Skinner

Skinner: teoria da mente e aprendizagem

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O processo de aprendizagem humana pode ser separado em diferente etapas, o que varia tendo em vista as diferentes perspectivas vigentes sobre o desenvolvimento humano. Valendo-se da proposta do behaviorismo, Burrhus Frederic Skinner criou um teoria de como isso acontece. No artigo de hoje, você conhecerá as suas propostas e como os pressupostos teóricos do estudioso se condensam dentro da aplicação.

Sobre B. F. Skinner no behaviorismo

Skinner foi um dos maiores adeptos do behaviorismo, construindo sua carreira como psicólogo com base nisso. Nota-se que, assim como ele, outros seguidores indicavam o processo de aprendizagem como porta à mudança de comportamento.

Psicólogos validam a postura de Skinner como bastante confiante em relação ao planejamento condicional da educação. A partir disso, se teria uma evolução da cultura, já que os elementos envolvidos nela seriam universalmente unânimes. Em suma, haveria uma padronização existencial replicada dentro do ensino que levaria a um novo grupo social.

Alguns profissionais da saúde mental e comportamental indicam que a educação precisa de um planejamento cuidadoso. Com isso se poderia ter resultados esperados na nova modelagem do estudante.

A repetição como forma de ensino

Outra proposta indicada na própria biografia de Skinner é o incentivo da repetição mecânica em sala de aula. A prática envolvendo atividades cotidianas ajuda na absorção de como executá-las adequadamente. Do mesmo modo funcionaria dentro do ensino, com execução constante e contínua.

Isso porque existe o processo de memorização, de maneira que se torne parte da vida do estudante. Repetindo tarefas constantemente, o mesmo pode criar reflexos consequentes que lhe permitam o aprendizado dela. Em outras palavras, quando alguém faz um bolo diariamente, o resultado de amanhã sempre será melhor que hoje.

Dentro da sala de aula, o aprendizado seguiria um mecanismo parecido visando o desenvolvimento do aluno. Ele repetiria uma mesma ação, seja física ou mental, a fim de gravá-la em seu consciente. Feito isso, ele aprenderá como executá-la e como criar outras formas de chegar no mesmo resultado.

O comportamento é o centro

B. F. Skinner e todo o seu trabalho indicavam que o comportamento de alguém era a chave da sua vida. Tratando-se de aprendizado, o condicionamento sobre isso seria fundamental para alcançar o potencial do aluno. Por isso que chegou a algumas conclusões, como:

Comportamento é o centro

De acordo com o psicólogo, a aprendizagem se concentraria na capacidade de controlar o comportamento de uma pessoa. Os estímulos e/ou repressões bons ou não definiriam a maneira como alguém se porta em determinada condições.

Seletividade

Um determinado comportamento almejado poderia ser obtido quando se pune outro comportamento indesejado. Isso pode vir também através do estímulo direto a um comportamento que se queira alcançar. Nisso, a repetição contínua ajudaria a essa boa postura se tornar automática.

Aprendizagem vem de novos comportamentos

O processo de aprendizagem surge quando novas informações são captadas e adicionadas à postura do indivíduo. Nesse caminho, adquirir novos comportamentos desejados significaria sua jornada em direção ao aprendizado.

Cabe ressaltar que o próprio Skinner, em suas palavras, queria entender o comportamento humano, não manipulá-lo.

A figura do professor

Tratando-se de educação, um dos principais pilares dos jovens é o professor na sala de aula. Sua presença não se limita a horários específicos, já que ele, de certo modo, acompanha os pupilos pós-aula. O seu aprendizado não some e é alimentado através dos exercícios e conhecimentos repassados.

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O papel dele, no behaviorismo, é o de criar ou mudar comportamentos para que o aluno seja a sua melhor versão. Nesse ponto se ressalta que os jovens precisam lidar com tudo aquilo que desejam para si e não outros. Com isso, os comportamentos adquiridos ou mudados devem fazer um pilar de construção e desenvolvimento nesse grupo.

