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Atividades psicomotoras: as 12 principais por faixa etária

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As atividades de psicomotricidade envolvem o desenvolvimento das capacidades motoras durante o nosso crescimento na infância. Compreender as necessidades dos pequenos nesta fase é vital para que eles possam alcançar o seu pleno desenvolvimento enquanto crescem. Aqui te apresentaremos 12 atividades psicomotoras para ajudar no crescimento dos jovens.

Bola por cima, bola por baixo

Bola por cima, bola por baixo é uma das atividades psicomotoras mais construtivas que existem. A aula de educação física das crianças de 4 anos pode ser bem produtiva e divertida do jeito que elas merecem. Com isso, conseguem desenvolver a sua concentração, coordenação motora e velocidade.

O jogo bola por cima, bola por baixo consiste na seguinte sequência de execução:

1° passo

O professor coloca os estudantes divididos em duas filas indianas, formando duas equipes. Assim que ele der o sinal, o primeiro estudante de cada fila passará a bola por cima de sua cabeça para trás. Os outros devem fazer o mesmo e quando o último pegá-la, deverá correr até a frente e repetir o processo.

2° passo

Quando todas as crianças tiverem ido até o começo da fila para passar a bola para trás, a brincadeira se inverte. Agora elas devem abrir as pernas e fazer o movimento passando a bola por baixo em direção ao fim da fila. Mais uma vez, quando todas terminarem e conseguirem ir ao começo da fila para jogar, entra o próximo nível.

3° passo

Quando a fase anterior terminar, a primeira criança deve passar a bola por cima da cabeça. Já a segunda pega a bola por cima e passa por baixo, fazendo a terceira pegar por baixo e passar por cima. Todas as crianças precisam completar o exercício de forma lúdica e divertida. Então, se elas errarem algumas vezes, tudo bem. Não as repreenda e deixe que continuem tentando.

Corrida do Saci

A corrida do Saci é uma das melhores atividades psicomotoras para cuidar do equilíbrio, velocidade e coordenação motora. O instrutor deve montar um ponto de partida e chegada em um espaço. Nisso, posicionadas em fila, as crianças devem sair pulando com um pé só até a chegada quando receberem o sinal.

As crianças não devem colocar o outro pé no chão em hipótese alguma. Contudo, caso isso aconteça, ao invés de serem eliminadas, poderão pagar uma prenda divertida. Isso vai evitar a sensação de que foram excluídas da diversão em qualquer nível.

Pega-pega

Pega-pega é um jogo da infância de muitos adultos, mas ainda bastante vigente na hora do recreio das crianças. Um dos pequenos começa a ser o pegador, fazendo com que outras crianças devam fugir dele. Assim que ele alcançar e tocar com a mão em outra criança, o que foi tocado deverá se tornar o novo pegador.

Para que a brincadeira não fique monótona, pode utilizar uma versão dela mais cooperativa. Primeiro, o pegador assim que tocar outra criança, esta deverá também se tornar um pegador com ele.

Ou ainda, a criança que for pega deverá dar a mão ao pegador e ajudá-lo sem soltá-la, formando uma corrente onde apenas quem tem mão livre pode pegar os outros. Quem for a última criança a ser pega vence o jogo.

Corda

A corda possui múltiplos usos dentro das atividades de psicomotricidade, já que pode ser usada para diversos fins. Por meio dela, as crianças de 5 anos conseguem desenvolver:

  • orientação espacial e temporal,
  • equilíbrio,
  • esquema corporal,
  • coordenação motora,
  • tônus muscular.
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Isso acaba por tornar os pequenos mais vigorosos e interessados nas atividades.

Para a brincadeira, por exemplo, o professor pode deixar a corda esticada no chão em linha reta. As crianças podem andar descalças sobre ela e com os braços abertos, tentando manter o equilíbrio. A fim de dinamizar, elas podem andar de costas e fazer pulos da direita à esquerda pulando com os pés juntos.

Sapos em fila

A brincadeira dos sapos em fila é excelente para refinar a atenção dos menores, sem contar a coordenação e trabalho em grupo. Embora o exercício seja simples visualmente, o resultado do trabalho afeta individual e coletivamente o grupo. Somente conseguirão realizar a tarefa com trabalho em equipe.


