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O que é exaustão do ego ou esgotamento do ego

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A teoria do esgotamento conhecida como exaustão do ego foi criada pelo psicólogo Roy Baumeister. De acordo com Roy, existe um estado de exaustão tão importante da energia psíquica que pode deteriorar nossa capacidade de autorregulação.

Diante disto, o esgotamento do ego é considerado como uma perda de motivação. Ou seja, depois de exercer autocontrole em uma tarefa, você não sente vontade de fazer esforço em outra, embora pudesse fazê-la se de fato precisasse.

Para entender como a ideia dessa teoria veio a Baumeister e seus colegas pesquisadores, a gente precisa voltar um pouco no tempo e examinar algo um pouco mais complexo: as teorias de Sigmund Freud. Portanto, continue a leitura e confira mais detalhes sobre exaustão do ego.

Esgotamento do ego segundo Freud

Não há como negar o impacto significativo de Sigmund Freud no campo da psicologia. Grande parte de seu trabalho teve influência na psicologia moderna. Logo, um conceito freudiano – o do ego – inspirou a noção psicológica moderna de esgotamento do ego.

Conforme Freud, há três aspectos em interação constante em nossa personalidade:

  • o primeiro é o id , que engloba nossos impulsos mais primitivos e é movido pela busca do prazer;
  • em seguida vem o superego, que se preocupa com a moralidade e com o senso de certo e errado que nos é ensinado por nossas famílias e pela sociedade;
  • por fim, há o ego, que tem a tarefa de mediar os interesses conflitantes do id e do superego,.

Id, Ego e Superego

O conceito do esgotamento do ego pode ser rastreado até a teoria da personalidade de Freud. O psicanalista sugeriu que nossas personalidades são compostas do id, ego e superego, onde cada um desses componentes contribui de forma única para quem somos e como nós agimos.

Enquanto o id é movido pelo princípio do prazer, o superego é movido pelo princípio da moralidade. Sendo assim, o superego contém a consciência, nosso senso internalizado de certo e errado, que aprendemos quando crianças com as figuras adultas em nossas vidas.

Todavia, esta teoria foi introduzida pela primeira vez no início dos anos 1920. Embora Freud não tenha sido o único a propor o termo “esgotamento do ego”, ele lançou as bases para isso.

Além disso, vale lembrar que o superego abrange a moral e os ideais que estão dentro de nós pela sociedade. Por isso, o superego está em conflito com o id, pois o id pode desejar desconsiderar as normas sociais e os valores morais para satisfazer suas necessidades, nos levando a sentir ansiedade.

Entenda sobre o Ego

Para entender melhor o conceito do ego, Freud menciona que, o ego trabalha para manter o id sob controle. Como qualquer outra tarefa cognitiva, os esforços constantes do ego para satisfazer tanto o id quanto o superego requerem energia mental.

No entanto, à medida que o Ego é trabalhado, ele se cansa e precisa ser descansado. Assim como um músculo se torna menos eficaz à medida que é trabalhado, a capacidade do ego de exercer o autocontrole esgota-se.

Além do mais, a teoria freudiana da personalidade sugere que o propósito do ego é permitir um compromisso entre o id e o superego. De modo que os desejos do id sejam satisfeitos de uma forma considerada aceitável pela sociedade. Ou seja, tanto o id quanto o superego são irrealistas em suas demandas, portanto, o ego visa encontrar um meio-termo razoável.

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Teoria do Ego por Roy Baumeister

Em 1998, o psicólogo Roy Baumeister e seus colegas publicaram um artigo intitulado “Depleção do ego”: Em seu famoso estudo, Baumeister e sua equipe, ofereceram aos participantes um biscoito de chocolate antes de pedir-lhes que concluíssem uma tarefa desafiadora de quebra-cabeça.

Diante disso, eles demonstraram que aqueles que recusaram o biscoito desistiram do quebra-cabeça muito mais fácil do que aqueles que o aceitaram. Por isso, Baumeister e seus colegas atribuem o resultado ao esgotamento do ego. Ou melhor, afirmando que recusar o biscoito exigia força de vontade, utilizando assim, o limitado reservatório de energia mental dos participantes.

Controvérsias

Embora o conceito da exaustão do ego não seja aceito em muitos lugares. Alguns argumentam que seus efeitos são exagerados, enquanto outros afirmam que não existe. Para alguns pesquisadores, a teoria de Baumeister foi criticada após seus estudos não obterem resultados concretos.

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    No entanto, um estudo conduzido por pesquisadores demonstrou o seguinte: os sinais de esgotamento do ego foram observados apenas em participantes que pensaram na força de vontade como um recurso limitado. Dessa forma, sugerindo que o esgotamento do ego é o resultado de um efeito placebo.

    Apesar dos pesquisadores estarem preocupados com o fato de que, caso as conclusões sejam verdadeiras, a propagação da teoria do esgotamento do ego pode estar causando um dano real. Como por exemplo, impedindo que as pessoas alcancem seus objetivos ou levando-as a tomar decisões erradas.

    Saiba mais

    Ao contrário de Baumeister, Michael Inzlicht, da Universidade de Toronto, sugere que a força de vontade não é um recurso finito. Porém, mais semelhante a algo como uma emoção. Assim como não podemos “ficar sem raiva” ou felicidade, não podemos ficar sem força de vontade.

    Diante disto, Baumeister respondeu a esses argumentos contra a teoria do esgotamento do ego da melhor maneira que um pesquisador pode – afirmando que ele e seus colegas continuarão a conduzir estudos sobre o assunto a fim de tentar demonstrar que o conceito de fato existe.

    Considerações finais sobre exaustão do Ego

    Agora que você entendeu o que é exaustão do ego, vale destacar que a gente precisa fazer uma pausa de vez em quando. Permitindo assim, que nossos níveis de energia mental voltem ao normal.

    Só assim, seremos capazes de trabalhar com a mente mais clara e saudável para realizar tarefas do cotidiano. Como vimos, quando a energia do ego se esgota, não somos mais capazes de manter o id sob controle.

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