Câncer de mama: sintomas e como prevenir

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O câncer de mama é uma das doenças que mais afeta as mulheres. Por isso, neste artigo, falaremos sobre os sintomas e como prevenir. Então, confira todas as nossas dicas para saber mais sobre essa triste doença.

O que é câncer de mama?

O câncer de mama é uma doença em que há a multiplicação de células anormais na mama. Nesse sentido, esse tipo de câncer aparece, na grande maioria das vezes, nas mulheres. Ou seja, esse câncer é raro em homens.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA, em 2020 foram registrados 66.280 novos casos de câncer de mama. Logo, em 2019, 18.068 mulheres morreram vítimas dessa doença.

Ademais, segundo Andre Ilbawa, especialista em câncer da Organização Mundial da Saúde – OMS, o câncer de mama se tornou o tipo mais comum da doença. Antes, o câncer de pulmão era o mais frequente em todo o mundo. Assim, os números estão cada vez mais preocupantes.

Quais são os fatores de risco?

O câncer de mama apresenta alguns fatores de risco. Assim, os fatores são divididos da seguinte maneira:

  • história reprodutiva e hormonal;
  • genéticos e hereditários;
  • ambientais e comportamentais.

Por isso, para compreender cada um deles, examinaremos cada fator a fundo. Confira!

Fatores da história reprodutiva e hormonal

Esse primeiro grupo diz respeito aos fatores inevitáveis. Ou seja, que não são controláveis pelas mulheres. Logo, estão incluídos:

  • a primeira menstruação antes dos 12 anos;
  • não ter tido filhos;
  • primeira gravidez: após os 30 anos; já na primeira gravidez após os 40, o risco triplica;
  • parar de menstruar após os 55 anos – período da menopausa;
  • idade: 75% a 80% dos casos ocorrem em mulheres com mais de 50 anos;
  • uso de contraceptivos hormonais;
  • ter feito reposição hormonal pós-menopausa.

Fatores genéticos e hereditários

Assim como o primeiro grupo, esse também traz fatores inevitáveis. Contudo, segundo especialistas, apenas 5 a 10% dos casos do câncer de mama estão relacionados a esses fatores. Então, os riscos de câncer aumentam se há:

  • histórico familiar de câncer de ovário;
  • casos de câncer de mama na família, em específico, antes dos 50 anos;
  • histórico familiar de câncer de mama em homens;
  • alteração genética, em especial, nos genes BRCA1 e BRCA2.

Fatores ambientais e comportamentais

Por fim, esse último grupo de fatores são mutáveis. Ou seja, aqueles que podem ser modificados. Logo, nesse grupo estão incluídos:

  • obesidade e sobrepeso após a menopausa;
  • sedentarismo;
  • ausência de atividade física;
  • consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • exposição frequente a radiação ionizantes.

Conheça os sintomas do câncer de mama

Nesse sentido, é preciso prestar atenção aos sintomas da doença. Por isso, mulher, fique atenta se há:

  • nódulo na mama: a própria mulher consegue perceber, mesmo se o caroço for pequeno e, na maioria das vezes, não causa dor. Assim, o nódulo está presente em cerca de 90% dos casos;
  • pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • alterações no mamilo (bico do peito);
  • retração cutânea;
  • dor;
  • hiperemia, abundância de sangue nos seios;
  • saída de líquido anormal pelos mamilos.

Por isso, a mulher precisa observar qualquer alteração em seu corpo. Desse modo, a qualquer sinal, ela deve buscar um médico para realizar exames. Assim como, diagnosticar a doença. Portanto, saiba mais sobre o diagnóstico.

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Como é feito o diagnóstico do câncer de mama?

Contudo, devemos alertar que a presença de qualquer um desses sintomas não é a comprovação da doença. Por isso, o diagnóstico passa por diferentes procedimentos. Então, confira a seguir.

Exame clínico

Os profissionais da saúde fazem observação e palpação das mamas. Assim, conseguem identificar a presença de nódulos. Desse modo, o profissional segue três etapas:

  • Inspeção estática: com a mulher sentada e de frente para o profissional. Então, com os braços relaxados ao lado do corpo, ele observa se há alterações na pele, pigmentações e simetrias. Além disso, observa se há cicatrizes e contornos.