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Você precisará traçar duas linhas distantes uma da outra, mas paralelas entre si, que corresponderão ao ponto de partida e chegada. Divididos em dois ou mais grupos, os alunos precisam formar uma fila indiana onde devem segurar na cintura de quem está na frente. Pulando para frente com os dois pés, o grupo precisa cruzar a linha de chegada sem soltar as mãos da cintura do colega.

Esponjas

O uso de esponjas dentro da psicomotricidade na educação infantil ajuda no desenvolvimento da coordenação motora fina. Ademais, também colabora no aperfeiçoamento de:

  • coordenação viso-motora,
  • tônus muscular,
  • e esquema corporal.

Tudo o que você e as crianças precisam é de uma bacia com água e esponjas coloridas e de texturas variadas.

Cada criança precisa retirar as esponjas da água de uma em uma, apertando bem para retirar a água. Além de fazer um reconhecimento das cores, as crianças sentirão a textura de cada esponja. Isso vai ajudar também a desenvolver uma memória tátil enquanto fortalece seus músculos das mãos.

Morto-vivo

Uma das atividades psicomotoras mais famosas na educação é a brincadeira morto-vivo. Atravessando gerações, o simples jogo consiste em aprimorar a atenção e agilidade das crianças. Embora seja fácil no início, com o tempo, os pequenos se sentem mais desafiados e acabam errando o comando.

O professor dá o comando de “vivo”, ficar de pé, e “morto”, se agachar. A fim de que as crianças que errarem não fiquem excluídas, poderá solicitar uma prenda de quem perder o jogo.

Caminhada companheira

O principal objetivo da caminhada companheira dentro das atividades psicomotoras é trabalhar a tolerância entre os pequenos desde cedo. Sendo peça fundamental da formação de caráter, a tolerância conquistada nessa idade ajuda a formar adultos mais compreensivos e solidários. Nisso, o único material que necessita é a disposição das crianças.

Os alunos ficarão em fila indiana e esticarão um dos braços em direção ao ombro do colega da frente. Isso vai delimitar um espaço entre eles, sendo recolhida em seguida e os estudantes caminharão respeitando esse limite. Quem for mais rápido precisa se controlar para não se afastar e quem for mais lento precisa acelerar.

Qualquer criança com dificuldade em se locomover terá de ser esperada pelos colegas.

Cada um é do seu próprio jeito

Outra brincadeira da psicomotricidade na educação infantil é cada um é do seu próprio jeito. Nada mais é do que o professor pedir o aluno para se deitar em cima de uma folha grande de papel kraft e desenhar sua silhueta. Em seguida, o pequeno precisa completar o seu desenho, observando o próprio corpo e recebendo incentivo para tal.

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Assim que todos terminarem suas desenhos, cole um ao lado do outro na parede e diga para todos observarem os desenhos. Faça com que trabalhem a observação, pedindo que comentem semelhanças e diferenças entre os desenhos, como altura, por exemplo. Neste ponto, você aproveitará para que elas se abram livremente sobre suas particularidades.

Música

Por fim, a música é um excelente recurso dentro das atividades de psicomotricidade, estimulando a atenção dos pequenos. Por meio delas, eles podem aprender a memorizar sons e refinar sua capacidade de se manterem atentos. Tudo o que precisa é de músicas em ritmos variados e que sejam o foco da atividade.

Nisso, o professor pode:

Bater palmas com os alunos

Tanto o professor, quanto os alunos, podem seguir a música batendo palma. Caso conheçam a letra, a coordenação, atenção e ritmo melhoram satisfatoriamente.

O professor tocar/cantar

Caso o professor tenha habilidades musicais, isso pode ser bastante útil em sala de aula. Ele mesmo pode conduzir a brincadeira cantando, tocando violão ou trabalhando outros instrumentos musicais.

Considerações finais sobre atividades psicomotoras

As atividades psicomotoras são componentes vitais ao aprimoramento da educação infantil em seu início. Embora algumas atividades dependam diretamente da faixa etária para a sua aplicação, os benefícios são similares e altamente aplicáveis. Com isso, ajudamos os pequenos a alcançarem seu potencial pleno no crescimento.

Caso seja professor, recreador ou mesmo mãe ou pai, comece a inserir brincadeiras lúdicas que contribuam ao afloramento das crianças. Ainda que estejam brincando, é justamente dessa forma que desenvolvem sua inteligência, tolerância, empatia e controle de suas vontades.

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