    Em segundo lugar, nessa técnica, a pessoa é exposta gradualmente a sons que causam medo, começando pelo nível mais fraco que ela consiga tolerar. Aos poucos, aguenta sons um pouco mais altos. Isso treina o cérebro a desenvolver tolerância e perder o pavor exagerado.

    Medicamentos para ansiedade

    Em terceiro lugar, remédios como antidepressivos e ansiolíticos ajudam a controlar sintomas físicos de pânico, permitindo que a pessoa funcione melhor enquanto trabalha na raiz psicológica do problema.

    Técnicas de relaxamento

    Práticas como meditação, ioga e exercícios respiratórios ensinam a acalmar corpo e mente. Isso aumenta o senso de controle e paz para lidar com a ansiedade causada por sons.

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    Grupos de apoio

    Por fim, conversar com outros acusticofóbicos que compartilham os mesmos desafios promove apoio emocional e dicas úteis de como conviver com esse medo.

    Dicas para lidar com a acusticofobia

    Conviver com o medo excessivo de sons altos pode parecer um desafio sem solução. Porém, algumas estratégias simples ajudam a enfrentar e controlar essa fobia aos poucos:

    • Use protetores auriculares: Tapar os ouvidos com um abafador de ruído quando precisar encarar ambientes barulhentos ajuda a reduzir o incômodo. Se prepare sempre carregando um par na bolsa.
    • Evite gatilhos quando puder: Embora a evasão não resolva o problema em si, proteger-se temporariamente de sons que provocam pânico extremo pode ser necessário para funcionar no dia a dia.
    • Acalme-se com relaxamento: Pratique exercícios de respiração profunda, meditação e outras técnicas relaxantes regularmente. Saber acalmar corpo e mente é essencial para controlar a ansiedade diante de barulhos.
    • Lembre-se que a sensação ruim passa: Quando começar a entrar em pânico, diga pra si mesmo que aquela experiência agonizante sempre acaba passando. Isso ajuda a reduzir o sofrimento na hora.
    • Busque ajuda profissional: Consultar um psicólogo para aprender a lidar com pensamentos catastróficos e reestruturar reações disfuncionais é importante para superar de vez o problema.

    Considerações finais sobre a acusticofobia

    A acusticofobia pode transformar sons comuns do dia a dia em experiências aterrorizantes. Mas com tratamento adequado e técnicas de enfrentamento, é possível controlar os sintomas e recuperar uma sensação de calma e controle.

    Quer você sofra de acusticofobia ou simplesmente seja muito sensível a sons altos, lembre-se que sempre existe esperança e ajuda disponível. Não permita que o medo de barulho o impeça de aproveitar a vida ao máximo.

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