Depressão na terceira idade: O que fazer?

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A figura do idoso tem ganhado novos contornos na medida em que a expectativa de vida vem aumentando gradualmente em vários lugares do mundo. Nesse contexto, muitos deles se veem expostos à vulnerabilidade por completo. No posto de hoje, vamos entender melhor sobre a depressão na terceira idade e o que fazer para trabalhar um tratamento em conjunto com os idosos.

A realidade

Infelizmente, a depressão na terceira idade é um dos quadros muito comum. Tudo acontece de acordo com a vivência e a situação do idoso. Por exemplo, os que convivem com a família tem menos chances de desenvolver o problema. Por outro lado, quem está só em casa ou asilos alimenta mais facilmente sua condição.

Aliás, os idosos que convivem sozinhos têm 30% de chance em desenvolver a doença. Conectando esses dados com a realidade em que vivemos, há muitos brasileiros na terceira idade que necessitam de assistência urgente. Além dos idosos que estão morando sozinhos, quem está hospitalizado tem quase o dobro de chance de mostrar sinais.

Mesmo que haja grupos de profissionais capacitados para tratar do problema, podemos ver que o quadro geral não é positivo. Muitos idosos nem sabem que estão doentes e associam com essa fase de transição em suas vidas. Dessa forma, passam a se adequar, achando que isso passará. Infelizmente, isso inicia a espiral em descida para problemas maiores.

Perspectivas

Um estudo sobre a depressão na terceira idade divide os idosos em dois grupos. Enquanto o primeiro é preenchido por quem nunca teve depressão e passou a ter, o segundo já vivencia o problema. Isso se dá através de uma construção esporádica que vai e volta, gerando ciclos mais intensos e amenos.

Em relação ao primeiro, o problema acontece graças às vivências e dificuldades alcançadas no próprio envelhecimento. Isso inclui os quadros onde a demência aumenta juntamente com os problemas cognitivos. Além disso, muitos sentem que perderam relevância social e desgostam das doenças físicas que apresentam.

O segundo grupo já apresenta históricos depressivos há bastante tempo, sendo estes tratados ou não. Infelizmente, isso acaba por gerar características crônicas já enraizadas na vida da pessoa. A sua vida foi construída em cima de enfrentamentos constantes ao problema que, nem sempre, resultaram em alguma vitória.

Impactos

Infelizmente, a depressão na terceira idade pode ser vista como mais grave do que a que ocorre com os jovens. Isso porque os sintomas costumam ser mais intensos nos idosos, de modo que estes se queixam mais dos sinais somáticos. Isso sem contar que a depressão neles não costuma ser tão visível quanto em outros grupos, aumentando:

Dor

Naturalmente o nosso corpo sente limitações com o decorrer do tempo. Nos idosos o quadro é pior pois a depressão fala através da dor física. Ao invés das limitações comuns e esperadas, esse grupo se fecha por conta da batalha com o corpo. Como dito acima, os sintomas da depressão nesse período são mais silenciosos que o comum.

Perda de energia

Além das dores físicas, os idosos depressivos não possuem disposição, mesmo para tarefas simples. Os mesmos evitarão fazer qualquer atividade que lhes traga desgaste. Acontece que a inatividade prejudica da mesma forma, já que evitam se movimentar como recomendado.

Isolamento e apatia

Graças a diversos fatores, incluindo a percepção de rejeição, os idosos tendem a se isolarem. Eles se sentem como partes descartadas de um sistema muito a frente deles. Ademais, eles passam a desenvolver uma apatia em relação às pessoas, à comida e à própria vida. Sofrem em silêncio até que tudo se resolva com a morte.

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Fatores de contribuição ao quadro de depressão na terceira idade

Não existe uma causa específica para que a depressão possa surgir, especialmente a depressão na terceira idade. Trata-se de uma compilação de diversos fatores que se somam e se traduzem nesse quadro. O pior de tudo é que os idosos são mais sensíveis a isso, sendo atingidos facilmente pela:

Ausência familiar

Para muitas pessoas é insuportável se abandonada por aqueles que deveriam retribuir o que ela deu. O abandono familiar é bastante comum nessa época da vida como solução para não conhecer as necessidades do idoso. Por exemplo, no Japão um idoso cometeu um crime para ir preso e ter alguma companhia. Ele acreditou que receberia cuidados, pois não conseguia viver só.

Papel social e aposentadoria

Ninguém quer trabalhar a vida toda para sobreviver com um pouco de tudo o que entregou. Porém, essa é a realidade de diversos locais, incluindo o setor previdenciário brasileiro. Além de se sentirem deslocados socialmente, os idosos precisar lidar com os problemas em se ter pouca remuneração na aposentadoria. Como já é de se esperar, a qualidade de vida fica mais comprometida.

Solidão

A depressão também surge quando um idoso perde alguém muito próximo, como um cônjuge. Tal pessoa partilhava um vínculo único que ajudava o seu parceiro a se manter bem. Um bom exemplo é o personagem Carl Fredricksen, do filme Up – Altas aventuras. Sua esposa morre e ele se torna recluso e sem disposição a socializar.

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Envelhecer bem

Especialistas recomendam que os mais próximos a um idoso passem a olhar ao comportamento dele. É preciso procurar qualquer alteração em seu modo de vida que indique que algo está errado. Isso vai desde sua alimentação, apresentação, energia e atividades comuns. Com base nesses fatores, haverá mais clareza para enxergar se há um problemas.

Além disso, é preciso que se enxergue o aparecimento de sinais adiante do envelhecimento. Isso porque os sintomas depressivos são associados ao momento de transição e acabam ignorados. Assim que tudo piora, buscar o tratamento pode ser mais complicado. A atenção e acompanhamento contínuo ajudam a fazer um monitoramento.

Em caso positivo, o tratamento se valerá de antidepressivos e outros remédios que ajudem nessa reabilitação. Sem contar que retomar atividades cotidianas pode se mostrar bem vantajoso a uma reintrodução social. Quanto à mente e ao corpo, exercícios físicos ajudam a melhorar a saúde e fortalecer a imagem dele consigo.

Considerações finais sobre a depressão na terceira idade

Envelhecer não é um caminho fácil. Ao longo do tempo a nossa estrutura vai se desfazendo e contribuindo com o surgimento das doenças. Graças à falta de preparação ao longo da vida, podemos ser vítimas fáceis da depressão na terceira idade. Se quiser viver bem amanhã, é preciso trabalhar o agora.

Cuidando-se ao longo da vida, é possível ter controle do que e quem nós podemos ser. Tratar do corpo, mente e do lugar onde vivemos ajuda a manter um nível adequado de saúde. Em relação aos idosos que já sofrem com o problema, a ajuda clínica é a única solução visível. Eles precisarão reaprender a gostarem da vida que têm e de estarem nela.

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