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Família: definição e importância para a Psicanálise

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Sabia que há na internet milhares de pessoas pesquisando sobre a palavra família? Pois é e você faz parte desse número! Assim sendo, este artigo tem a pretensão de colaborar com seu conhecimento sobre o assunto. 

A gente não acredita que poderemos responder todas as suas dúvidas. Contudo, temos algumas informações para te passar.

Para começar, podemos abordar o tema família de várias formas. É possível pensar, por exemplo, em um grupo social, como um relacionamento. No entanto, também podemos pensar no sentido do significado da palavra em si.

Aqui a gente vai abordar um pouco desses dois casos. E no que diz respeito à abordagem de família como grupo social a gente vai pensar também sob a visão da psicanálise.

No final você pode compartilhar suas dúvidas, sugestões e apontamentos conosco lá nos comentários. Esperamos que você goste deste texto! Então vamos começar?

Qual a descrição de família no dicionário

Para começo de conversa, é legal vermos o que o dicionário fala sobre a palavra família.

Trata-se de um substantivo feminino. E a palavra tem origem no latim. Dentre as definições podemos citar:

  • Grupo de pessoas com os mesmos antepassados;
  • Pessoas com particularidades e qualidades parecidas;
  • Grupo de pessoas com parentesco;
  • Grupo de pessoas que vivem juntas;
  • Dentro da biologia, é uma categoria de distinção das espécies, seja animal, vegetal ou mineral;
  • Para a química, são os agrupamentos de colunas com elementos de propriedade semelhante.

Dentre os sinônimos para a palavra família estão: linhagem, raça, grupo, estirpe, casta, genealogia.

Qual o conceito geral sobre família?

Agora que já falamos sobre o significado da palavra, vamos pensar um pouco sobre a ideia de família.

Socialmente falando, a família é identificada como um grupo social. Esse grupo sofre influência externa de instituições e da sociedade. Porém, a influência também é interna, pois os membros se influenciam também.

Independente do número de pessoas que compõem uma família, essas pessoas apresentam alguma ligação. Como dissemos no tópico anterior, pode ser uma ligação ancestral, ou seja, entre as pessoas que são “parentes de sangue”.

Contudo, essa é uma ligação que pode ter sido estabelecida depois, como em um casamento, ou em uma adoção. Portanto, uma família é uma família: 

  • Independente do número de integrantes, os membros de uma família apresentam algum tipo de ligação, seja ancestral entre parentes ou estabelecida depois por casamento ou adoção.
  • A família é formada por pessoas ligadas, porém não idênticas. Não é necessário que se vistam igual, tenham o mesmo sexo ou gostos. Há uma ligação moral e material, em que alguns membros são mais próximos do que outros.

Na nossa sociedade, o núcleo familiar é tipicamente formado por pais, filhos, irmãos e outros parentes. Porém, o conceito pode variar conforme a cultura e evolução da mentalidade.

Contudo, dependendo da cultura que esse grupo está inserido, certas características podem mudar. Consideramos também que a ideia não é algo fixo, conforme o mundo evoluiu, a ideia sobre família evolui também.

Além disso, a maneira como se estuda o conceito família é diferente dependendo da teoria abordada. 

Tendo isso em conta, vamos pensar na família dentro da teoria psicanalítica. Mas antes, o que é a psicanálise?

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    Breve explicação sobre a Psicanálise

    A psicanálise, ou “teoria da mente”, é uma área clínica que busca investigar a mente humana. 

    Foi fundada pelo neurologista austríaco Sigmund Freud e tem seu início em 1882. Nela, relacionam-se a internalização de sentimentos, traumas, medos com comportamentos e personalidades.

    A psicanálise é tida como forma de tratamento, pois, os males que a internalização provocaria, podem ser entendidos por ela. Isso porque, para eles, não se trata só de internalizar, mas de fechar o sentimento na mente e não o enfrentá-lo.

    Sabe quando você tem medo de algum animal e você só o evita, evita até de pensar nele? Você chega a fingir que ele não existe? O internalizar que faz mal é entendido desse ponto.

