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Esquizofrenia: conceito, sintomas e tratamentos

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Este artigo é um Resumo objetivo sobre Esquizofrenia. O que é esquizofrenia, seu conceito, significado ou definição? Quais os tipos e sintomas da esquizofrenia? E quais os tratamentos da esquizofrenia, especialmente no campo da Psicanálise?

Falar desse tema complexo é muito instigante, uma vez que as opiniões difundidas entre os médicos ressaltam que a etiologia (isto é, a causa) da doença está longe de ser definida.

Um caso de Esquizofrenia na família

Tenho uma irmã que tem a Esquizofrenia Paranoide e os sintomas… Bem, os sintomas ela mesmo relata no trecho abaixo abordado, fiz uma síntese das queixas que ela faz dos sintomas da esquizofrenia:

Sequências repetitivas de alucinações auditivas e no caso dela são duas falas. O interessante é que no momento da alucinação, provocada pela esquizofrenia, os personagens mudam rapidamente, de acordo com a história contada naquele momento. Cada personagem tem um tom de voz diferente do outro, um fala mais baixo, o outro está em um tom mais alterado.

Estudar Psicanálise, como, por exemplo, fazendo um Curso de Formação On-Line em Psicanálise Clínica, pode dar poderosos subsídios para entender esta doença. Quando a entendemos, cessam-se os preconceitos. E passamos a ter mais elementos para ajudar as pessoas que amamos.

O sexo e a cultura familiar

Na compreensão desse momento alucinógeno, ela sempre traz uma abordagem sexual, como se o indivíduo tivesse passado por algum abuso na infância, me refiro ao ato sexual. Isso me remete a lembrança das descobertas feitas por Sigmund Freud sobre o Complexo de Édipo.

E aqui trago um assunto familiar para ser abordado. Somos de família bem tradicional e muito religiosa. Minha irmã, beata de igreja, nunca perdeu uma missa e até onde me recordo ela era catequista. Vou chamá-la pelo primeiro nome, Maria.

Sabemos que pelos estudos da psicanálise, o comportamento sexual é influenciado pela cultura familiar.

A depressão como parte do manifesto de uma pessoa frustrada

Com aproximadamente 16 / 18 anos de idade, Maria ainda não havia beijado ninguém e a primeira e única paixão foi por um padre. Talvez ela tenha colocado nele toda uma expectativa genuína de admiração e ao saber de que padres não se casam veio a decepção, a frustração acarretada de uma depressão. Naquela época ainda muito oculta, ninguém falava sobre esse tema, era desconhecido.

Me recordo muito bem que minha mãe a levara em todos os médicos da cidade e ninguém conseguia diagnosticar o motivo de determinados sintomas, que eram da esquizofrenia. Meus pais chegaram a vender a casa e comprar uma mais inferior para que meu pai a levasse para São Paulo, já que moramos em Pernambuco e, naquela época, o melhor lugar de referência era São Paulo.

Os sintomas da esquizofrenia: doença de ordem psicológica

Os sintomas apresentados no início eram:

  • isolamento
  • choro
  • falta de apetite
  • perda de peso
  • cefaleia
  • repetição insistente de pensamentos negativos
  • a sensação persistente de tristeza
  • baixa autoestima
  • perda de interesse pela vida.

Não havendo associação com pensamentos suicidas, pelo menos não eram citados ou melhor, não eram verbalizados por ela.

No quadro depressivo há uma variedade de sintomas físicos e comportamentais. Nela não havia comportamento catatônico, mais sim, uma variedade de delírios de perseguição e de grandeza.

Ou seja, uma memória reprimida e distorcida, com um desenvolvimento talvez da noção do recalque (ligada a sexualidade).

A volta das atividades corriqueiras

Em São Paulo, haviam feito até uma ressonância e óbvio que não iria ser diagnosticado nada, não tinha nenhuma alteração neural. Mantinha a inteligência intacta pelas áreas não invadidas pelo delírio esquizofrênico.

Meu pai chegou dizendo o que o médico havia diagnosticado, ou seja, ela não tinha nada e aí já viu, né!? Muitas brigas, por achar que era algum tipo de manha ou poderia ser que ela só queria chamar atenção. Enfim…. eles tinham feito o possível naquele momento.

Dois anos depois, Maria começou a trabalhar e voltou a frequentar a igreja e missas novamente. Certo dia ela desabafa com minha outra irmã, pois ela era a mais velha dos 4 irmãos e chega a comentar do interesse dela pelo padre.

O início da manifestação de um quadro de Esquizofrenia

O tempo foi se passando e os sintomas começaram a mudar gradativamente. Ela começou a ter surtos de alucinações e, na época, havia muita gente diagnosticada com “encosto”, como se a pessoa tivesse endemoniada.

Eram sintomas verbais agressivos e os delírios que incomodavam toda a família, sugerindo que todos tinham inveja dela, chegando em alguns anos após ficar insuportável a convivência familiar. Ela agredia verbalmente a todos dentro de um quarto do qual não queria sair nem para comer ou tomar um banho.

Não tinha como levá-la ao sanatório, pois não existia nenhum protocolo ou receituário de medicação que levasse a constatar a causa. O que ela queria era que meus pais alugassem uma casa para manter sua privacidade e afastamento da família por considerar que a família era um perigo.

A difícil tarefa de entender e lidar com os sintomas da Esquizofrenia

Assim foi feita a vontade de Maria. Há 15 anos que ela mora de aluguel. Eu e meu irmão dividimos o aluguel e a feira, e meu pai ajuda com recurso financeiro para mantê-la em vestuário.

Sendo que durante esses anos ela não trabalhou mais, ficando totalmente dependente da família. E o mais interessante é que só agora percebo que nós como família alimentamos toda essa trama imaginária por anos e anos, por não saber como impor limites.

Ela chantageia o tempo todo minha mãe por dinheiro, nunca está satisfeita. Suga até perceber que a mãe não tem mais nada a oferecer e aí, ela se sente bem e some. Só volta a ligar ou atender as ligações quando é pra satisfazer mais uma das suas imaginações, criações.

Um esquizofrênico é capaz de conviver em sociedade, sem causar danos aos outros

Ela hoje tem 41 anos de idade e é formada em teologia. Também formou-se em dezembro de 2017 em pedagogia e agora está fazendo uma pós graduação. Ela não representa perigo à sociedade e ela mantém uma rotina nos grupos da igreja.

Todos na cidade já a conhecem pelos seus hábitos de alucinação, de conversar sozinha com seu amiguinho imaginário, não prejudicando a ninguém, a não ser a si mesma.

Conclusão: a importância do tratamento da Esquizofrenia

É necessário que os familiares fiquem atentos aos comportamentos apresentados pelos indivíduos, desde a tenra idade, pois uma patologia como a Esquizofrenia carece ser diagnosticada o quanto antes. Só assim haverá chances de se encontrar um tratamento adequado para amenizar os sintomas da doença.

 

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