Você já ouviu falar no dilema do porco espinho? Por isso, aproveite para conferir nosso artigo para compreender o significado e ensinamentos.

Dilema do porco espinho: significado e ensinamentos

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Você já ouviu falar no dilema do porco espinho? Por isso, hoje falaremos sobre esse assunto! Então, confira nosso artigo para compreender o significado e ensinamentos.

O que é dilema do porco espinho?

O dilema do porco espinho é uma parábola criada por Arthur Schopenhauer. Desse modo, o filósofo alemão faz uma curta reflexão sobre a vida em sociedade. Nesse sentido, ele relata que durante a era glacial, o planeta Terra estava coberto por gelo.

Então, muitos animais morreram, pois não conseguiram se adaptar ao frio extremo. Contudo, um grande grupo de porcos espinhos começou a se unir para se aquecer. Dessa maneira, o calor de um aquecia o outro. E, eles conseguiam sobreviver.

Entretanto, com a aproximação, os espinhos machucavam. Portanto, alguns porcos espinhos voltaram a viver isolados. Porque não aguentavam mais as feridas que os outros lhes causavam. Ao perceber que a morte os alcançava, os outros voltavam para perto dos demais.

Assim, com essas experiências negativas, eles passaram a se unir com mais cuidado. Então, encontraram uma distância segura. Logo, não machucavam mais uns aos outros. E assim, sobreviveram ao frio.

Significado: qual a teoria do porco espinho?

Nesse sentido, há algumas teorias que podemos aprender com Schopenhauer. Contudo, a principal diz respeito à solidão. Segundo essa história do porco espinho, ao nos isolarmos das outras pessoas morremos. Isso porque dependemos dos outros para a nossa sobrevivência.

Contudo, não significa que a convivência será fácil ou agradável. Pois, todos nós temos espinhos e eles ferem aqueles que estão à nossa volta.

Portanto, os espinhos podem ser nossas crenças, princípios, valores e atitudes. Dessa maneira, podemos utilizar essa parábola como reflexão.

4 ensinamentos do dilema do porco espinho

Sendo assim, com o dilema do porco espinho aprendemos as seguintes lições:

1. Nem sempre podemos escolher com quem convivemos

Essa lição diz respeito em especial ao ambiente de trabalho. Pois, dependemos do emprego para nossas necessidades básicas. Por isso, nem sempre trabalhamos com as pessoas que gostamos. Afinal, o ambiente pode ser competitivo e muito tóxico.

Ademais, o mesmo se aplica à família. Isso porque, os conflitos machucam. Por isso, muitas pessoas evitam a convivência com algum familiar. Não é à toa que muitos filhos saem da casa de seus pais. Porém, enquanto não há maneiras de sobreviver sozinho, a convivência precisa continuar.

2. Todos nós temos defeitos

Quando se trata dos defeitos, é muito comum olharmos somente para o outro. Ou seja, acusamos suas manias, ideias e atitudes. Então, é até normal culparmos os outros pelas nossas feridas e cicatrizes. Assim, reconhecemos que as pessoas são tóxicas conosco. Como resultado, saímos feridos e traumatizados.

Mas, quantas vezes olhamos para dentro de nós mesmos? Isso porque nosso ego só nos faz enxergar nossas qualidades. Assim, temos dificuldade de enxergar que causamos os mesmos sofrimentos às outras pessoas. Já parou para pensar nisso?

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3. Precisamos desenvolver a tolerância

Desse modo, é essencial desenvolver a tolerância. Pois, ao levarmos tudo a “ferro e fogo”, estamos sempre estressados. Assim, a tolerância ao outro faz com que temos uma vida mais leve. Mas, tolerância não significa aceitar tudo.

Na verdade, podemos até discordar das ideias e atitudes do outro. Mas com a tolerância aprendemos a lidar com as diferenças. Ainda mais com uma sociedade tão diversificada e plural na qual vivemos.

