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O que é Masoquista? Significado para Psicanálise

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No texto de hoje vamos ver o que é  o masoquista, seu conceito, e como isso funciona dentro e fora da vida sexual na visão de Freud, Reich e da Psicanálise.

Segundo a psicanálise, o indivíduo pode estar classificado em um dos três tipos de personalidade: a neurose, a psicose e a perversão. Ou seja, cada um está dentro de uma determinada estrutura.

O que é masoquista de acordo com especialistas?

A princípio, o masoquista é quem sofre de uma anomalia da sexualidade, na qual leva o indivíduo busca o prazer sexual sentindo dor, fazendo com que outras pessoas causem dor nelas. Ou seja, o prazer sexual só é sentido junto com a própria dor.

Por isso, este texto traz um estudo de caso de uma pessoa masoquista, em que o autor Wilhelm Reich, quer mostrar que é possível o processo de transferência entre o analista e o paciente. O autor se baseia em estudos de Jacques Lacan, pois Freud acreditava que a Psicanálise não era indicada nos casos de psicoses. Afinal, para Freud, não se estabelecia o laço de amor transferencial com o analista, o que é essencial para essa análise.

Já o outro psicanalista, Reich, começa seus estudos com a seguinte pergunta: “Se o masoquista não procura o desprazer, nem o sente como um prazer, por que se sente compelido a ser atormentado?” Dessa forma, o autor descobriu com seu trabalho a fantasia que se encontra na base dessa conduta perversa, que definiremos a seguir:

A dificuldade de sentir prazer através da própria iniciativa

O masoquista imagina estar sendo atormentado porque quer “romper-se”. Só dessa maneira é que espera conseguir relaxar. Sendo assim, os lamentos masoquistas são a expressão de uma tensão interior torturante e insolúvel. São francos ou disfarçados gritos de desespero e pedidos de liberação dessa tensão instintiva.

Por causa dessa angústia e prazer, fica bloqueada a capacidade do masoquista de viver a satisfação através da sua própria iniciativa e atividade. Assim, a pessoa masoquista espera a solução orgástica, que muito teme, como uma liberação vinda do exterior e proporcionada por outra pessoa.

Mas o desejo de romper-se pode entra em equilíbrio. A autodepreciação do caráter masoquista está agora sob uma luz, até então não conhecida. A própria exaltação é, por assim dizer, uma construção biopsíquica, uma expansão fantástica do mecanismo psíquico.

A repressão da função de prazer natural

Neste estudo, o autor ainda descobriu que por trás desse sentimento de dor está a percepção de cargas bioelétricas. O oposto disso é a autodepreciação, causada pelo medo de expandir-se até o ponto de romper-se. A ambição vã e a inibida procura de grandeza enraizadas na angústia são as forças por trás da autodepreciação masoquista.

Neste trecho, o autor demonstra isso:

“O masoquismo é o protótipo de um impulso secundário, e demonstra por força o resultado da repressão da função de prazer natural. Os masoquistas apresentam uma forma especial de angústia de orgasmo […]. O masoquista permanece na estimulação pré-genital. […] Assim, o masoquista fica preso em um círculo vicioso da pior espécie.

“Quanto mais deseja livrar-se da tensão, mais profundamente afunda nela. No momento em que deveria ocorrer o orgasmo, as fantasias masoquistas se tornam muito mais intensas. Frequentemente, é só nesse ponto que se tornam conscientes”, conclui Reich.

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Masoquista e a tensão sexual

Reich ainda registra várias observações importantes: “O masoquismo não corresponde a um instinto biológico. É o resultado de uma perturbação na capacidade de satisfação de uma pessoa, e uma tentativa continuamente frustrada de corrigir essa perturbação. É um resultado e não uma causa da neurose.”

Portanto, o masoquismo é a expressão de uma tensão sexual que não pode ser aliviada. A sua fonte imediata é a angústia de prazer ou o medo da descarga orgástica. O que o caracteriza é a procura para conseguir aquilo que mais teme: a liberação agradável da tensão, vivida e temida como uma quebra ou uma explosão.

Reich conseguiu entender o mecanismo masoquista no campo da biologia. Para ele a angústia humana de prazer tornou-se compreensível como uma mudança essencial na função fisiológica do prazer. “Sofrer e suportar o sofrimento são resultados da perda da capacidade orgástica para o prazer”.

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    Masoquismo e religião

    O autor ainda faz uma comparação com a religião. Aqui o êxtase religioso configura-se com precisão segundo o mecanismo masoquista. A libertação do pecado interior, ou da tensão sexual interior, não pode ser alcançada por si mesmo — ela deve vir de Deus, a figura todo-poderosa.

