conceito de anti-frágil

Anti-frágil: definição, resumo e exemplos

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Você já deve ter escutado o termo anti-frágil, não é mesmo? Contudo, você sabe o real significado? Por isso, temos um post para te ajudar a explicar melhor esse conceito. Então, leia para saber mais.

O que é anti-frágil?

Para você entender o significado de anti-frágil, uma boa forma é sabermos a definição do que é frágil. O termo é designado para algo que quebre ou se deforme com mais facilidade. Então, antifrágil é algo que é oposto de frágil, ou seja, que melhora quando está diante de uma situação inesperada.

Então, a antifragilidade tem como característica as adversidades que não são superadas necessariamente pela reação, mas principalmente pela aceitação. Ou, ainda, pela flexibilidade. Diz o ditado que “bambu que entorta não quebra”. Traduzindo para o nosso tema, bambu que é flexível e que sabe adaptar-se a diferentes situações não sofre as penúrias psíquicas da fragilidade.

A rigidez então pode ser frágil, enquanto a flexibilidade é anti-frágil

Falamos em aceitação, mas isso não significa permanecer resignado diante de um problema. Significa compreender o contexto daquele imprevisto e aprender com ele, ou saber como “dançar conforme a música”, na flexibilidade que é anti-frágil.

Embora o conceito de anti-frágil possa parecer ter um caráter afeito à terapia comportamental, é possível também compreendê-lo por uma abordagem analítica.

Afinal, a fragilidade pode ser entendida como um mecanismo de defesa de uma psique que não quer se desenvolver e não quer assumir auto-responsabilidades.

Assim, a anti-fragilidade poderia ser invocada como um recurso autocrítico para que o sujeito não exagere em sua autovitimização, autopiedade e isenção de responsabilidade frente a outras pessoas e fatos. O resultado seria um ego mais adaptável às adversidades, mais integrado com os prós e contras das diferentes situações e, por consequência, mais fortalecido.

Exemplo

Para compreendermos melhor o conceito de anti-frágil, traremos um exemplo. Imagine uma luta de boxe, quando o lutador assimila o golpe do seu oponente, ele toma isso como uma referência. Afinal, se ele conseguir suportar a dor e tiver sangue frio, ele poderá tirar proveito dessa situação para compreender as ações do adversário e, por consequência, evitar um novo golpe.

Diante desse exemplo, percebemos que ser anti-frágil não se trata de fazer força ou contra uma determinada situação. Já que antes de reagir, a pessoa precisa procurar compreender o que está acontecendo, aprender com seus erros e, assim, evoluir.

Portanto, ser anti-frágil significa se colocar em posição consciente e proativa. Aliás, saber que nem sempre na vida, no trabalho e nos negócios irá ocorrer o que esperamos e que algo inesperado é comum.

Conceito de anti-frágil segundo Nassim Nicholas Taleb

Mas como surgiu o conceito de anti-frágil? Essa ideia é do professor Nassim Nicholas Taleb do Instituto Politécnico da Universidade de Nova York. Ele é considerado um dos maiores especialistas no planeta em mercado financeiro, que como sabemos, é uma área completa de fragilidades e de incertezas.

Antes mesmo da quebra do banco Lehman Brothers, que aconteceu em 2008, publicou alguns livros prevendo esse colapso financeiro. Para o autor, esses grandes acontecimentos que são difíceis de serem previstos e trazem enormes reflexos no mercado são denominados de “cisnes negros”.

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Partindo dessa ideia, ele desenvolveu outro livro intulado de “A Lógica do Cisne Negro” que foi publicada em português em 2012.

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Na obra, Nassim explica sobre o imponderável como elemento principal em vários acontecimentos, seja no nível coletivo ou pessoal. De modo geral, existem três características para essas ocorrências:

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    • são imprevisíveis;
    • produzem resultados impactantes;
    • buscam-se maneiras de prevê-las e explicá-las, após a sua ocorrência.

    Resumo de anti-frágil

    O livro anti-frágil surgiu após essa obra “A Lógica do Cisne Negro”. O best-seller “Antifrágil: Coisas que se Beneficiam com o Caos” explica que o caos pode ter aspectos positivos, desde que seja aproveitado de forma adequada.

