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Como melhorar a comunicação no amor?

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A comunicação no amor é um fator indispensável para a construção de relacionamentos saudáveis. Leia abaixo maneiras simples para construir uma comunicação com a pessoa amada, que seja efetiva, influenciando de maneira positiva quem está a nosso redor.

O amadurecimento do aparelho mental

A função do viver está na busca pelo outro, do amor pelo outro. O indivíduo procura em toda a sua vida “um porto seguro”, alguma pessoa que ele acredite que estará sempre à sua disposição. A condição humana será sempre conviver com a eterna insegurança e possibilidade de sentimento de perda e falência psíquica.

No entanto, podemos pensar que, crescendo e se desenvolvendo, criamos um aparelho mental, psíquico. Ele pode suportar, digerir e elaborar a angústia sem necessariamente enlouquecer ou ter necessidade de uma dependência patológica.

Assim, teremos de contar com uma força de vida, intrínseca, inerente, e com ela desenvolver a capacidade de trabalho psíquico, sozinho ou com a ajuda de outra pessoa.

A convivência entre os seres humanos nunca foi tão ruim

Para que esse desenvolvimento ocorra de forma harmoniosa e venha torna-se um indivíduo com capacidade de criar e manter relacionamentos, alguns fatores são importantes. Dentre eles, o tipo de relacionamento no âmbito familiar na infância. Ele vai influenciar a aprender a lidar com as perdas sem grandes traumas, por exemplo.

Na atualidade percebe-se uma grande dificuldade para a convivência com qualidade. Seja no seio familiar, ambiente de trabalho, entre os tidos como amigos e inimigos (hoje os desafetos em sua maioria são penalizados com a extinção da vida, às vezes por motivos fúteis). Nos relacionamentos amorosos também.

A dificuldade em ouvir cresce a passos largos. Diálogos são cada vez mais raros e truncados. Pode-se atribuir à virtualidade (mundo digital) cada vez mais influente, podendo incluir a seletiva de quais seres podem fazer parte da lista de relacionamentos.

Um elemento muito utilizado, o preconceito, que muitas vezes já vem incutido desde a infância, que se perpetua pela vida afora. Isso tudo apesar do discurso de que preconceito já não mais faz parte do cotidiano.

O preconceito deve ser combatido na infância

Seguindo a linha de que preconceito precisa ser combatido desde a infância, um fato ocorrido na Espanha (vídeo na internet), em um parque crianças brincavam em grupo todos sorridentes.

Uma mãe chega com seu filho pela mão, na mesma faixa etária dos demais, e tenta colocá-lo no mesmo brinquedo acontece que as outras crianças não permitem e chegam a agredi-la.

A mãe se dirige as mães presentes e estas não demonstram nenhum interesse pela situação causada por seus filhos, apenas uma vai até seu filho para chamar-lhe atenção. A situação continuou.

Uma cena de racismo

Então a mãe do menor, vendo que não iria ter solução, pegou seu filho e se dirigiu a outro brinquedo que estava vazio. Mas as crianças saíram de onde estavam, indo ao encontro do menino que brincava apenas com sua genitora.

Eles começaram a gritar “você não é branco”, como se não bastasse os gritos, se aproximavam e davam tapas, sem a intervenção dos pais daquelas crianças, a mãe pega seu filho e vai procurar outro parque.

A Comunicação no amor deve ser assertiva

É de conhecimento da sociedade, que ocorrências desse gênero se fazem presentes no mundo todo, os quais deveriam serem corrigidos. As crianças devem ser motivadas a terem relacionamentos saudáveis. Sem esta fase do aprendizado, chegarão à idade adulta sem condições de manter vínculos afetivos e saudáveis no seu caminhar.

Existe a dificuldade de uma certa continuidade dos vínculos, devido a uma falha comunicação no amor. E isso vai produzindo uma forma de ilusão. Ou seja, isso envolve questões de confiança em si mesmo, de confiança no outro, nas instituições.

Construa uma comunicação assertiva, não violenta. Foque em resolver os problemas, não em “ter razão”, não em “lavar roupa suja”, não em ofender a outra pessoa.

Estamos desviando-nos do foco da comunicação no amor

E isso tem uma ressonância – uma questão muito importante que a psicanálise estudou – que é uma condição de desamparo. Assim, quando o mundo externo não lhe dá muitas garantias, soma-se a estranheza com você mesmo e com esse mundo exterior. ( Bernardo Tanis).

Além de valores que são imputados desde a mais tenra idade, que dificultam a demonstração de afeto, dentre outros a violência vivenciada no dia a dia vem fazendo com que a sociedade, no desejo de se proteger, não esteja tão aberta a relacionamentos.

E, assim, direcionando sua atenção para os vínculos virtuais e desviando o foco da comunicação no amor com pessoas que estão ao nosso redor.

A socialização passa por um momento difícil

Segundo Guimarães (2002), o medo da violência fez com que a socialização ficasse cada vez mais difícil. Dessa forma, para suprir essa necessidade de contato intelectual, social e afetivo, algumas pessoas, que hoje são milhões, foram aderindo a essa nova maneira de se comunicar, de fazer novas amizades: os “chats” de conversação.

Há muitas dificuldades em se tratando de relacionamentos na sociedade moderna. Seja pela incapacidade de aceitar o outro como ele é, não saber ouvir, medo da violência, prioridade ao uso da internet.

A adequação a uma vida moderna

A inclusão e a tolerância às diferenças precisam fazer partes do cotidiano da sociedade com objetivo de criar, estreitar e sustentar laços fortalecendo as relações. Assim, nesse contexto, construir valores que venham contribuir para a prática da tolerância entre os indivíduos.

A amorosidade e a fraternidade não podem em nome das dificuldades serem descartadas do comportamento humano. Cabe a cada um buscar dentro de si, resgatar do fundo do seu ser esses sentimentos e adequar-se à vida moderna.

Conclusão

A modernidade não é sinônimo de desamor. Ela implica em identificação entre os seres, ou seja, enxergar o outro como semelhante, mesmo com a existência das diferenças.

Assim, ao melhorar a comunicação no amor cria-se vínculos mais duradouros nos relacionamentos cotidianos em qualquer âmbito da vida em sociedade. “Amor começa com respeito e tolerância.”

Autora: Edna Jesus, exclusivamente para o blog do Curso EAD de Formação de Psicanalistas (inscreva-se).

 

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