    Semelhante libertação é desejada com a energia biológica. Ao mesmo tempo, ela é vista como um “pecado”. Assim, não se pode efetuar por meio da própria vontade do sujeito. Outra pessoa tem de realizá-la, seja em forma de punição, perdão, redenção, etc.

    As três excitações básicas do corpo

    Reich conclui sua pesquisa formulando que a energia da vida sexual pode estar em tensões musculares crônicas e que para dissolver uma tensão muscular, uma das três excitações básicas do corpo se rompia, ou seja:

    • a angústia;
    • o ódio; ou
    • a excitação sexual.

    As atitudes musculares e as atitudes de caráter têm a mesma função no mecanismo psíquico: podem substituir-se e podem influenciar-se ao mesmo tempo. Ou seja, não podem se separar.

    Se uma inibição de caráter não é similar a uma influência psíquica, ela recorre à atitude somática que a corresponde. Mas, ao contrário, se encontra dificuldade em chegar a uma atitude somática perturbadora, ela trabalha com a sua expressão no caráter do paciente e consegue libertá-la.

    Tratamento do Masoquismo

    De acordo com Reich, a pessoa masoquista tem que romper com as antigas ideias a respeito da conexão corpo-mente se quer entender esses fenômenos.

    Não eram os “resultados”, as “causas” ou as “manifestações acompanhantes” de “processos psíquicos”; eles eram apenas os próprios fenômenos, no campo somático. Mas, para o autor, esses sintomas não podiam ser só os movimentos mecânicos de fluidos.

    Ele  acreditava que, além da corrente sanguínea, devia haver algo mais. Algo que dependendo da sua função biológica provocasse a angústia, a cólera ou o prazer. Nesse processo, a corrente sanguínea é apenas um meio essencial. Ademais, talvez esse “algo” desconhecido não ocorra quando é impedido o movimento dos fluidos do corpo.

    Consequência do Masoquismo

    Em suma, masoquista é a pessoa que só alcança o prazer quando se submete à dor durante a relação sexual. No mais, mesmo quando não está praticando sexo, a imaginação de um masoquista também estará com uma ideia fixa em sentir a dor.

    Em sentido amplo, podemos dizer que uma pessoa que gosta de sofrer ou gosta de assumir o sofrimento de outra pessoa tem traços masoquistas. Isso pode ser o resultado de uma desconexão consigo mesmo, com o seu ego e com os seus desejos mais legítimos. Esta pessoa supõe que não merece viver os seus próprios sonhos, e assim se coloca a serviço de outra pessoa.

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    Conclusão: o que é masoquista, significado de masoquismo

    Após todas as discussões nós percebemos que são várias as saídas construídas pelos psicóticos e perversos em seu tratamento e, também, fora dele.

    Por fim, cabe ao psicanalista, médico, ou outro profissional de saúde mental descobrir os estilos de respostas dadas pelo indivíduo acometido pelo masoquismo e prescrever o cuidado mais apropriado. Ou seja, apostar naquilo que edifica o sujeito no laço com o mundo.

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    Este é um artigo de Valéria Ormastroni, exclusivamente para o blog Psicanálise Clínica, sobre o tema Masoquismo e as características de uma pessoa Masoquista, segundo a Psicanálise.

     

    5 thoughts on “O que é Masoquista? Significado para Psicanálise

    1. Eu sinto prazer em me ferir. Ex: cortar os pulsos, pescoço, queimaduras, neguijensia alimentar, higienica, estresse pós traumatico, pais nassizistas…

    2. Nao tenho anomalia de sexualidade apenas sou oq sou
      Gosto q na hora ”H” o homem me faça sentir dor esse e o meu prazer. Carinho um pouquinho só
      Tbm sinto prazer em fazer o homem sentir dor
      Essa e a vdd
      Não tem nada de anomalia
      Esses estudiosos acham o bastante q eles estudaram???
      Q nada todos q falam ao contrário de nós q curtimos demais essa prática
      Precisam realmente estudar direito sobre o caso

      1. Você nasceu assim, ou sofreu algum tipo de abuso em que você sofria algum tipo de tortura física e psicológica?

      2. Adoro sentir dor mais não acho nem uma mulher para fazer comigo isso se tiver alguma mulher para fazer comigo me chama

      3. Você nasceu com esse prazer ou você teve alguma experiência durante sua infância, palavras punidoras, atitudes, e etc.. em que achou que merecia sentir prazer com dor?

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