Sandor Ferenczi: síntese da vida e obra

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Um dos maiores psicanalistas que temos registro, Sandor Ferenczi deixou a sua marca no mundo clínico. De origem húngara, o psicanalista manteve contato direto com Freud, sendo um de seus colaboradores mais íntimos. Descubra um pouco mais dessa figura tão importante e o legado que nos deixou.

Origem

Seu nascimento se dá na distante Húngria, país fixado na Europa Central. Ferenczi nasceu membro de família com origem judia. Seu campo familiar era totalmente voltado para a intelectualidade que marcou a sua época, algo que ajudou na sua formação. Graças a isso, desde muito jovem sempre foi estimulado a quebrar barreiras de pensamento, moldando o adulto que viria a ser.

Os pais de Sandor, diminutivo de Alexandre, eram livreiros por vocação, cuidando cuidadosamente do negócio em paralelo aos cuidados com a família. Dessa forma, graças a isso, o pequeno desde cedo se ligou a artistas e pensadores que visitavam a loja dos seus pais. Isso ajudou para que seu pensamento florescesse de maneira adequada, lhe atribuindo as características na parte posterior desse artigo.

Formação de Sandor Ferenczi

Sandor Ferenczi se formou em Medicina aos 21 anos de idade na Universidade de Viena, seguindo um curso interessante para o padrão da época. Posteriormente, dedicou seus esforços na área da saúde e conseguiu a sua formação em Neurologia e Neuropatologia. Em seguida, começou os seus estudos com a hipnose, utilizando da ferramenta para agregar resultados ao seu trabalho.

Sandor Ferenczi sempre se mostrou preocupado com os males que os indivíduos possuíam na época. Desde sempre, trabalhou constantemente para diminuir a dor psíquica. Dessa forma, graças ao seu trabalho, muitos pacientes em grave estado de sofrimento encontraram alívio  para os seus tormentos não palpáveis.

Para chegar até tal resultado, consultou e se aproximou de terapias alternativas para uma cura. Isso o aproximou de seitas orientais e do espiritismo, se encontrando definitivamente com a Psicanálise. Assim, confortável com as ideias propostas por seu futuro amigo e mentor, Sandor deu seguimento ao seu trabalho na busca pelas curas mentais.

Características

Sandor Ferenczi, ainda que pouco conhecido, é lembrado por muitos pelas características peculiares que possuía. Assim, não foi reconhecido só pelo trabalho, mas pelo olhar humano ao analisar os problemas dos pacientes comove quem hoje estuda sua obra. Por meio dele, é possível estabelecer alguns parâmetros de conduta, algo que contribuirá ao trabalho científico.

Veja algumas características do psicanalista húngaro que chamam atenção:

Questionador

Muitos comparavam Sandor a uma criança extremamente sincera. Não por maldade, mas o psicanalista carregava uma ingenuidade nos seus questionamentos. Dessa forma, por conta disso, não se sentia refreado e embaraçava muitos adultos. Lendo sua história, podemos até rir imaginando o momento.

Ousadia

Ferenczi não se sentia intimidado pelo teor dos assuntos com os quais trabalhava. Sempre se mostrou dedicado às questões mais delicadas da parte teórica e clínica delas. Contudo, essa dedicação pelo o que não era trabalhado por Freud chamava a atenção. Graças a isso, Ferenczi se destacou positivamente e se tornou seu aprendiz preferido.

Muito a frente do seu tempo

Enquanto algumas pessoas evitavam abordar temas considerados espinhosos, como homossexualidade e a mulher, Sandor os tratava com maestria e delicadeza. Assim, o psicanalista quebrava a barreira conservadora e preconceituosa da sociedade. Dessa forma, mostrava a sua genialidade ao tratar abertamente sobre os assuntos sem temer julgamentos por assuntos vistos como tabus.

Atencioso com quem precisava

É notável a sua participação na luta contra a opressão que pessoas marginalizadas sofriam. Graças a ele, mulheres tinham seus problemas ouvidos, bem como outras partes excluídas da sociedade. Em 1906, atuou em favor da comunidade homossexual, entregando um texto para a Associação Médica de Budapeste.

Trabalho

Sandor foi um dos amigos mais íntimos de Freud, completando o seleto grupo que ajudou a alavancar a Psicanálise. Seu trabalho teórico surgiu a partir daí, dando ênfase no tratamento de pessoas com psicose. Graças a Sandor, possuímos material para avaliar transtornos de caráter e de narcisismo, por exemplo.

Além disso, o psicanalista cunhou o termo “introjeção”. Na sua obra “Transferência e introjeção”, Sandor esclarece que a introjeção seria como um mecanismo de defesa ao indivíduo. Ele esclarece perfeitamente que cada indivíduo de uma faixa etária se utiliza disso de forma variada. Enquanto adultos tentam se proteger, as crianças usam como ferramenta de crescimento.

Até a sua morte em 1933, o psicanalista participou ativamente da comunidade psicanalítica. Anualmente, publicava materiais que esclareciam e davam uma roupagem clara aos temas abordados desde o início da sua pesquisa. Além disso, Sandor também se prestava a trabalhos de análise, estudando figuras como Melanie Klein e Geza Roheim, herdeiros da Psicanálise.

Movendo os tijolos na estrutura da Psicanálise

Como de costume, detalhes importantes de sua vida não chegam a conhecimento público. Poucos sabem, por exemplo, que o movimento Kleiniano só cresceu com a ajuda de Sandor. Ao criar o termo “introdução” dentro da Psicanálise, deu a Melanie Klein as bases que precisava para reformular a Psicanálise.

Assim, graças a isso, foi possível atender os pacientes regredidos. Dessa forma, isso ampliou bastante o processo de terapia, fugindo da busca clássica de Freud por casos de neuroses.

Ele também propôs uma maior aproximação entre analista e analisado durante a sessão. Sandor comprovou que isso acarretaria mudanças psíquicas positivas na mente do analisado. A empatia, objeto que era comumente evitado na época, passou a integrar sua pasta de trabalho. Por conta disso, conseguia resultados efetivos na busca por uma cura.

Sandor Ferenczi desafiou o tempo, as convenções e até ele mesmo em seu percurso na Psicanálise. Seu esforço contínuo em melhorar o trabalho da psicanálise garantiu um posto merecido entre os condutores do futuro. Seu trabalho e influência quebram barreiras até hoje, movimentando positivamente novas descobertas e outros questionamentos.


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Contudo, apesar da sua importância, Sandor não é tão reconhecido quanto merece. Basicamente, muitos não associam o rosto da figura ao seu trabalho. Ainda assim, devemos destacar a importância deve revolucionário psicanalítico na ciência. Graças a ele, encontramos a maleabilidade necessária para tratar de problemas clínicos e aparentemente sem solução.

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