fases do Alzheimer

As 3 fases do Alzheimer

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Quem tem um parente diagnosticado ou acabou de descobrir que está doente tem muita curiosidade sobre quais sejam as fases do Alzheimer. Pensando nisso, preparamos um post sobre as 3 fases da doença para que você possa se informar. Contudo, para entender com profundidade o assunto, é importante que você consulte especialistas. Este post é um compilado de informações que são apresentadas em linhas gerais, mas não deixe de conferi-las!

Alois Alzheimer

Antes de começarmos a falar das fases do Alzheimer, julgamos interessante informar você a respeito de quem descreveu a doença primeiro. Trata-se do alemão Alois Alzheimer, cujo sobrenome é usado na nomenclatura da doença. Por mais surpreendente que pareça, seus estudos não começaram contemplando pacientes doentes de cara.

Em 1888, o já então médico defendeu umaa tese intitulada “Sobre as glândulas ceruminosas do ouvido”. Seu orientador, Rudolf Albert von Kolliker, é lembrado até hoje por suas grandes contribuições para a histologia. Assim, é natural que o trabalho inicial de Alzheimer tenha se concentrado a ciência que estuda tecidos e células.

No entanto, seu trabalho no Hospital de Lunáticos e Epiléticos trouxe uma nova perspectiva para sua atuação. Nesse ambiente, junto com colegas como Emil Sioli e Franz Nissl, Alzheimer desenvolveu estudos científicos de altíssima qualidade no tocante ao cérebro humano.

August Deter

Ao desenvolver suas habilidades como médico e pesquisador ao longo dos anos, Alzheimer foi capaz de descrever a doença peculiar apresentada por uma de suas pacientes. O caso de August Deter ficou famoso como aquele que levou o médico a identificar o problema.

Em linhas gerais, meses antes da internação de Deter no hospital, a paciente se envolveu uma crise de ciúme seguida de perda progressiva da memória. Contudo, ao longo do tempo, a mulher foi se tornando ansiosa e hostil. Quando observamos essa descrição, já conseguimos ter uma primeira noção do que sejam as fases do Alzheimer. Já no primeiro caso é possível identificar estágios diferentes de comportamentto.

Após a morte da mulher, Alzheimer, que já estáva trabalhando em Munique na época, analisou as lâminas do cérebro de Deter. Ao fazer isso, o médico notou indícios de que estava diante de uma doença diferente do córtex cerebral. Contudo, na época em que foi apresentada a colegas da área, esses achados não foram julgados como muito impressionantes. Ao seu tempo, com mais descobertas feitas por outros cientistas, descobrimos o que sabemos hoje.

Entendendo o Alzheimer

O que acontece com o corpo

Agora que você já sabe do esforço de Alzheimer para validar sua descoberta, faz sentido informar o que ele encontrou. Vale lembrar que suas descobertas foram aprimoradas pelas observações de outros médicos. De acordo com o que sabemos hoje, o cérebro doente conta com uma substância incomum no córtex cerebral, chamada de beta-amilóide

Essa substância faz com que haja uma progressiva e inexorável deterioração das funções cerebrais. Entre elas, destacamos a perda de memória, da linguagem, da razão e da habilidade de uma pessoa de cuidar de si própria. Quando uma pessoa está nas fases do Alzheimer mais avançadas, esses sintomas são vistos com muito mais clareza.

Pessoas mais sujeitas ao desenvolvimento da doença

Os dados que temos é de que a maior ocorrência da doença se dá na terceira idade. Cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade. Aparentemente os números não são muito impressionantes, mas veja que estamos falando em 10% e 25% da população mundial. É bastante gente.

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Ademais, é necessário destacar que são inúmeros os casos que evoluem para demência. Assim, ter demência e passar por todas as fases do Alzheimer não é a mesma coisa. Enquanto a demência se caracteriza por um grupo de sintomas que indicam  deficiência cognitiva persistente e progressiva, o Alzheimer é mais prejudical porque o doente nunca recupera sua capacidade intelectual.

