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Fases do sexo: estímulo, desejo, excitação e orgasmo

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As fases do sexo, descobertas e descritas por Sigmund Freud, são essenciais para o auxílio do tratamento de distúrbios de origem sexual. Neste artigo, você entenderá como o estímulo, o desejo, a excitação e o orgasmo funcionam no ato sexual.

A dificuldade de falar sobre conteúdos sexuais

Explanar assuntos de conteúdo sexual é entrar em um mundo ‘’aberto e fechado’’ ao mesmo tempo. Inúmeras argumentações, visualizações, prazeres, tabus, posicionamentos, opiniões.

Talvez o sexo seja um dos momentos mais claros, para se observar a relação que as emoções, sensações e prazeres mentais causam no corpo físico do indivíduo, e como as sensações físicas estimulam às reações emocionais de sentido.

Homens e mulheres reagem de forma diferente nas fases do sexo

Todo ser humano é constituído de bioenergia e essa se manifesta a todo momento, de várias formas e expressões, como pelo o som da nossa voz (energia sonora).

Isso acontece também através de nossos movimentos corporais (energia cinética), libido (energia sexual – interação entre energia mental estimulando o físico ou o físico estimulando o mental), entre outros exemplos.

Se tratando de homens e mulheres com suas complexidades em diversos aspectos, podemos observar diferenças e semelhanças sexuais interessantes, que vamos intitular como ‘’fases’’ da resposta sexual humana ou fases do sexo.

As fases do sexo

  • Fase do Estímulo sexual: Podemos compreender que o estímulo sexual no homem se difere bastante do estímulo sexual na mulher. O homem é atraído pelo que vê e imagina, já a mulher é atraída pelo que vê, sente, por como é tratada. Podemos afirmar que o mesmo estímulo causa impactos e reações diferentes nos homens e nas mulheres.
  • Fase do Desejo sexual: Essa fase é desencadeada quase simultaneamente pela fase de estímulo. O homem e a mulher conseguem quase sentir as futuras sensações que se esperam que aconteça, há uma semelhança muito grande nessa fase no que ocorre com o homem e com a mulher.
  • Fase da Excitação sexual: A fase de excitação pode ser uma via de mão dupla, sensações físicas desencadeando pensamentos, desejos, visualizaçõe. Ou criações mentais estimulando o corpo físico, causando reações como ereção masculina (e até ejaculação) e lubrificação vaginal nas mulheres.
  • Fase do orgasmo: Com certeza a fase mais curiosa e difícil de se desenrolar com palavras , visto que há uma particularidade muito individual de cada pessoa. Podemos pensar que o orgasmo está ligado totalmente ao ato de ejaculação no homem ,e no ato de clímax da mulher. Porém, na prática vemos que as sensações emocionais também ditam com bastante intensidade o chamado orgasmo.

Comum são relatos de homens que dizem ter sentido ‘’mais prazer’’ algumas vezes do que em outras relações sexuais com a mesma parceira. O mesmo relato dito por mulheres com o mesmo parceiro. O que podemos entender é que o orgasmo é uma junção dos prazeres sexuais físicos e psíquicos, e que é bastante individual.

O orgasmo feminino nas fases do sexo

Freud polemizou um ponto que é motivo de controvérsias e também a críticas. Segundo o Psicanalista, na mulher o orgasmo pode ser gerado por dois estímulos diferentes: orgasmo vaginal ( que ele entendia como o ‘’correto’’) e orgasmo clitoriano (que ele descreve como ‘’imaturo’’).

Ele usou o argumento de que algumas mulheres não conseguiam orgasmo pela penetração vaginal. Isto é, haveria necessidade de estimulação clitoriana, o que pela sua ótica seria algo anormal no que se refere ao sexo ‘’saudável’’.

A individualidade sexual deve ser levada em consideração

Como um mundo ‘’aberto e fechado’’ ao mesmo tempo, a realidade sexual deve ser avaliada individualmente, e dificilmente haverá acerto se generalizarmos o assunto.

Entendendo um pouco sobre essas fases do sexo, dispomos de um leque maior de possibilidades para direcionar de forma mais clara as orientações para o pacientes. Ou seja, tratando cada problemática da forma mais adequada possível.

Causas de distúrbios sexuais

É Importante buscar e tratar as possíveis causas do problema, sempre com uma postura aberta e individualizada das situações, causas essas que podem ser:

  • Orgânicas: Cansaço físico, debilidade física, diabetes, idade, sedentarismo, obesidade, problemas cardíacos e no próprio órgão genital.
  • Psíquicas: Traumas profundos, ansiedade, bloqueios emocionais, stress, medo, experiência sexual por abuso infantil ou adulto, experiência sexual frustrante.
  • Substâncias Químicas: Uso de algumas drogas podem causar disfunções sexuais em ambos os sexos.

Controle psicossomático para a motivação sexual

Segundo Helen Singer Kaplan, há um modelo Psicossomático de controle, para uma motivação sexual, são eles:

  • Incitadores sexuais (estimuladores): De caráter fisiológico – Testosterona ,estimulação genital e afrodisíacos. De caráter psicológicos – Parceiro atraente, estimulo erótico e fantasias, amor e galanteio.
  • Supressores sexuais (inibidores): De caráter fisiológicos – distúrbios hormonais, drogas e seus efeitos colaterais e depressão. De caráter psicológicos – parceiro não atraente, pensamentos negativos, anti-fantasias, emoções negativas, estresse ou raiva.

Inegável é que o tema sexualidade sempre é atual. Há um mundo de assuntos relevantes a serem explorados e explicados. Em qualquer época esse assunto foi e é relevante.

Conclusão

Compreender as fases do sexo pode ser determinante para bom papel terapêutico do Psicanalista junto aos seus pacientes.

A análise terapêutica tem um papel fundamental para a saúde e conhecimento sexual de um indivíduo. Porém, não devemos nos responsabilizar sozinhos e excluir outros profissionais que podem agregar benefícios ao paciente.

Alguns profissionais como médicos, sexólogos, acupunturistas, devem receber indicação por nossa parte, partindo de um atendimento multiprofissional em benefício do paciente.

Autor: Jean Moreira, exclusivamente para o blog do Curso EAD de Formação de Psicanalistas Clínicos (matriculas abertas).

 

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