Como surgiu a clínica na Psicanálise? Entenda

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Para discorrer sobre o assunto clínica na Psicanálise, precisamos nos reportar ao que assimilamos no módulo I, sobre o conceito da Psicanálise. Veja:

O termo Psicanálise é utilizado para se referir a um constructo teórico. Esse contructo é baseado nos preceitos da hermenêutica. Podemos classificar a hermenêutica como um campo de estudo, que tem por referência a explicação.

Essa explicação compreende os sentidos implícitos. Desse modo, possui um caráter investigativo que busca a interpretação do que está além do objeto.

A clínica na psicanálise e a ciência moderna

Diante disso, fica nítido para nós o quanto a psicanálise está atrelada a ciência. Podemos notar isso em algumas características. Pelo fato da ciência moderna ter origem no século XVII com a informação de que o saber aglomerado, até então, exibe um limite. Além disso, sabemos que descobertas novas são capazes de evidenciar o quanto este saber está arcaico.

Veja o que aconteceu na idade média, quando Kepler, através de investigações, afirmou que os astros não giravam de uma maneira tão regular como assegurava Ptolomeu. O mesmo aconteceu com Galileu ao afirmar que a Terra girava sobre ela mesma e em torno do sol. Com isso, ele contrariou todo um arcabouço teológico da Igreja, que mantinha o poder sobre a ciência por meio da Bíblia.

É interessante imaginar o quanto essas descobertas e informações tiveram um grande peso sobre os contemporâneos desses cientistas.

A ciência moderna rompe os paradigmas

Quando Isaac Newton afirmou que chegaria o tempo em que o homem correria à estrondosa velocidade de 60km por hora, Voltaire o taxou de louco. Ademais, alegou que isso jamais chegaria a acontecer.

Concomitantemente, afirmamos isso para expor que a ciência contemporânea nasce com a descoberta do real como o que põe em cheque o saber. Além disso, acende uma nova elaboração, porém todo cientista é cônscio de que qualquer saber está à mercê do real.

Descartes iniciou alguns fundamentos da nova ciência, afirmando que é necessário que haja no ser humano um desejo de conhecer aquilo que é desconhecido. Isso porque só assim novas descobertas aparecem. Portanto, Descartes alega: “Duvido, penso, portanto, eu existo”.

A ciência moderna está rompendo quase todos os paradigmas que tínhamos. Até mesmo quando Aristóteles dava preferência à coisa existente e ao vínculo que liga a ela o sujeito que apreende por meio dos sentidos.

O “buraco no saber”

O sujeito, enquanto peculiaridade a ser extinguida, tanto do objeto como da língua na qual a ciência se dilata, é um “buraco no saber”. A ciência não consegue se distanciar dos limites do saber para dar uma volta do lado do real, ao deixar que apoiassem os seus mecanismos lógicos.

É comum que um sujeito seja guiado pelo que ele não sabe – paixão da ignorância docta (falta do conhecimento). Nesse formato, o indivíduo só assimila se a matemática, as alocuções e as práticas forem claras.

O nascimento da clínica

Foi exatamente a chegada da ciência moderna que admitiu o alargamento de uma clínica médica.

O sucesso dessa clínica está em sua origem e no afastamento de um campo que a ela resiste, tanto no plano da aclaração como no da terapêutica. Supõe-se que as chamadas patologias diriam respeito menos ao organismo do que a esse indivíduo que a ciência se encorajaria para esvaziar.

Psiquismo e mental

De tal modo, aparece o postulado, entre o organismo e um certo número de patologias, de uma modificável intermediária, o psiquismo ou o mental.

Observe que o psiquismo e mental são significantes concebidos nesse uso para tentar fazer o indivíduo entrar outra vez no discurso da ciência.

Debaixo de muitos esforços, os cientistas pensam alcançar, assim, um tratamento objetivo do dito indivíduo. Mas ele não compreendem que repetem essa tentativa de exclusão, característica da ciência moderna.

Com muita paciência, os pesquisadores deveriam se estribar sobre a grande influência que Darwin teve nesse período. Ademais, deveriam levar em consideração o advento das psicologias do desenvolvimento e da criança. Essas psicologias são assinaladas pela observação longitudinal de casos particulares, ou seja, o pesquisador nota isso em seus próprios filhos.

Só assim ele poderia fazer a ciência e a pesquisa na observação mais íntima do seu lar. Mais especificamente no nível do desenvolvimento do indivíduo. Então, teria um resumo das etapas do viver humano.



Sendo assim, ele descobriria que o ser humano está reduzido a determinações biológicas, psicológicas e sociais, situadas na infância e aquém. Além disso, ele está agindo em influência mútua com variáveis do meio ambiente.

A clínica psicanalítica

É óbvio que a psicanálise é filha da ciência, pois ela não seria admissível sem a produção do sujeito da ciência. Com toda convicção, seria imprescindível analisar suas condições de invenção por Freud. O psiquiatra, com muitas pesquisas, desenvolveu e aprimorou sua técnica psicanalítica.

Como já vimos no módulo I, a psicanálise é a única disciplina que não desisti do paciente clinicado. Dessa forma, nunca abdica daquilo que constitui sua especialidade.

A psicanálise não poderia ser uma ciência como as outras ou mesmo uma ciência do indivíduo. Isso ocorre porque, uma vez que essa ciência do reservado e um particular que fala uma outra língua que não a matemática é conflitante.

clínica na psicanálise não se mantém à altura das reivindicações da ciência sem correr o risco de reduzir-se a ela, a não ser conservando sua ética.  Além disso, ela corre o risco de suprimir o indivíduo, bem como a verdade que o causa.

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O artigo presente foi escrito por Zedequias Vieira Cavalcante, exclusivamente para o Blog Psicanálise Clínica.

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