distópico

Distopia: significado no dicionário, na filosofia e na psicologia

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Distopia é um termo utilizado para designar um “lugar que não funciona bem”. Para compreender melhor essa palavra, te convidamos para ler o nosso post. Então, confira agora mesmo.

Significado de distopia

Antes de mais nada, para você o que é distopia? Segundo o dicionário online Dicio, a palavra serve para designar um lugar que é hipotético onde há sistemas opressores e autoritários. Aliás, o termo tem um significado que é contrário à utopia, que é um lugar ideal em que há harmonia entre os indivíduos.

Então, a distopia analisa a realidade atual e localiza aspectos que são bastante problemáticos que podem resultar em uma situação muito crítica no futuro. Aliás, enquanto a utopia é confiante em um futuro melhor, a distopia é bastante crítica sobre um futuro assombroso.

Distopia para a filosofia

O termo distopia foi popularizado pelo filósofo John Stuart Mill, em 1868, para indicar algo que é oposto da utopia. Ele disse: “o que é demasiadamente bom para ser tentado é utópico, o demasiado mau é distópico.”

Vale lembrar que no século XX houve vários avanços na área da tecnologia e novas descobertas científicas. Contudo, foi um momento muito conturbado, pois houve duas guerras mundiais e regimes totalitários violentos, como o Fascismo e o Nazismo.

Por conta dessas incertezas, livros distópicos foram grandes destaques nesse período. Afinal, a literatura tem um papel de demonstrar a realidade e o anseio que as pessoas têm. Naquela época, o pessimismo dá o tom nessas narrativas, em que há um mundo pessimista e sombrio.

Distopia para a psicologia

Além de estar presente na literatura, a distopia é a expressão de um sentimento de desesperança do ser humano moderno. Para a psicologia, quase todas as distopias possuem uma conexão com o nosso mundo.

Contudo, muitas das vezes, está relacionada com um futuro imaginário ou um mundo paralelo. Essa realidade está engendrada pela ação ou falta de ação humana, que visa uma um mau comportamento, seja intencional ou não.

Principais características da distopia

Confira agoras as principais características da distopia:

  • crítica profunda;
  • inconformidade com uma realidade;
  • anti-autoritarismo;
  • problematização.

Obras distópicas

Como já dizemos, a distopia está muito presente em obras literárias distópicas do século XX. Afinal, foi um período bastante conturbado em que o capitalismo entrou em etapa bastante agressiva com guerras, imperialismo e militarismo. Então, vamos conferir alguns livros que tratam deste tema.

O Conto da Aia (1985)
Autora: Margaret Atwood

O romance distópico ocorre nos Estados Unidos em um futuro próximo. Nele o governo democrático foi derrubado por um estado totalitário, liderado por fundamentalistas religiosos. A trama tem como protagonista Offred, uma aia que vive na República de Gilead, um lugar onde as mulheres são proibidas de fazerem o que querem.

Entretanto, ela lembra dos anos anteriores, quando era uma mulher bastante independente. Esse contraste de realidade mostra que os problemas climáticos deixaram a maioria das mulheres inférteis. Com isso há uma baixa taxa de natalidade.

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Com isso, as aias têm como função gerar os filhos dos comandantes, que é concebido de relações sexuais não consentidas. O único papel é reprodutivo, em que o Estado tem o total poder no corpo das mulheres.

Fahrenheit 451 (1953)
Autor: Ray Bradbury

Fahrenheit 451 é o outro clássico da literatura distópica. A história acontece em um governo totalitário, em que os livros são proibidos, pois podem instruir as pessoas a se rebelarem contra o sistema. Com isso, a leitura deixa de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e se torna apenas para compreender os manuais e as operações de aparelhos.

Outro ponto trazido pela obra é que os livros deixaram de ser um bem precioso pelas de forma natural. À medida que a televisão ia ocupando a vida delas, elas não tinham mais propósito de ler um livro.

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    Além disso, é difícil não identificar esse cenário no momento atual em que vivemos. Atualmente, temos a internet e as redes sociais para intensificar ainda mais essa ideia.

    Laranja Mecânica (1972)
    Autor: Anthony Burgess

    Laranja Mecânica conta a história de Alex, que é um membro de uma gangue de adolescentes. Ele é capturado pelo Estado e passa por uma perturbadora terapia de condicionamento social. Aliás, essa narrativa foi eternizada no filme do Stanley Kubrick de 1971.

    O livro distópico tem um crítica social em várias camadas que são questões atemporais. Embora seja uma obra que traz incômodo, traz muitos questionamentos da forma em que o Alex foi tratado.

    Admirável Mundo Novo (1932)
    (Autor: Aldous Huxley)

    O romance mostra uma sociedade que segue princípios da ciência. Nesta realidade distópica, as pessoas são programadas em laboratórios e precisam cumprir apenas a sua função. Aliás, esses sujeitos são marcados por castas definidas de forma biológica desde seus nascimentos.

    Já a literatura, cinema e a música são como uma ameaça, pois podem solidificar o espírito de conformismo.

    1984 (1949)
    (Autor: George Orwell)

    “1984” é um dos livros mais influentes do século passado, em que se narra a trajetória de Winston. O personagem principal está preso a uma engrenagem de uma sociedade que tem o controle do Estado.

    Nesse ambiente, compartilham todas ações de forma coletiva, contudo todas as pessoas vivem sozinhas. Aliás, todas elas são reféns do Grande Irmão, um poder cínico e bastante cruel.

    A revolução dos bichos (1945)
    (Autor: George Orwell)

    A história deste livro é uma dura crítica ao totalitarismo soviético. A trama começa quando os animais de uma fazenda se rebelam contra a submissão a vida indigna. Isso porque eles trabalham demais para os homens e recebem uma ração miserável para serem mortos de forma cruel.

    Com isso, os bichos expulsam o fazendeiro e desenvolvem um novo Estado em que todos são iguais. Contudo, disputas internas, perseguições e explorações começam a fazer parte dessa “sociedade”.

    Jogos Vorazes (2008)
    (Autor: Suzanne Collins)

    A obra ficou bastante conhecida por conta da franquia de filmes lançada em 2012. A narrativa tem como personagem principal Katniss Everdeen que mora no distrito 12 em um país chamado Panem. Realizam na sociedade anualmente uma batalha que é televisionada em que os participantes devem lutar até a morte: Jogos Vorazes.

    Para esse jogo mortal, eles sorteiam jovens de 12 a 18 anos e Katniss decide participar para impedir que a sua irmã participe. Embora o filme trouxe mais ação para chamar atenção, a obra faz uma crítica da cultura do espetáculo.

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    Ensaio sobre a Cegueira (1995)
    (Autor: José Saramago)

    Por fim, o último livro distópico em que retrata uma cidade atingida por uma cegueira branca, o que causa um grande colapso. As pessoas se vêem obrigadas a viver de uma forma bastante fora do comum.

    A história se passa em um manicômio, onde ficam presas vários detentos cegos em que vivem conflitos enormes. Aliás, a obra é uma ótima indicação para quem gosta desse tipo de livro. Afinal, Saramago é capaz de traçar a essência do ser humano e como as pessoas fazem para sobreviver.

    Considerações finais sobre distopia

    Por fim, como podemos ver no nosso post, a distopia é bastante complexa. Por isso, para você que tem interesse em saber mais, é necessário ter boas orientações. Além disso, apostar numa ferramenta que traga um bom conhecimento mais amplo, então conheça o nosso curso de Psicanálise Clínica 100% online. Com ele, você irá iniciar uma nova jornada.

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