Por fim, enquanto a demência pode ter seus efeitos retardados com um tratamento adequado, o Alzheimer vai evoluindo até que o doente venha a óbito. Nenhuma das doenças têm cura, mas no caso do Alzheimer o o tempo médio de sobrevida varia de oito a 10 anos após o diagnóstico. 

É possível dizer que há causas ou prevenir o Alzheimer?

No que diz respeito às causas da doença, não existe um estudo que diga com certeza quais elas são. Assim, o Alzheimer ainda é conhecido por ser uma doença cujas causas são desconhecidas. Porém, sabemos que geralmente a doença começa a se manifestar por volta dos 50 anos de uma pessoa. Além disso, há fortes indícios de que haja uma predisposição genética facilitando o surgimento do problema em alguns indivíduos.

Possibilidades de tratamento

Como já mencionamos, estamos lidando aqui com uma doença que não tem cura. Assim sendo, é impossível evitar que ela se desenvolva. Contudo, é possível retardar as fases do Alzheimer e também ajudar o doente a ter uma vida mais normal principalmente na fase leve, como veremos mais abaixo.

Embora cuidar de um paciente com a doença seja desgastante, tomar algumas medidas pode evitar transtornos graves. Confira uma lista de ações preventivas que podem ser úteis:


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  • Fazer o portador de Alzheimer usar um adereço com dados de identificação e as palavras “Memória Prejudicada”, já que um dos primeiros sintomas é  perder a noção do lugar onde se encontra;
  • Estabelecer uma rotina diária e ajudar o doente a cumpri-la;
  • Espalhar lembretes pela casa;
  • Simplificar a rotina do dia a dia;
  • Encorajar a pessoa a desempenhar tarefas cotidianas por conta própria;
  • Estimular o convívio familiar e social da pessoa que está doente;
  • Providenciar ajuda profissional e/ou familiar e/ou de amigos.

As 3 fases do Alzheimer

Fase leve

Nesse primeiro momento, o doente começa a sofrer com alterações na memória, em sua personalidade e em suas habilidades espaciais e visuais. Geralmente, é nesse momento em que ocorre o diagnóstico, pois a pessoa ou familiares podem identificar sintomas preocupantes.

Fase moderada

Na fase moderada, os sintomas da doença já ficam muito mais graves. Quem está doente fica com muita dificuldade para falar e realizar tarefas simples do dia a dia. Além disso, coordenar movimentos fica mais complicado e a pessoa também vem a sofrer com agitação e insônia.

Fase grave

Na fase grave, considerada a última por muita gente, o doente já está praticamente demente. O indivíduo que se encontra assim, apresenta resistência à execução de tarefas diárias, além de incontinência urinária e fecal. Obviamente, nesse momento é crucial ser acompanhado por algum profissional ou membro da família. A dificuldade para comer aumenta bastante e a deficiência motora vai crescendo progressivamente.

Fase final (extra)

Apesar de termos indicado inicialmente que há 3 fases do Alzheimer, é preciso considerar como fase extra o momento em que surgem os problemas que podem levar o doente à óbito. Nesse momento final, o indivíduo já sofre mesmo estando demente, mas principalmente com infecções. Aqui a pessoa já não fala, anda ou come com facilidade. É natural encontrar doentes que estão completamente debilitados.

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Considerações finais sobre as 3 fases do Alzheimer

No artigo de hoje, você aprendeu sobre as 3 fases do Alzheimer, além de ficar inteirado sobre a fase terminal, desconsiderada por muita gente que discute o assunto. Está evidente que cuidar de uma pessoa doente não é tarefa fácil, assim como não é simples passar pelo processo de ver a vida se deteriorar pelo lado de dentro. Assim, fazer terapia é importante tanto para quem cuida como para quem precisa de cuidado.

Caso você se encontre em alguma dessas situações ou queira trabalhar com pacientes com Alzheimer, pode ser vantajoso fazer nosso curso de Psicanálise Clínica online. Com ele, além de aprender a tratar pessoas em diferentes fases do Alzheimer e seus parentes, você também aprende muito sobre si mesmo. Assim sendo, não perca a oportunidade de exercer o autoconhecimento e adicionar habilidades extra à sua formação. Matricule-se já!

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