Condicionamento Operante

Condicionamento Operante para Skinner: Guia Completo

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A todo momento é questionado quais os caminhos mais acessíveis para aprimorar o aprendizado do ser humano. Isso vale especialmente na parte da psicologia comportamental, pois até o presente momento a discussão recria debates históricos sobre como evoluirmos constantemente. Entenda melhor o que é o condicionamento operante e como funciona.

O que é condicionamento operante?

Condicionamento operante se trata de uma forma de aprendizagem que se vale do reforço e/ou punição para seu funcionamento. Por meio disso que se estabelece ou não as chances de um comportamento ser repetido no futuro. A natureza desse processo é determinante para moldar a postura de um indivíduo.

Em geral, quando se quer ter um comportamento positivo, a aplicação de recompensas é constante para tal. Por outro lado, quando se quer eliminar uma característica, a aplicação de punições é o caminho mais viável. O cotidiano carrega diversos exemplos de como essa dinâmica é aplicada de maneira instintiva e quase que comum.

Burrhus Frederic Skinner, psicólogo experimental, foi o primeiro a construir os estudos a respeito disso. O mesmo indicou esse trabalho como uma metodologia de aprendizado para construir o comportamento de uma pessoa. Dessa forma poderia ser feito a reeducação de indivíduos a fim de aplicar novas características a eles.

Skinner e o condicionamento operante

Skinner cunhou o termo “condicionamento operante” para indicar comportamentos ativos que operam nos ambientes e geram consequências. Em suma, Skinner tentava explicar os caminhos pelos quais aprendíamos grande parte de nossos comportamentos cotidianos. Ao que parece, a sua perspectiva se provou eficaz quanto na prática.

Indo além, ele apontou que a observação dos pensamentos de uma pessoa não era tão necessária quanto apontavam. Sem contar as suas motivações internas, já que se mostravam indetectáveis a olho nu. O que valia era a observação sobre como causas externas e observáveis no comportamento humano nos influenciam.

Esse trabalho comportamental criado por Skinner foi influenciado pelas realizações do psicólogo Edward Thorndike. Em seu lugar, Thorndike propôs o que chamou de “lei do efeito”. Basicamente, ações seguidas por resultados desejáveis têm maiores chances de se repetirem do que as de resultado indesejado.

A vida como um imenso laboratório

Ambientes experimentais não são os únicos locais em que podemos observar o funcionamento do condicionamento operante. É preciso ter em mente que essa proposta faz um reflexo direto com o processo de crescimento experimentado por nós. Com isso, a aplicação dela apenas em laboratório acaba por limitar a observação de efeitos reais.

O condicionamento é parte integrante de nossa rotina porque possui um papel próprio em nossa aprendizagem. A cada instante somos estimulados e colocados diante de situações com resultados positivos ou não. O que fazemos após elas é o que vai determinar como absorver essas experiências como parte do nosso crescimento.

Ambientes naturais são perfeitamente capazes de providenciar elementos de reforço e punição a todos nós. Claro, isso é construído de maneira mais subjetiva e em frequência e intensidade diferentes de um local estruturado.

Tipos de comportamento

No seu trabalho com o condicionamento operante, Skinner apontou para a existência de diversos comportamentos. Não um trejeito específico, mas, sim, um aglomerado de fatores que influenciam num modo de ser. São eles:

Comportamentos instintivos

Tratam-se de comportamentos que acabam acontecendo de modo reflexivo e automático em qualquer situação. A exemplo, tirar a mão de algum local muito quente ou movimentar a perna quando o médico bate no joelho. Não precisamos aprender esse tipo de comportamento porque ele faz parte de uma natureza involuntária e automática.

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Comportamentos operantes

Já os comportamentos operantes estão em poder de nosso controle consciente. Enquanto alguns podem surgir de modo espontâneo e outros propositalmente, são as consequências desses movimentos que determinam a sua repetição. Independente de quais sejam, as ações no ambiente e consequências são vitais ao nosso processo de aprendizagem.

Movimentos variáveis

Com a possibilidade de recompensa há um aumento do comportamento que pode nos levar a obtê-la de novo. Entretanto, o condicionamento operante pode intervir também para que determinado comportamento diminua. Quando eliminamos um comportamento desejado ou incluímos uma consequência negativa acaba prevenindo ações indesejadas.

Nesse caminho, Skinner identifica o reforço e a punição como dois aspectos vitais para que o condicionamento possa se efetivar. Por meio do reforço uma ação pode crescer e se desenvolver conforme planejamento enquanto a punição gradativamente nos faz abandonar falhas. O reforço variável estimula a permanência do comportamento adquirido.


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Independente do caso, o reforço é capaz de direcionar a frequência do comportamento a um local desejado. A “punição positiva” vai recolocar um evento desagradável a fim de reformular um comportamento depois da ocorrência dele. Independente da intenção da punição, o comportamento tende a diminuir até que se extingua.

Condicionamento clássico e operante

Dada a forma como funcionam, é comum a ligação entre condicionamento clássico e condicionamento operante. Todavia, para diferenciá-los, basta reparar se o condicionamento é voluntário ou não.

No condicionamento clássico há uma associação da resposta involuntária com um estímulo. Por sua vez, o modo operante fala sobre a associação do comportamento voluntário com uma consequência. A exemplo, um aluno que é recompensado com incentivos, coisa que não acontece durante o condicionamento clássico.

No condicionamento clássico, o indivíduo assume uma postura passiva enquanto no segundo há alguma ação a ser recompensada ou punida. No operante, por sua vez, é necessário fazer algum tipo de ação para que seja recompensado ou mesmo punido. Ademais, no condicionamento clássico há uma associação com alguma ação que acontece naturalmente.

Exemplos de condicionamento operante

Como dito ao longo do texto, o condicionamento operante pode ser exemplificado pelas ações cotidianas. A todo momento somos expostos a situações de aprendizado envolvendo alguma recompensa ou mesmo punição intencional. Por exemplo:

Ratos

Ratos de laboratório costumam ser as cobaias primárias de qualquer experimento direcionado à humanidade. A exemplo, pense naquele que aperta o botão verde e ganha um pouco de comida ou vermelho e leva choque. Nisso, aprenderá que o botão verde é benéfico e prazeroso enquanto o vermelho lhe causará dor.

Educação

É comum que quando os filhos tiram boas notas sempre possam ganhar alguma coisa em troca (o que muitas vezes incentiva o hábito de barganha na família. As crianças acabam associando as boas notas com o passeio em outras cidades ou mesmo pequenos luxos esporádicos. Dessa forma, ela sempre vai se empenharmos estudos para ganhar algo pelo seu esforço anterior.

Animais de estimação

Nossos pets também acabam se condicionando para obterem prazeres ao longo do dia caso façam algo bom. Por exemplo, pense nos cães que atendem o comando dos donos para aprenderem um truque novo ou se comportar. Eles entendem que, se fizerem isso, vão ganhar comida como maneira de serem recompensados.

Considerações finais sobre condicionamento operante

O condicionamento operante se mostra uma constante válida quando pensamos na reformulação comportamental de um indivíduo. À medida em que vai ganhando incentivos positivos, essa pessoa começa a fazer associações com determinado caminho. Isso inclui as punições, de maneira que não possa repetir algo negativo e sem utilidade.

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Tal experimento confirma que o reforço positivo pode ser utilizado para condicionar alguém conforme o desejado. Com base nisso, as possibilidades se expandem, já que mesmo características e metas muitos grandes possam ser implementadas conforme a necessidade.

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