 

  • Inspeção dinâmica: o profissional realiza algumas manobras. Portanto, a paciente deve erguer os braços, colocá-los atrás da cabeça. Em seguida, ela deve fazer movimentos com o tronco do corpo para frente e para trás.

 

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    • Palpação: na última etapa do exame, a paciente deve estar deitada com  os braços atrás da cabeça. Então, o profissional faz a palpação com as pontas dos dedos.

    Mamografia

    A mamografia é uma radiografia das mamas. Então, por meio de um aparelho de raios x, é possível identificar qualquer alteração suspeita. Contudo, a mamografia não é indicada para todas as mulheres. Ou seja, devem fazer o exame nas seguintes idades:

    • entre 40 e 74 anos: exame anual, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia;
    • entre 50 e 69 anos: a cada dois anos, segundo o Ministério da Saúde.

    Nesse sentido, para mulheres abaixo dos 40 anos, a mamografia só é precrita se houver histórico de câncer de mama na família. Ademais, os intervalos também podem variar. Ainda, podem ser realizados ultrassonografia ou ressonância magnética.

    Biopsia

    Por fim, a última etapa para disgnosticar o câncer de mama é biopsia. Assim, parte do nódulo é retirado. Então, é possível avaliar se, de fato, o diagnóstico é positivo.

    Prevenção ao câncer de mama

    Para prevenir câncer de mama, algumas ações são fundamentais. Por isso, conheça quais são as principais.

    Diagnóstico precoce

    De acordo com especialistas, o diagnóstico precoce favorece os tratamentos. Por isso, as mulheres precisam estar alertas. Ou seja, perceber qualquer mudança nos seios. Além disso, as consultas e exames de rotina devem estar sempre em dia.

    Por isso, o autoexame é recomendado para todas as mulheres. Isso porque, independente da idade, as mulheres precisam ser estimuladas a conhecer o próprio corpo. Sendo assim, fica mais fácil identificar qualquer mudança nas mamas e seios.

    Ademais, quando a doença é identificada cedo, os tratamentos deixam de ser agressivos. Ainda, são maiores as taxas de sucesso dos tratamentos.

    Campanha Outubro Rosa

    Nesse sentido, a campanha Outubro Rosa é uma das maneiras de conscientar toda a sociedade sobre o câncer de mama. Desse modo, desde o início dos anos 1990, a campanha tem ganhado força. Mesmo porque, o número de casos tem aumentado.

    Então, devido ao diagnóstico tardio, muitas mulheres têm pouco tempo para o tratamento. Como resultado, muitas chegam a óbito. Nesse sentido, o mês é dedicado a dissemaninação de informações para toda a população. Afinal, essa não é uma responsabilidade somente das mulheres.

    Por isso, o mês de outubro também é considerado um mês de luta. Ou seja, tanto para a conscientização, quanto para o acesso aos exames e tratamentos. Portanto, diversas empresas fazem palestras sobre o assunto e fornecem orientações.

    Dessa forma, podemos notar que o mesmo ocorre em programas de televisão. Ademais, com o uso frequente da internet, as redes sociais têm sido essenciais para divulgar a causa. Assim, a informação chega a mais pessoas.

    Atendimento gratuito no Sistema Único de Saúde

    No Brasil, a prevenção e tratamento ao câncer de mama são gratuitos. Assim, por meio do SUS, o Sistema Único de Saúde, as mulheres recebem orientações. Ainda, os controles são realizados pelo diagnóstico precoce na Atenção Primária à Saúde. Ademais, são realizados rastreio mamográfico.

    Desse modo, no atendimento às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), as mulheres já encontram orientação e são encaminhadas para os demais procedimentos.

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    Mudança de hábitos e uma vida saudável contra o câncer de mama

    Por mais que o câncer de mama seja uma doença incontornável, é possível prevení-lo. Como mostramos, os fatores comportamentais e ambientais podem ser mudados. Segundo o INCA, 30% dos casos podem ser evitados. Por isso, visando a prevenção, mudanças de hábito no cotidano diminui os ricos do câncer.

