distúrbios do sono

Distúrbios do Sono: quais são, sintomas e tratamentos

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Muitas pessoas são acometidas por distúrbios do sono e as causas são variadas. Hoje, vamos acompanhar quais são elas, quais os distúrbios mais comuns e o que fazer para amenizar ou resolver esse problema.

O que são os distúrbios do sono

Distúrbios do sono são alterações cerebrais, respiratórias ou do movimento que impedem a pessoa de dormir adequadamente. O sono é um componente fundamental para que possamos descansar o nosso corpo e regenerar as células cerebrais. Dentre elas, aquelas que são responsáveis pela manutenção da memória.

O ciclo do sono

O nosso ciclo do sono começa no estado de vigília. É nele que o corpo começa a liberar um hormônio chamado melatonina. Nesse tempo, sua pressão arterial e temperatura caem. Assim, minutos depois, outros hormônios são liberados, principalmente o do crescimento.

Após mais algum tempo, o corpo entra no estagio denominado REM (Rapid Eye Movement). É nesta fase que começamos a sonhar, os olhos se movimentam mais rápido e a frequência cardíaca aumenta. Após o fim desse ciclo, que leva cerca de 10 minutos, outro ciclo se inicia.

Quando temos algum distúrbio, esse ciclo se interrompe, ou mesmo passamos a não ter nenhum. Assim, ficamos suscetíveis a outras doenças. Estes distúrbios podem acontecer em qualquer idade, sendo mais frequente em crianças e idosos. Venha conosco e veja quais são as principais alterações do sono.

Insônia

Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), a insônia atinge cerca de 73 milhões de brasileiros. É um dos distúrbios mais comuns entre nós.

Entre suas causas, temos:

  • Alterações hormonais (TPM, Menstruação),
  • Uso de drogas como álcool, cocaína e maconha,
  • Uso excessivo de remédios, até para essa mesma doença, pois depois de algum tempo, eles podem não mais fazer efeito,
  • Fuso horário,
  • Outras doenças como pressão alta e diabetes.,
  • Ansiedade e depressão,
  • Consumo exagerado de café, chá mate ou outros produtos que contenham cafeína,
  • Prática de exercícios físicos pouco tempo antes de dormir.

Consequências da insônia

Uma pessoa que sofre de insônia passa a perder sua capacidade de raciocínio e concentração. Ademais, irritabilidade, mau humor e cansaço também são frequentes. Quando isso persiste por muito tempo, a pessoa deve procurar ajuda médica.

Narcolepsia

A narcolepsia é uma doença caracterizada por uma sonolência diurna excessiva. Ela acontece pela falta de um hormônio chamado hipocretina, causada pela destruição de células no cérebro. Assim, em questão de segundos, a pessoa pode cair em um sono profundo ao longo do dia.

A cataplexia é o único sintoma característico da narcolepsia. Ela acontece quando temos um momento em que passamos por emoções fortes como uma risada ou um susto. Isto é, após esse evento, a pessoa perde o controle muscular, porém, continua acordada. 

Ademais, a paralisia do sono aparece em alguns casos de narcolepsia. Nela, mesmo após despertarmos, o nosso corpo não se mexe. Ademais, não conseguimos falar. Essa situação pode causar desespero, pois é algo bastante angustiante. No entanto, esse estado dura apenas alguns segundos ou minutos, com a pessoa se mexendo normalmente aos poucos.

E por fim, um outro sintoma recorrente em casos de narcolepsia são as alucinações. Elas podem acontecer tanto no adormecer quanto ao acordar. São visualizações de imagens vívidas como animais, pessoas, objetos, que normalmente não estariam por perto. A pessoa tem a sensação de estar “sonhando acordada”.

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Apneia

A apneia é a obstrução das vias respiratórias ao dormir. Isto é, deixamos de respirar durante o sono. Quando isso acontece, o cérebro manda um comando para o corpo, e acabamos acordando de repente.

Dentre as causas, temos o desvio do septo nasal, resultando na dificuldade para respirar. Além disso, a obesidade e o envelhecimento são fatores decisivos para que a apneia ocorra.

O aumento das amígdalas e dos adenóides são a causa mais comum entre as crianças. O ronco também pode ser um sintoma da apneia, pois a pessoa está fazendo um esforço para respirar. Tal esforço causa um barulho durante a passagem de ar. No entanto, nem todos que roncam estão com apneia.

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    Consequências da apneia

    Quando esse distúrbio se faz presente por um longo prazo, outras condições podem se originar dele ou mesmo se intensificar. Desde ansiedade e depressão, passando pela dificuldade de aprendizado e até a perda da libido, podem ser recorrentes.

    Além disso, a disfunção também pode causar diabetes, problemas no coração como arritmias e infarto e até AVC.

    Bruxismo

    A atual vida corrida que levamos, carregada de afazeres, metas a cumprir etc, pode desencadear altos níveis de estresse. Portanto, assim como os distúrbios citados acima, isso pode levar ao bruxismo. Esse problema configura o ato de ranger os dentes em demasia, acordado ou dormindo.

    A musculatura da face é trabalhada além do normal, causando tensões na cabeça e na coluna cervical, causando fortes dores. Assim sendo, ao longo do tempo, a fricção entre os dentes vai causando a perda da ondulação dos mesmos, deixando-os planos.

    O bruxismo também provoca a perda do esmalte dental, aumentando a sensibilidade. Além disso, pode haver dor na mandíbula, dores de ouvido e na cabeça.

    Sonambulismo

    Este é mais um caso de distúrbio que provoca alterações no sono. Uma pessoa sonâmbula consegue caminhar e falar, mas não tem ciência disso. Ela pode até mesmo comer e sair de casa, caso seja possível. O motivo é porque apenas a parte motora está funcionando. No entanto, a pessoa está inconsciente.

    O que pode ser feito para evitar acidentes nesse caso é trancar as portas e evitar o acesso às escadas. Outra dica é retirar móveis do caminho e esconder objetos pontiagudos como facas e tesouras.

    Existem alguns mitos que envolvem a questão do sonambulismo. Uma delas é que, caso o sonâmbulo seja acordado, corre risco de morte. Contudo, o que pode acontecer é apenas uma confusão mental. Ou seja, isso não afetará a parte cardíaca da pessoa, por exemplo.

    Esse distúrbio costuma afetar mais as crianças. No entanto, algumas pessoas sofrem com isso até a vida adulta.

    Como tratar os distúrbios do sono

    Na grande maioria desses problemas, procurar ajuda médica é essencial. Assim, através de um clínico geral ou um especialista, é possível encaminhar o paciente para a realização de exames como a polissonografia.

    Neste exame, o médico observa e monitora o paciente dormindo. Portanto, todos os detalhes importantes recebem acompanhamento, como batimentos cardíacos e possíveis movimentos anormais.

    Outro exame importante é o eletroencefalograma. Nele, o médico consegue verificar se existe alguma alteração neurológica.

    Ademais, para complementar, um acompanhamento psicológico pode ser importante para identificar se existe algum problema além do físico.

    Considerações Finais

    Como vimos, são vários os distúrbios do sono. Eles surgem tanto por problemas de ordem neurológica quanto física. Os alimentos influenciam bastante para que essas doenças apareçam. Assim sendo, levar uma vida saudável, praticar exercícios físicos e ter menos estresse ajudam a melhorar esse diagnóstico.

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