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    4. Temos que medir uma distância segura do que nos machuca

    Assim, com o dilema do porco espinho aprendemos a medir uma distância segura daquilo que nos machuca. Por isso, voltamos para as relações familiares. Assim, o melhor é buscar um lugar para viver longe dos pais. Desse modo, a relação de vocês pode melhorar.

    O mesmo se aplica nos casos em que há um idoso doente. Logo, se há conflitos entre os filhos, é preciso manter uma distância para o bem-estar de todos. Ou seja, estabeler horários diferentes para os cuidados da pessoa necessitada. Desse modo, evita-se conflitos até a “poeira baixar”.

    O dilema do porco espinho em época de pandemia

    Com a pandemia causada pela covid-19, os relacionamentos ficaram mais vulneráveis. Isso porque, com o distanciamento social, as pessoas tiveram que ficar mais tempo dentro de casa. Desse modo, as pessoas de uma mesma família passaram a conviver na mesma casa 24 horas por dia, 7 dias na semana.

    Logo, a convivência e divisão dos mesmos espaços trouxe estresse para todos. Mas, diante do perigo do contágio, foi preciso aprender, a lidar com os espinhos uns dos outros. Entretanto, nem todo conseguiram se adaptar, visto que com essa nova realidade o número de divórcios aumentou.

    Dilema do porco espinho: diferentes aspectos da solidão

    Leandro Karnal é um grande historiador e professor brasileiro. Sendo assim, seus estudos levam em conta questões filosóficas sobre a vida e a sociedade. Nesse sentido, no livro “O dilema do porco espinho: como encarar a solidão”, publicado em 2018, o autor reflete sobre vários aspectos da solidão.

    Desse modo, Karnal percorre diversas épocas da humanidade para questionar o quanto o convívio é mesmo garantia de sobrevivência. Isso porque, mesmo cercados por milhões de pessoas, nos sentimos sozinhos. Em especial, nas grandes cidades, em que cada um vive a sua vida de maneira isolada.

    Ou seja, mesmo cruzando com nossos vizinhos, não podemos contar com eles. Como é o caso dos idosos, que não sobrevivem mesmo quando estão próximos de outras pessoas. Ademais, quando não temos uma relação orgânica com o nosso(a) parceiro(a).

    Assim, podemos estar próximos, de modo físico. Mas, as emoções e sentimentos podem estar a milhões de quilômetros de distância um do outro. Logo, nosso emocional fica machucado e nossa vida infeliz. Por isso, segundo Karnal:

    Solidão é distinta do simples fato de estar sem alguém por perto. Da mesma forma, estar acompanhado não é a garantia de eliminá-la.

    Solidão versus solitude

    Assim, Leandro Karnal fala dos aspectos positivos da solidão. Para isso, ele adota o termo solitude, que diz respeito à ideia de desenvolvimento somente quando estamos só. Desse modo, ao não ter a presença de outras pessoas, olhamos para dentro de nós.

    Então, temos acesso ao nosso interior. Assim, ouvimos os nossos pensamentos sem deixar ser influenciados pelas vozes de outros. Logo, despertamos o autoconhecimento, nossos reais desejos e limites.

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    Contudo, o medo da solidão faz com que tenhamos medo de encararmos quem realmente somos. Nesse sentido, Karnal, nos questiona, se o inferno está nos outros, o medo da solidão seria a opção para evitar o pior de todos os sofrimentos, nós mesmos?”

    Considerações finais sobre o dilema do porco espinho

    Neste artigo, nós falamos da origem e ensinamentos do dilema do porco espinho. Ainda, trouxemos as perpectivas de Leandro Karnal sobre a parábola de Arthur Schopenhauer para os dias atuais. Dessa forma, para entender melhor sobre o comportamento humano na solidão, faça nosso curso online de Psicanálise. Então, se inscreva agora mesmo.

     

     

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