    Nesse sentido, uma vida saudável visa não só a prevenção de doenças. Ou seja, escolher por hábitos saudáveis também garante qualidade de vida. Então, confira as seguintes orientações.

    1. Mantenha o peso corporal adequado

    A primeira orientação é manter um peso adequado. Porém, adequado não significa ser magro. Diante das cobranças por um corpo perfeito, muitas mulheres acreditam que a perda de peso é sinônimo de beleza. Contudo, manter um peso adequado é respeitar a sua estrutura física.

    Além disso, segundo especialistas, a obesidade após a menopausa aumenta os riscos de câncer de mama. Entretanto, não espere chegar nessa fase da vida para mudar seus hábitos. Ou seja, é preciso manter o peso adequado desde cedo. Isso porque os hábitos são construídos. Então, quanto mais tarde for mudá-los, mais difícil será.

    Ademais, o metabolismo fica mais lento conforme a idade avança. Logo, perder peso se torna cada vez mais difícil.

    2. Tenha uma alimentação saudável

    Nesse sentido, a alimentação está relacionada ao peso. Por isso, invista em uma alimentação saudável. O que não significa fazer dietas restritivas. Desse modo, busque orientação com uma nutricionista para fazer uma dieta adequada para você.

    Sendo assim, entenda que cada corpo depende de nutrientes específicos. Por isso, um profissional adequado saberá identificar e balancear os nutrientes. Ainda mais se você segue alguns estilos de alimentação. Portanto, vegetarianos e veganos precisam de orientações específicas, por exemplo.

    3. Faça atividades físicas

    As atividades físicas são fundamentais para vencer o sedentarismo. Assim, eles precisam fazer parte da sua rotina. Mais uma vez estamos falando de hábitos, então eles precisam ser trabalhados. Ainda mais porque muitas pessoas têm dificuldade de se exercitar.

    Por isso, vamos deixar algumas dicas para te ajudar nessa difícil jornada:

    • comece fazendo caminhadas pelo seu bairro. Inclusive, ter um cachorro ajuda muito;
    • troque o elevador pelas escadas, sempre que possível;
    • diminua o uso do carro, ou seja, deixe-o somente para distâncias maiores;
    • faça aula de dança: pode ser zumba, forró ou ballet – o importante é se movimentar;
    • ande de bicleta;
    • troque o shopping por passeios ao ar livre;
    • leve seus filhos ou netos para passear em parques;
    • invista em aulas de luta: de capoeira a boxe você desenvolve seu equilíbrio, força e resistência;
    • chame as amigas para praticar um esporte: vôlei, futebol e queimada são ideais para treinar em grupos;
    • faça natação, independente da sua idade;
    • procure fazer hidroginástica;
    • faça pilates para melhorar sua postura e concentração;
    • procure uma academia mais próxima da sua casa, e, se possível, volte a pé;
    • faça alongamento todos os dias.

    Como você pode perceber, há diversas dicas para inserir atividades físicas na sua rotina. Desse modo, é possível encontrar uma atividade que você mais goste.

    Contudo, lembramos que antes de iniciar qualquer treino, marque uma consulta médica. Assim, você saberá o estado do seu corpo. Ainda, qual tipo de exercício é adequado para a sua idade e limitações.

    4. Evite o consumo de bebidas alcoólicas

    O consumo excessivo de álcool deve ser evitado. Então, se você costuma beber em grandes quantidades e com frequência, busque identificar as suas motivações. Desse modo, ao identificar os “gatilhos” você entende os motivos que te levam a beber.

    Ademais, o consumo de bebidas alcoólicas podem esconder problemas mais sérios. Ou seja, casos de ansiedade, depressão e estresse podem aumentar a vontade de beber. Ainda mais porque o álcool dá uma falsa sensação de leveza.

    Ainda, essa é uma droga que causa dependência. Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas colocam a sua vida e de outras pessoas em risco.

    5. Amamente seu bebê para evitar o câncer de mama

    A amamentação é fundamental para a mãe e seu bebê. Porém, nem todas as mulheres conseguem amamentar. Nesse sentido, há os casos hormonais em que mães não conseguem produzir leite. Contudo, outras desistem devido a dor nesse processo.

