Estruturalismo na Psicologia

Estruturalismo na Psicologia: autores e conceitos

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Qualquer método científico carrega caminhos próprios para validar as suas teorias a respeito do que propõem a fazer. Isso inclui a investigação dos próprios componentes científicos e nas ações aos quais trabalhavam. Entenda a origem e significado de estruturalismo na Psicologia e seu impacto no estudo da mente humana.

Sobre o estruturalismo

O estruturalismo foi cunhado por Edward Titchner e se concentra no material mental de um indivíduo. Basicamente, é um estudo dos componentes ou elementos mentais com a conexão mecânica através do processo de associação. Contudo, acabava descartando a ideia da percepção ter alguma participação nesse processo mental.

Nisso, a base de estudos do estruturalismo na Psicologia vai se voltar aos próprios objetos de apoio dela. Era validado que a Psicologia buscasse a natureza do que era visto como experiências conscientes elementares. Dessa forma, pode determinar sua estrutura e fazer uma análise dos elementos que a constroem.

Origens e expansões

Pesquisando sobre o estruturalismo na Psicologia sempre vamos alcançar o trabalho de Wihelm Wundt. Isso porque ele é visto como o fundador da Psicologia moderna, montando em 1879 o primeiro laboratório psicológico da Alemanha. Por meio dele que ela se tornou uma ciência independente da filosofia em meados do século XIX.

A partir daí que alcançamos o desenvolvimento sistemático de investigações a respeito dela. Para isso, vários autores se dedicaram à Psicologia, contribuindo com a entrega de diversas teorias e várias escolas de pensamento.

Edward Titchener, com base no que Wundt criou, deu luz ao que seria chamado de estruturalismo. Através daqui o estudo passava a ser a estrutura da nossa mente consciente, o que incluía as sensações. De acordo com essa perspectiva, a proposta psicológica visava o estudo da experiência consciente por meio da introspecção.

O indivíduo como elemento indispensável

Na atuação do estruturalismo na psicologia sobre a experiência consciente, de acordo com Titchener, tudo depende da pessoa. Isso acaba por diferir daquilo que os cientistas estudam em outras áreas. Para exemplificar, a Psicologia e a física podem estudar luz e som, contudo o profissional usará métodos, orientação e objetivos distintos.

Continuando, os físicos estudam fenômenos pela perspectiva física enquanto os psicólogos estudarão fenômenos com base na experiência de quem vivencia. Entretanto, outras ciências não se valem desse método de experiências pessoais ou sentimentos descritivos. Somente observarão e vão relatar os resultados encontrados.

Assim, o estruturalismo psicológico computa a participação primária do indivíduo para traçar seu meio de estudo. Mesmo que funcione de modo distinto dos demais, consegue construir resultados satisfatórios as pesquisas trabalhadas.

Exemplo

Para que compreenda a distinção, pense no exemplo de Titchener sobre uma sala com a temperatura controlada de 30°C. Isso se dá a respeito da Física, de modo a observarmos essa premissa pelos mecanismos ofertados por ela. Independente de estar ocupada ou não para ser sentida, a temperatura permanece a mesma.

Por sua vez, a Psicologia vai se atentar se existe uma pessoa dentro dessa sala em específico nessa temperatura. Esse indivíduo será um observador, de modo que a sua impressão do lugar conte bastante quando for apurada. Através da experiência dele, saberemos sobre a sensação de calor ou se sentia conforto ali dentro.

Nisso, a Psicologia vai estudar diretamente a experiência consciente que foi construída e aplicada no momento. O estruturalismo na Psicologia acompanhará as impressões de alguém em diversas situações em que fica exposto. Com base nos resultados, saberá exatamente sobre o indivíduo, suas projeções e como reconhece o ambiente à sua volta.

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A Textbook of Psychology

O livro A textbook of Psychology é de autoria do próprio Titchener e contribui à visão do estruturalismo na Psicologia. Segundo ele, “todo conhecimento humano é derivado das experiências humanas, não há outra fonte de conhecimento”. Com isso, a experiência humana acaba por se ramificar na análise de diversas perspectivas em várias áreas.

Porém, precisamos deixar claro que, apesar do número, não podemos afirmar que estão errados em prol de uma perspectiva primária. Temos de lembrar que cada pessoa carrega vivências pessoais e muito distintas entre si. Nisso, o repertório de conhecimentos acaba mudando entre os indivíduos e construindo saberes diferentes.

No momento de estudar a experiência consciente, Titchener frisou sobre uma chance de erro nesse caminho. Tal possibilidade foi apelidada de erro de estímulo. Basicamente, pode haver uma confusão com o processo mental envolvido sobre o objeto de observação.

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Projeções

Continuando o estruturalismo na Psicologia, imagine que mostramos uma maçã para uma pessoa qualquer. Em seguida, pedimos que ela descreva o que está vendo e, certamente, falará que se trata de uma maçã. Nisso, ela não vai descrever as suas características com a forma, brilho, cor, tamanho…

Isso se explica com:

Falha de estímulo

Essa falta de descrição quanto aos elementos pertencentes à maçã foi o que abrimos linha acima, o erro de estímulo. Para Titchener, isso acontece porque as características foram deixadas em segundo plano, favorecendo a descrição mais conhecida e simplista. Consequentemente, quem observa não está analisando o objeto, mas interpretando ele.

A consciência como um aglomerado

Edward Titchener indicava a consciência como uma soma do que experimentamos em certo período. Nisso, a mente era um somatório do conhecimento acumulado ao longo do tempo. De acordo com ele, o único propósito legitimado da Psicologia era indicar os fatos estruturais da mente e pesquisá-los.

Estruturalismo e Funcionalismo

O estruturalismo na Psicologia, construído por Wundt, era material relevante à pesquisa humana. A Psicologia em si como ciência recebeu avaliações distintas do estruturalismo e do funcionalismo. O olhar sobre isso acabou por se dividir por causa de:

Opositores

O estruturalismo e o funcionalismo na Psicologia possuíam naturezas distintas. O segundo acaba por estudar os movimentos funcionais da mente, de modo a direcionar ao comportamento. Segura-se na teoria darwinista sobre a evolução e adaptatividade do homem.

Função social

O funcionalismo era a vista de que o papel social de eventos influencia mais em nosso comportamento do que na estrutura. Em outras palavras, os fatos seriam os condiciantes em vez do sistema, algo defendido pelo estruturalismo.

Radcliffe-Brown acabou formulando o estrutural-funcionalismo, deixando a historicidade simples das ações sociais. Para ele, as organizações sociais funcionam a fim de manter o que o grupo e sua estrutura precisam.

Considerações finais sobre Estruturalismo na Psicologia

O estruturalismo na Psicologia acaba definindo ela como a ciência da mente e consciência, algo dado por Wundt. Segundo ele, a nossa mente funcionaria como somatório de eventos estruturais e que a consciência e mente nascia daí. O propósito primário era descobrir os pilares estruturais da mente, buscando isso por meio da introspecção.

Com base nessa atenção treinada se conseguia garantir dois pontos essenciais à observação: registro fenomenal e a atenção. Nisso, surgem os três estágios da consciência, sendo eles os estados afetivos, sensações e imagens. Embora a era do estruturalismo se encerrou na morte de Titchener, algumas técnicas acabaram salvas por outras perspectivas, como a Psicanálise.

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