caixa de Skinner

A Caixa de Skinner: o que significa?

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Se você é um estudante de psicologia, provavelmente já deve ter ouvido falar sobre a caixa de Skinner, também conhecida como Caixa de Condicionamento Operante. Muito frequentemente esse é um termo que encontramos em uma conversa sobre behaviorismo também.

Caso você não conheça muito bem nenhum deles, não se preocupe. Esclareceremos o que cada uma dessas coisas significa. Você verá que o raciocínio por trás de cada uma é bastante simples!

O que é a Caixa de Skinner?

Uma caixa de skinner é um aparelho totalmente fechado que tem uma barra ou uma chave em que algum animal que está preso, normalmente um rato, pode apertar para conseguir algum tipo de reforço. No entanto, não se trata de um dispositivo qualquer.

Essa caixa, possui um dispositivo que grava cada resposta fornecida pelo animal. Uma vez que cada estímulo pode gerar uma resposta diferente, vale a pena registrar cada tentativa do animal a fim de verificar qual a quantidade de estímulo necessária para atingir comportamentos previstos ou esperados.

Para criar a caixa de skinner, Skinner se inspirou na caixas de quebra-cabeça Edward Thorndike utilizou na sua pesquisa de lei do efeito.

Mas qual é o propósito desta caixa?

Basicamente, é estudar um comportamento em ambientes muito controlados. Como por exemplo, entender que tipo de reforço condicionou melhor o animal: um alimento, uma possível fuga, um choque… Um reforço positivo? Um reforço negativo? Tudo isso é possível analisar através deste experimento.

Quem é Skinner?

Burrhus Frederic Skinner foi um nome importantíssimo na área da psicologia. O reconhecimento atribuído a ele é tanto que suas obras são importantes para a área até hoje e fazem parte do currículo dos futuros psicólogos.

Seu nascimento ocorreu no início do século XX, em 1904 na cidade de Susquehanna (Pensilvânia, EUA), e o psicólogo veio a falecer no começo da década de 90.

Em sua longa vida, Skinner estudou com afinco o comportamento humano.  Contudo, esse interesse não se revelou já no começo de sua trajetória de estudos, isto é, antes do início da sua produção autoral. O psicólogo se formou na Universidade de Nova York, mas em língua inglesa e não em psicologia.

A carreira de Skinner foi direcionada para a psicologia apenas quando ele ingressou na universidade de Harvard.  Lá foi o lugar em que o até então linguista iniciou seu primeiro contato com a teoria behaviorista.

Por que o nome de Skinner é tão importante para o behaviorismo?

Behaviorismo: conceito

Antes de falarmos sobre como Skinner contribuiu para os estudos behavioristas, é importante introduzir aqui o que essa área estuda. Ademais, você verá que o psicólogo era adepto do behaviorismo radical.

Assim, é bacana entender qual a distância do behaviorismo genérico para uma visão mais radical do assunto. Aqui no blog nós temos um artigo interessante sobre o tema, mas repetiremos os conceitos principais aqui para sua comodidade.

No inglês, a palavra behavior significa “comportamento”. Dessa forma, temos que uma teoria ou corrente filosófica chamada de behaviorismo deve explorar o tema em pelo menos alguma de suas nuances.

Nesse contexto, a teoria teve início em 1913, com um manifesto criado por John B. Watson. Nele, o autor defende que a psicologia deve estudar o comportamento, pois este é visível e, portanto, passível de observação.

Nesse período, estudava-se o comportamento levando muito em consideração o modelo de estímulo-resposta. Por sua vez, este modelo implica que o comportamento animal/humano é moldado por estímulos.

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    Assim, qualquer modificação orgânica resultante de um estímulo pode provocar manifestações do comportamento. Em linhas gerais, nós somos seres que reagem de maneiras diferentes a estímulos diferentes.

    A contribuição de Skinner para a área

    Uma vez que a alteração do ambiente e dos estímulos tem resultados visíveis no comportamento de quem é estudado, Skinner ficou famoso por criar ambientes onde ficava mais fácil controlar estímulos.

    Tendo tudo isso em vista, você já deve ter sacado que a caixa de Skinner nada mais é do que a experiência com animais em laboratório. Agora que isso está mais claro, vamos te contar o que é o condicionamento operante, termo intrinsecamente ligado à caixa de Skinner.

    Fazemos isso para dar a você ferramentas para estudar psicologia sem a necessidade de ficar procurando termos científicos a todo momento.

    Condicionamento operante: o que é

    Como já citamos, a caixa de Skinner também recebe o nome de câmara de condicionamento operante. Na verdade, até o psicólogo tinha um apelido para a ferramenta: lever box ou caixa-alavanca.

    O estabelecimento do termo formal faz referência ao procedimento através do qual é modelada uma resposta através de estímulo, o que já não é mais uma novidade aqui no texto, não é? Durante o processo em que estimula-se uma resposta do animal estudado, cada resposta obtida gera uma consequência.

    Por sua vez, esta consequência afeta a  probabilidade de o estímulo ocorrer novamente.

    Caso a consequência seja reforçadora, a probabilidade de repetição do estímulo aumenta. Contudo, se for punitiva, além de diminuir a probabilidade de sua ocorrência futura, gera outros efeitos colaterais.

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    É o comportamento que tem como consequência um estímulo que afete sua frequência que é chamado “operante”. Assim, é daí que surge a tal câmera do comportamento operante. É o local em que o processo descrito acima ocorre.

    Considerações finais sobre a caixa de Skinner

    Enfim, diante de tudo o que você leu, deve estar pensando que a caixa de Skinner não é muito importante para o estudo dos seres humanos. No entanto, é aí que você se engana. Muitos ratos são testados em laboratório justamente para ver como medicamentos e terapias são recebidos antes de testes serem realizados com cobaias humanas. Tendo isso em vista, fica mais evidente o quanto esse trabalho foi importante para determinar o estudo do comportamento.

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