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    Assim, devido à pega incorreta do bebê, há uma dificuldade para a saída do leite. Assim, há um excesso de fricção, machucando os mamilos. Por isso, diversas mulheres acabam tendo uma experiência muito dolorosa e desistem da amamentação.

    Outras ainda, sofrem com o excesso de leite. Nesse caso, o leite acaba empedrando nas mamas. Por isso, o ideal é utilizar bombinhas para auxiliar no processo. Ainda, há a possibilidade de doar o leite em excesso.

    Amamentação sem dor

    Nesse sentido, desde o início da gravidez é necessário buscar orientações para prevenir os desconfortos. Portanto, busque aconselhamento com profissionais sobre a posição do bebê, intervalo entre as mamadas e como aliviar as rachaduras nos mamilos.

    Benefícios da amamentação

    Por isso, conheça os principais benefícios da amamentação:

    • reduz a mortalidade infantil;
    • diminui as chances de alergias, infecções e otites nos bebês;
    • previne doenças respiratórias, diabetes e obesidade no futuro dos filhos;
    • reduz a chance da mulher desenvolver câncer de mama e no ovário;
    • não causa poluição ao ambiente, visto que não há embalagens.

    6. Evite o uso de hormônios sintéticos

    Os riscos dos anticoncepcionais

    Não é de hoje que os anticoncepcionais causam riscos às mulheres. Devido às aletrações hormonais, os principais efeitos colaterais são náuseas e dor de cabeça, alterações de humor e aumento de peso. Ademais, aumentam a chance de câncer de mama.

    Nesse sentido, o ideal é encontrar métodos anticonceptivos que causem menos agressão ao corpo. Por isso, converse com o ginecologista para testar novos métodos. Além disso, é fundamental manter um diálogo sincero com o seu parceiro.

    Mesmo porque, o uso de camisinhas evita não só a gravidez. Ou seja, também previne as doenças sexualmente transmissíveis.

    Câncer de mama e reposição hormonal

    No caso das terapias de reposição hormonal, estas são usadas para o tratamento das mulheres na menopausa. Isso porque nessa fase, as mulheres precisam lidar com as mudanças de humor, ondas de calor e ressecamento vaginal.

    Por mais que os benfícios diminuam esses sintomas, o uso por mais de 5 anos aumentam as chances de desenvolver câncer de mama. Por isso, a reposição hormonal não deve ser realizada por longos períodos. Ainda, é preciso fazer acompanhamento médico.

    Ademais, mulheres com pressão alta, endométrio e doença hepátitica precisam de um acompanhamento rigoroso. Desse modo, para evitar o uso de hormônios, é possível fazer terapias alternativas.

    Nesse sentido, especialistas indicam tratamentos naturais com o uso de soja, vitaminas e fitoterápicos. Ainda, há a possibilidade de utilizar antidepressivos para diminuir a irritabilidade e insônia.

    7. Evite exposição a determinadas substâncias

    Segundo o INCA , determinados trabalhos colocam a vida das pessoas em risco. Isso porque elas ficam expostas a agrotóxicos, benzeno, hormônios, dentre outros. Desse modo, as atividades nas indústrias da borracha e plástico aumentam os ricos da doença. Além da indústria química e refinaria de petróleo.

    Assim, “os profissionais que apresentam risco aumentado de desenvolvimento de câncer de mama são os cabeleireiros, operadores de rádio e telefone, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, comissários de bordo e trabalhadores noturnos.”

    Considerações finais sobre câncer de mama

    Neste artigo, nós apresentamos as principais maneiras de evitar o câncer de mama. Pois, tudo o que fazemos traz consequências para o nosso corpo. Por isso, antes de ter que lidar com uma doença tão agressiva, é possível prevenir os fatores de risco.

    Desse modo, criar uma consciência sobre o seu próprio corpo é fundamental. Portanto, você mulher, fique atenta aos sinais e preze por uma vida de hábitos saudáveis. Ou seja, faça escolhas mais assertivas visando o seu próprio bem-estar e qualidade de vida.

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