    Dentro dessa teoria há termos que a regem:

    • ID: Ela é uma fonte de energia psíquica formada por desejos inconscientes que geram conflitos.
    • Pulsão: São os impulsos resultantes dos desejos e se diferenciam dos comportamentos do instinto. É algo insaciável pois está ligado ao desejo.
    • Superego: Tem sua origem no relacionamento com os pais. A partir dos valores recebidos na primeira infância, o superego julga os impulsos vindos da ID.
    • Ego: É a adaptação do sistema psíquico ao contexto real que circunda a pessoa. Ele intermedia entre o ID e o ego.
    • Sonhos: Através da interpretação do sonho o inconsciente pode ser alcançado.
    • Inconsciente: É onde a psique se desdobra. É lá que trancafiamos nossos medos, nossos sentimentos.
    • Complexo de Édipo: Esse complexo diz respeito ao sentimento intenso que o filho tem pelo seu genitor do sexo oposto na primeira infância. Ao mesmo tempo, nesse período, para eles, os filhos tem hostilidade pelo genitor do mesmo sexo. Tal situação gera um conflito e tende a diminuir com a idade. Porém, para a psicanálise, como esse conflito é resolvido influência na personalidade da pessoa.
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    Só por esse resumo podemos inferir que o papel da família pode influenciar no desenvolvimento da personalidade. 

    Você também ficou com essa impressão? Então vamos ver como essa relação pode se dar?

    Família para a Psicanálise

    A família tem um papel central na teoria psicanalítica, especialmente na formação da personalidade e psique das crianças. 

    Segundo os psicanalistas, as experiências vividas no ambiente familiar, sobretudo nos primeiros anos de vida, moldam profundamente o desenvolvimento emocional e mental do indivíduo.

    Um dos conceitos-chave que exemplifica essa influência é o complexo de Édipo. Em poucas palavras, ele descreve a atração inconsciente que a criança sente pelo genitor do sexo oposto, gerando ciúmes e rivalidade com relação ao genitor do mesmo sexo. Esse conflito edípico, e a forma como é resolvido, deixaria marcas permanentes.

    Grandes nomes da psicanálise exploraram o impacto da família sob diferentes perspectivas: 

    1. Para Freud

    Para o pai da psicanálise, o complexo de Édipo teria representação dupla: a castração simbólica e a natureza biológica. O filho é fruto de uma relação sexual, o mesmo tipo de relação proibida entre filhos e pais.

    Esse conceito de proibição de incesto origina a castração simbólica. Para ele, o complexo se dá pelo filho em relação tanto ao pai como à mãe.

    A diferença se dá pelo sexo da criança, se é menina se relacionará de uma forma com o pai e de outra com a mãe. Se for menino, a relação se dará de maneira contrária. No entanto, sempre ocorre essa tensão.

    2. Para Melanie Klein

    O estudo dela teve como foco o relacionamento entre o filho, a filha e a mãe. Segundo ela, quando o pai está presente efetivamente na relação entre mãe e filho, ou filha, o complexo de Édipo surgirá.

    Ou seja, em uma relação em que a imagem paterna não esteja presente, o conflito edipiano também não estará.

    3. Para Lacan

    Já Lacan via a família como peça-chave na transmissão cultural e no desenvolvimento da subjetividade. O complexo de Édipo seria fundamental para situar o desejo e a própria existência da pessoa. 

    Em resumo, apesar de perspectivas variadas, todas as principais correntes psicanalíticas convergem na ideia de que as experiências familiares inaugurais são definitivas. 

    Elas não apenas influenciam, mas de muitas formas determinam a organização psíquica e o dever pessoal do indivíduo.

    Essa visão destaca o quão sensível é o período inicial da infância e o quanto os pais e demais familiares devem estar atentos para propiciar um ambiente saudável de desenvolvimento.

    Considerações finais

    Enfim, família é muito mais do que apenas pessoas que compartilham um nome. Família constitui um relacionamento. É através desse relacionamento que o ser humano se constrói.

    Como vimos, de acordo com as teorias psicanalistas, a família tem influência sobre nós desde o início. Por outro lado, essa influência não se finda com o passar do tempo.

    Você pode ter qualquer idade, mas quem você chama de família, seja pelo sangue ou por afinidade, influência. Talvez a força da influência seja diferente, mas o contexto em que nos inserimos induz nossa psique a se adaptar.

    Diante de tudo isso, se você tiver um problema com a sua família, é interessante fazer o nosso curso de Psicanálise Clínica. Não só isso, esse curso é apropriado para quem quer aplicar os conhecimentos a nível profissional também. 

    Assim sendo, confira os conteúdos e se matricule. Garantimos um preço que cabe no seu bolso, além de um conhecimento que vale para toda a vida.

    One thought on “Família: definição e importância para a Psicanálise

    1. Francisco de Assis Pereira França disse:

      Maravilhoso estudo, amei e desejo que o nosso Deus continue abençoando a vida de todos.

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