o que significa clautro

Claustro: significado e psicologia

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Você já ouviu “claustro” alguma vez? Ou já escutou, mas não entendeu o seu significado? Então, você veio ao lugar certo para entender o que significa e como esse termo está relacionado com a psicologia. Por isso, confira o nosso post.

O que significa claustro?

Segundo o dicionário online Dicio, o significado de claustro pode ter relação com a arquitetura. Isso porque esse termo é utilizado para designar um local que sempre está fechado. Já em sentido figurado, a palavra significa os hábitos dos monges (clausura). Ou ainda, pode se referir a um estilo de vida que alguns religiosos adotam, em que eles ficam enclausurados.

Claustro e psicologia

O termo é muito utilizado para assuntos relacionados com a claustrofobia, que é uma fobia em que a pessoa se sente presa, sem nenhuma possibilidade de sair. Então, vamos entender melhor sobre essa patologia nos próximos tópicos.

Claustrofobia: o que é?

Antes de mais nada, precisamos compreender que a claustrofobia se refere a uma fobia situacional, em que a pessoa sente medo de lugares fechados. As pessoas claustrofóbicas, ou seja, sujeitos que têm claustrofobia, tendem a sofrer ataques de pânico ou receio de isso ocorrer.

Aliás, as fobias, de um modo geral, são descritas como um medo muito forte de um determinado objeto ou lugar. Ainda, pode ocorrer com alguma situação ou algum animal. O desenvolvimento ocorre quando a pessoa tem um senso de perigo irrealista perante a qualquer situação ou coisa.

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Essa fobia pode ocorrer até mesmo quando a pessoa não tem contato com o objeto ou situação. Por exemplo, um claustrofóbico pode apresentar alguns problemas só de imaginar algum ambiente fechado ou pensar em um lugar confinado.

Caso a fobia se torne muito grave, o sujeito pode acabar organizando a sua vida de acordo com esse sofrimento. Ou seja, se uma pessoa tem claustrofobia, ela acaba evitando elevadores, por exemplo.

Se ocorrer algum ataque de pânico nesses lugares fechados, a pessoa tem medo não pode escapar daquela situação. Além disso, quem tem essa claustrofobia acredita ser muito difícil respirar em ambientes confinados.

Claustrofobia: qual é a origem?

Assim como muitos outros distúrbios, a claustrofobia é desenvolvida conforme algum incidente traumático ocorrido na infância. Contudo, essa não é a única origem dessa fobia, fatores biológicos e ambientais podem ter ligação com o esse surgimento.

Em alguns casos, as pessoas já podem ter um estilo de vida que ajuda no desenvolvimento da claustrofobia. Já em outras situações, alguns sujeitos podem aprender a ter uma atitude cautelosa conforme algumas experiências.

Aliás, há outras teorias sobre esse surgimento. Uma delas é que uma parte do nosso cérebro que tem a função de controlar o corpo a lidar com o medo não colabora com pessoas com fobia. Assim, ela sente um medo exagerado que apresenta sinais no corpo.

Quais são os sintomas da claustrofobia?

Uma pessoa que tem esse tipo de fobia sempre se encontra em um ambiente fechado. Por conta disso, ela tem ataques de pânico e de ansiedade ou de pânico. Então, nessas situações, as pessoa sente:

  • frequência cardíaca acelerada;
  • suor;
  • hiperventilação ou “respiração excessiva”;
  • sensação de asfixia;
  • falta de ar;
  • dor no peito;
  • boca seca;
  • dormência;
  • confusão ou desorientação;
  • tontura;
  • tremores;
  • náusea;
  • desmaio;
  • medo de dano real ou morte.
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Como tratar a claustrofobia?

Assim, como qualquer outra fobia, a claustrofobia não é fácil de curar, mas é possível! Esse distúrbio pode ser tratada com uma variedade de tratamentos, tais como:

  • terapia cognitivo-comportamental;
  • terapia de realidade;
  • uso de medicação anti-ansiedade.

Os terapeutas são os mais indicados para ajudar uma pessoa claustrofóbica a lidar melhor com essa fobia. Afinal, eles auxiliam a pessoa a desenvolver habilidades para enfrentar o medo e a ansiedade.

Esses profissionais ajudam a pessoa a compreender e ajustar os seus pensamentos que criam a ansiedade ou o ataque de pânico. Isso tudo ocorre de forma lenta e gradual para que o sujeito possa trabalhar isso em situações reais do dia a dia. Por exemplo, não ficar tão nervoso quando for usar o elevador.

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    A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é um método em que o sujeito é encorajado a mudar as suas atitudes que levam a esses sentimentos de medo. Essa abordagem é bastante utilizada para tratar qualquer tipo de fobia e o objetivo é manter a pessoa relaxada. Após esse relaxamento, ela imagina quais formas para lidar com o transtorno.

    Além da TCC, há outras formas de tratamento. Por exemplo, a pessoa fica de “cara a cara” com a fobia na vida real. Claro que tudo isso é feito por meio do terapeuta, já que ele saberá qual é dosagem correta para não retroceder no tratamento. Então, uma pessoa com claustrofobia pode ser convidada a ficar em uma sala pequena por um determinado tempo.

    Por fim, o uso de medicamentos antidepressivos e anti-ansiedade são ferramentas para aliviar os sintomas relacionados com essa fobia. Contudo, é importante ressaltar que a automedicação pode piorar o quadro. Por isso, é fundamental ter as orientações de um médico especializado.

    Livro: “O Claustro” de Donald Meltzer

    Para finalizarmos o nosso post, apresentamos outra ideia de claustro, mas desta vez na área da psicanálise. O psicanalista Donald Meltzer escreveu o livro “O claustro: uma investigação dos fenômenos claustrofóbicos” (1992) que ajuda a entender sobre isso. Aliás, ele utilizou estudos do pai da psicanálise, Sigmund Freud, além de outros estudiosos: Melanie Klein e Wilfred Bion.

    Meltze explica que o termo claustro foi introduzido por Klein e contou com as ideias de Bion para o aprimoramento. O livro aborda como a fantasia de inserir objetos, por meio de práticas masturbatórias que ocorrem nos primeiros meses de vida, tem o objetivo de livrar-se da dor psíquica. “O Claustro” vale a pena a leitura para quem quer ter mais interesse no assunto.

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    Nas três partes e 13 capítulos que compõem o livro, o autor desenvolve um entendimento sobre aspectos importantes para a psicanálise. O leitor terá a oportunidade de ter um contato mais profundo nas experiências do psicanalista.

    Além disso, quem lê entenderá as suas ideias originais sobre pacientes que vivem como prisioneiros desse claustro. Já que esses sujeitos têm dificuldades para entrar em contato com a realidade e temem que seus comportamentos intrusivos possam ser descobertos.

    Considerações finais sobre o claustro

    Esperamos que você tenha gostado do nosso post. Para finalizar, temos um convite muito especial, que com certeza mudará a sua vida! Aliás, com ele você poderá iniciar uma nova jornada, tudo isso por meio do conhecimento dessa área tão vasta: a Psicanálise.

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