Claro, o professor com mais experiência sabe por quais caminhos o estudante pode prosseguir. Todavia, deve escolher aqueles que realmente favoreçam o desenvolvimento dos pequenos em sala de aula. Fora dela, o trabalho deve ser feito em conjunto da presença.


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Controvérsia potencial

Uma das passagens da biografia de Skinner fala sobre o poder do condicionamento. Segundo o seu trabalho, comportamentos advém diretamente do condicionamento de um estímulo externo e não são espontâneos.

Ou seja, o aluno seria uma página em branco esperando para ser escrita sob a perspectiva de outra pessoa. O mesmo não teria habilidades inatas e pessoais descritas nos organismos. Seria extremamente passivo e moldável, um personagem sem identidade esperando preenchimento existencial.

Alguns estudiosos condenam essa parte pois, de acordo com eles, pensar assim seria o mesmo que negligenciar dons inatos. Cada indivíduo possui uma inclinação natural e até facilidade para executar diferentes tarefas. São exemplos:

  • cantar,
  • tocar instrumentos,
  • desenhar,
  • lidar com pessoas e situações difíceis,
  • entre outras coisas.

A intervenção do reforço positivo

As conclusões científicas elaboradas por Skinner validavam a eficiência do reforço positivo no aprendizado. Por meio dele, se conseguiria resultados satisfatórios e mais direcionados a um propósito específico. Isso vem contra a proposta de punir e reprimir quando se encontra erros e desencontros no caminho do ensino.

Isso fica bem evidente no romance Walden II. Aqui existe uma sociedade vista pelo autor como ideal, já que há um planejamento global para a sua harmonia. É imaginado a aplicação de princípios de reforço positivo e condicionamento, garantindo o pacifismo e convivência igualitária.

B. F. Skinner rejeitou publicamente a ideia do livre-arbítrio e indicou que o comportamento de alguém é guiado pelo ambiente. Mas é viável trazer à tona que esse relacionamento com o ambiente vem de uma interação e não apenas passividade. O autor ainda defendeu que a cultura humana precisa rever as ideias iguais ou semelhante as dele.

Indicações

Além da escola, outros ambientes têm se adequado para o uso do trabalho de Skinner quanto ao comportamento. O propósito aqui é implementar uma nova postura de acordo com as metas estabelecidas nesses ambientes de aprendizado. Nisso, se valem:

Curso técnicos

Sendo cursos para aplicação imediata, o condicionamento corporal tem sido visto como positivo a esse caminho. Os alunos desse tipo de curso lidarão com práticas manuais contínuas em seus meios de trabalho. Quanto mais se aperfeiçoam no manejo das atividades, melhores são os resultados no processo final.

Treinamentos

De forma irredutível as empresas precisam seguir uma linha de comportamento em pro de suas atividades internas. O conteúdo ensinado é repassado de maneira a ser memorizado pelos futuros contratados para já estarem aptos as atividades internas.

Especialistas

Um especialista pode se encarregar do treinamento, condicionamento e revitalização comportamental de um grande grupo. Não apenas na empresa, mas também pode atuar em terapias, faculdades, seminários, preparatórios ou qualquer ambiente para aprendizado.

Considerações finais sobre Skinner

Skinner idealizou uma fórmula universal que alcançasse todo o potencial oculto do ser humano. O principal caminho para se chegar nessa meta seria através do recondicionamento comportamental de uma pessoa. Em outras palavras, seria reescrever o modo de pensar e agir em prol de determinado objetivo.

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Essa teoria da mente valida os mecanismos que contribuem unilateralmente ao desenvolvimento do ser humano. Embora seja questionada por muitos, um grande grupo de profissionais ainda utiliza os seus conceitos para construir seus próprios pilares do conhecimento. Independente disso, a vontade do indivíduo deve ser levada em consideração em relação ao objetivo dele.

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