    No livro, a antifragilidade é algo contrário da fragilidade, com isso, ser resiliente ou forte não representa a ideia oposta a ser frágil. Para assim, a principal diferença é que o antifrágil aprende com as mudanças, o que acaba melhorando suas aptidões e habilidades.

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    Então, a obra traz uma discussão bastante densa que aborda por vários ângulos a nossa necessidade de sermos agentes estressores. Como o fato de sermos super protetivos com os nossos filhos ou com a nossa economia.

    Por conta disso, a vida moderna traz grandes riscos no caso de sermos antifrágeis. Esse tipo de leitura abre a mente para temas como o funcionamento das crises econômicas. Além disso, traz a reflexão de como com o conhecimento podemos nos ajudar a evitar tais problemas.

    Por fim, traz algumas dicas de como balancear o risco do cotidiano, como:

    • possuir várias fontes de renda;
    • utilizar a natureza para entender como a economia funciona;
    • aprender novas habilidades;
    • apreciar as tentativas que deram errado.

    Conceito anti-frágil no ambiente corporativo

    A antifragilidade precisa de algum grau de autonomia e de algum poder de decisão. Com isso, o conceito está ganhando espaço entre os líderes de vários segmentos e de empresas dos mais variados tamanhos. Afinal, é uma teoria que traz respostas em situações imprevistas do cotidiano, o que serve como base para a tomada de decisões que são bastante difíceis.

    Então, algumas dicas podem ser dadas, que levam em consideração a rotina dos líderes. Essas orientações são:

    • saiba receber e dar feedbacks às pessoas, sempre de maneira direta, aliás, evite usar manipulações;
    • procure assimilar novos aprendizados;
    • tente agir mesmo que possa cometer erros que ocorrem em situações de baixo risco, já que, como sabemos, eles servem como lições;
    • não deixe para resolver os problemas depois e tenha os problemas como uma fonte de aprendizado;

    Por fim, nunca se sinta confortável ou confiante demais quando as coisas estão dando tudo certo. Já que, nessas situações as ameaças podem estar ocultas. Contudo, não se deixe intimidar por essas ameaças, afinal você precisa aprender com tais momentos.

    Anti-frágil: fora do ambiente empresarial

    Para finalizar o nosso post, iremos falar sobre a antifragilidade em outros contextos. Por mais que o conceito anti-frágil esteja mais ligado ao meio empresarial, ele é aplicável em outros aspectos.

    Por exemplo, a ideia de antifragilidade pode estar em relacionamentos, em finanças pessoais e em amadurecimentos emocionais. Como já trouxemos aqui, o desconforto, o imprevisto e a dificuldade não são ruins em si, quando conseguimos compreendê-los de maneira correta..

    Embora pareça ser uma perspectiva otimista, não é bem assim. Afinal, ser antifrágil é sempre estar disposto a ver os desafios com uma outra perspectiva, que seja mais voltada às ações e menos teórica.

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    Saiba mais…

    Por conta disso, trouxemos aqui algumas dicas para trabalhar esse conceito no seu dia a dia. Veja:

    • aprender a lidar com o estresse. Afinal, ter esse controle vai te fazer uma pessoa mais equilibrada
    • aceitar e compreender todas as suas emoções;
    • utilizar a ansiedade a seu favor e como motivação;
    • use, e abuse, da criatividade para ter diferentes respostas para um mesmo problema;
    • aceitar e entender a incerteza, já que o que hoje é algo normal, amanhã pode não ser assim;
    • reduza o medo de mudanças.

    Considerações finais sobre anti-frágil

    Como podemos ver, o termo anti-frágil é bastante complexo e está inserido em vários aspectos da nossa vida, como profissional e pessoal. Aliás, para compreender o conceito é importante apostar em boas fontes de conhecimentos. Por conta disso, temos um convite para você.

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    2 thoughts on “Anti-frágil: definição, resumo e exemplos

    1. Muito bom artigo! Simplificando o “Anti-fracil” seria o que o chefe dos escoteiros,costuma dizer esteja “SEMPRE ALERTA.”

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