Eros e Tânatos em Freud

Eros e Tânatos: significado em Freud e na mitologia

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Eros e Tânatos são conceitos importantes na psicanálise de Sigmund Freud e na mitologia grega. Para psicanálise de Freud, Eros é o princípio da vida que luta para manter a unidade e o equilíbrio do psiquismo. É o princípio da energia que nos motiva a crescer e nos desenvolver, a energia que nos impulsiona à busca de bem-estar e satisfação.  

Por outro lado, Tânatos é o princípio da morte, que luta para destruir a unidade e o equilíbrio do psiquismo. É a energia que nos motiva a nos desligarmos da vida, procurando a morte e a destruição.  

O que é mitologia grega?

A mitologia grega é um conjunto de contos e lendas que os gregos antigos usavam para explicar o mundo ao seu redor. Sendo também um dos fundamentos da cosmologia, da filosofia, da literatura, da arte e da religião grega antiga. Os deuses e deusas gregos eram responsáveis por controlar a natureza, as forças da natureza e as ações humanas.

Os mitos gregos fornecem um conhecimento profundo dos costumes, da cultura e da sociedade grega, bem como a origem do universo e da vida. Foram usados, também, para explicar fenômenos naturais, como as estações do ano, a lua, as estrelas e outras forças.

Estes mitos geralmente apresentam deuses e heróis como personagens principais e fornecem explicações para os fenômenos naturais. O termo “mitologia” vem do grego antigo μιτος / mítos, que significa “conto” ou “lenda”, e λογος / lógos, que significa “estudo”. 

Eros e Tânatos na mitologia grega 

Eros e Tânatos são os dois arquétipos ou princípios opostos da vida humana, sendo Eros o princípio da vida e Tânatos o princípio da morte. Em suma, Eros é visto como o deus do amor e da criação, enquanto Tânatos é visto como o deus da morte e do destino.

Eros e Tânatos na Psicanálise 

A teoria das pulsões de Sigmund Freud influenciou as discussões filosóficas sobre o significado da vida e da morte desde o século XX. Essa teoria se centra nas duas pulsões principais que Freud identificou como Eros e Tânatos. Estas pulsões são responsáveis pela nossa vontade de desfrutar da vida e de nos livrar dela, respectivamente.

Eros e Tânatos Resumido

Significado de Eros para Freud 

Eros é a pulsão da vida, representada pelo desejo de viver, crescer, desenvolver, procriar e criar. Ele representa o impulso básico que nos move para explorar e experimentar o mundo. Desse modo, é uma energia vital que nos motiva a buscar a satisfação e a felicidade.

Em outras palavras, Eros é a representação do instinto de vida, manifestando o desejo de crescimento e de ligação com outros, que se manifesta na busca por:

  • prazer;
  • afeto;
  • satisfação;
  • ligação;
  • desenvolvimento.

O instinto de vida mais conhecido e mais amplamente estudado é o instinto sexual chamado Eros. Assim, Eros é a energia que é criada pelo desejo, aproximação, conexão e satisfação sexual. Nesse sentido, é vital para a saúde emocional e física de um indivíduo, pois ajuda a fortalecer o vínculo com o parceiro, bem como aumentar a sensação de bem-estar. Embora Eros seja normalmente associado a relacionamentos amorosos, ele também está presente em outras áreas da vida, como a amizade, o trabalho, fome, sede e dor.

Significado de Tânatos para Freud 

Tânatos, por outro lado, é a pulsão da morte, representada pelo desejo de nos livrarmos da vida. Esta pulsão nos impulsiona a fugir da dor e do sofrimento, e a nos livrarmos da frustração. Basicamente, é a pulsão sobre:

  • negação da vida;
  • recusa de aceitar envelhecimento
  • não aceitação da morte.

Em suma, Thanatos é um dos dois instintos básicos, ao lado do instinto de vida (Eros). Nesse sentido, é descrito como um forte impulso para a destruição, para a morte, para o auto-extermínio, para a destruição dos outros e para o retorno ao caos primordial.

Freud acreditava que o instinto de morte existe em todos, mas é amplamente controlado e moderado pelo instinto de vida. Portanto, ele acreditava que a interação entre esses dois instintos era responsável por muitos dos comportamentos humanos.

Eros e Thanatos: a teoria da pulsão pela vida de Freud 

Contudo, para Freud, a interação entre Eros e Tânatos é o que nos motiva. Eles trabalham juntos e influenciam nossas ações e decisões. Por exemplo, quando um indivíduo busca a satisfação de seus desejos, é a pulsão de Eros que está em jogo. Por outro lado, quando um indivíduo busca evitar a dor e desistir, é a pulsão de Tânatos que está em ação.

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Segundo a teoria das pulsões, os indivíduos são movidos por ambos os instintos, Eros e Tânatos, que entram em conflito e competição. O equilíbrio entre esses dois instintos é essencial para a saúde mental e para a adaptação social. Pois o conflito entre esses instintos cria a tensão necessária para que o indivíduo se desenvolva, se adapte e progrida.

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    Dessa forma, a teoria das pulsões de Freud nos dá uma nova perspectiva sobre a morte, pois nos permite compreender melhor a nossa relação com ela. Dessa forma, ela nos ajuda a enfrentar a inevitável passagem da vida para a morte de uma forma que nos permita desfrutar plenamente da vida e aceitar a morte como parte dela.

    Então, para Freud, a interação entre Eros e Tânatos é o que cria o nosso senso de equilíbrio e nos ajuda a nos adaptar às mudanças e aos desafios da vida. Ele acreditava que a vida é uma série constante de negociações entre as duas pulsões, o que nos permite ter uma vida plena e gratificante.

    Eros e Tânatos no comportamento humano

    Os instintos de Eros e Tânatos são permanentemente ativos em nossas vidas, influenciando nossas escolhas e nossos comportamentos. A influência é proporcional ao grau em que os instintos são satisfeitos, pois quanto mais satisfação os instintos recebem, maior será a influência sobre nossas ações.

    O princípio do prazer é o que impulsiona a chamada pulsão de vida, que consiste em toda a necessidade interna de busca de satisfação, criação e realização de projetos. Por outro lado, a pulsão de morte está ligada à necessidade de isolamento, paralisação e ações destrutivas.

    Portanto, o princípio do prazer atua como um impulso para a pulsão de vida, amenizando a dor e motivando o ser humano a agir com base no princípio da vida. Portanto, Eros e Tânatos são arquétipos ou princípios opostos da vida humana, que influenciam nossas escolhas e nosso comportamento.

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