bissexualidade para freud

Bissexualidade para Freud e a Psicanálise

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Todos nós temos medo de alguma coisa, seja por trauma ou uma ideia negativa formulada a respeito daquilo que tememos. Entretanto, precisamos sempre buscar conhecimento e superação das adversidades.

Sendo assim, no texto de hoje, saiba mais sobre o significado da bissexualidade em seu aspecto social e, também, em definições psicanalíticas. A orientação sexual do indivíduo não o torna menos ou mais capacitado que outrem.

Desta forma, a bissexualidade é algo comum, um caminho a seguir, como outro qualquer, com um adicional de felicidade e autoconhecimento. Acompanhe nosso post e foque na sua felicidade!

O que é bissexualidade?

A bissexualidade é uma orientação sexual caracterizada pela capacidade de atração sexual ou romântica por mais de um gênero, não necessariamente homem e mulher, ao mesmo tempo, da mesma maneira ou na mesma frequência.

Assim, o número de indivíduos que apresentam comportamentos e interesses de teor bissexual é maior do que se suporia à primeira impressão.

Tal impressão é devida à pouca discussão desta situação tanto em âmbito acadêmico, como em meio popular, mantendo a tendência geral para uma ideia de orientação sexual como somente heterossexual ou homossexual.

Heterossexual ou homossexual?

A bissexualidade vai além desta visão simplória acerca da homo ou heterossexualidade, conforme exposto anteriormente.

Porém, aprofundando um pouco mais no tema, encontramos a necessidade de uma explicação científica para entendermos, de uma maneira mais assertiva, o que é essa escolha e se ela acontece consciente ou inconscientemente.

Sendo assim, encontramos em Freud alguns apontamentos científicos que ajudam a sociedade, num todo, a entender melhor para viver melhor.

Entender melhor para Viver melhor

Diante de tudo isso, é necessário entender melhor para vivermos em harmonia, haja visto somos todos iguais em direitos e deveres. Há sempre uma fobia ou preconceito por de trás deste tema e uma vertente que denomina essa situação como Bifobia.

Sobre isso, uma face da bifobia se dá quando, certos homossexuais, consideram a bissexualidade pouco mais que um meio-termo confortável entre a heterossexualidade estabelecida e a identidade homossexual pela qual lutam por estabelecer.

Por fim, este preconceito também causa certos julgamentos prévios sobre o indivíduo bissexual como a promiscuidade, inconstância, tendência à infidelidade, porte de doenças venéreas, ou mero modismo.

Bissexualidade: mero modismo?

Em termos históricos, o comportamento bissexual foi aceito e até encorajado em determinadas sociedades antigas, especificamente, entre outras, na Grécia, e em determinadas nações do Oriente Médio.

Assim, não se trata de uma situação criada recentemente ou uma forma de impor ideologias contemporâneas e passageiras, descaracterizando a hipótese de um mero modismo.

Sendo assim, Freud define, de maneira muito concisa, esta situação bissexual e suas características, sob a visão da psicanálise, de maneira surpreendentemente clara e que nos ajuda enquanto sociedade.

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    A definição segundo Freud

    Conforme já fora dito, somos todos iguais em direitos e deveres, mas a nossa psique é particular, individual, intransferível. Não é possível limitar a história de um indivíduo a um determinismo linear entre passado X presente.

    Algumas vertentes psicanalíticas definem que todo o destino do homem estaria decidido desde a vida intra-uterina. Porém, Freud acentua que há uma dinâmica a posteriori, relacionada aos acontecimentos passados, que muta ao longo da vida.

    Portanto, segundo Freud, o nosso mecanismo psíquico se estabelece por estratificação: os materiais presentes sob a forma de traços mnésicos sofrem de tempos em tempos, em função de novas condições, uma reorganização, uma reinscrição.

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    Traços Mnésicos

    Os traços mnésicos podem ser compreendidos como uma marca deixada por uma informação no sistema nervoso central.

    Ademais, essa informação pode ser permanente ou temporária.

    Em síntese, estes traços podem ser explicados segundo a teoria da representação; a relação entre os tipos de representação formam associações contidas nas representações de objeto.

    A reorganização, uma reinscrição

    Na sequência, não é o vivido que é remodelado a posteriori, mas o que não pôde integrar-se plenamente no contexto siginificativo. O modelo dessa vivência é o acontecimento traumatizante.

    Essa remodelação é acelerada pelo aparecimento de acontecimentos e de situações, ou por uma maturação orgânica, que vão permitir ao sujeito o acesso a um novo tipo de significações.

    Portanto, a evolução da sexualidade favorece, pelas defasagens temporais que implicam no homem, o fenômeno do a posteriori.

    A soma dos fatos: o recalque histérico

    Freud identifica que este recalque incide, preferencialmente, sobre a sexualidade e extrai dois princípios importantes:

    O primeiro é constituído por uma cena sexual (sedução por um adulto) e que não possui ativação ou significado sexual para uma criança.

    O segundo apresenta analogias com o primeiro, somando-se o despertar sexual da puberdade, que pode ser ligado pela recordação do primeiro.

    Trata-se de uma escolha consciente ou inconsciente?

    Freud adota o conceito de bissexualidade como uma disposição psíquica inconsciente, própria de toda subjetividade humana, uma vez que ela se fundamenta na diferença sexual.

    Na sequência, se fundamenta no que leva cada pessoa a fazer uma escolha sexual, seja pelo recalque de um dos dois componentes da sexualidade (masculino e feminino); pela aceitação desses dois componentes; ou pela renegação da diferença sexual.

    Em suma, é nesta acepção que Freud incorpora, posteriormente, a bissexualidade como o resultado de identificações masculinas e femininas do Eu e que irá intervir no destino do Complexo de Édipo (Jorge, 2005; Mezan, 2006).

    Fliess e Freud sobre a bissexualidade biológica

    Fliess tornou-se pesquisador e defensor da bissexualidade junto a Freud.

    A teoria da bissexualidade fundamenta-se, em primeiro lugar, em dados da anatomia e da embriologia. Em todo indivíduo, macho ou fêmea, encontram-se vestígios do aparelho genital do sexo oposto. Desses fatos anatômicos, decorre a noção de um organismo bissexual na sua origem.

    Contudo, Freud aproximou-se mais da teoria bissexualista biológica, mas não definiu francamente a sua posição sobre o problema; ele próprio reconhece em 1930 que “… a teoria da bissexualidade contém ainda numerosas obscuridades.

    Bissexualidade Masculina e Feminina

    Por fim, para conclusão deste post, há a possibilidade da bissexualidade numa origem masculina ou numa feminina. Em ambos os casos, uma pessoa bissexual pode ter relacionamentos longos com homens ou mulheres, com homo ou heterossexuais.

    Nesse caso, haverá apenas casos e relações curtas com os dois sexos. Porém, uma relação curta não quer, necessariamente, dizer que aquilo seja apenas um fetiche. O assunto exige mais autoconhecimento.

    Concluindo, A busca pelo verdadeiro Eu não deve parar, em hipóstese alguma, e os valores de cada um devem prevalecer sobre qualquer tipo de orientação sexual.

    É preciso que a sociedade (principalmente os homens) tenha outra visão da relação bissexual. Bissexuais merecem ter suas opções sexuais respeitadas. As mulheres e os homens não merecem ser vistos como um objeto sexual. Os seres humanos devem exercer a sua própria liberdade sem o consentimento ou a participação masculina ou feminina.

    A falta de relacionamento social transforma medos comuns em verdadeiros monstros no cotidiano. Devemos ser empáticos uns com os outros, não reduzindo a sua existência ou ignorando suas dificuldades.

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